A trajetória de Aline Campos no Big Brother Brasil (BBB 26) foi marcada pelo contraste entre sua imagem de pessoa evoluída, adepta da meditação e yoga, e o estresse vivenciado no confinamento. Primeira eliminada do BBB 26, com 61,64% dos votos, a atriz e influencer, ex-Riscado, adotou uma postura zen, mas o clima intenso da casa evidenciou momentos de forte ansiedade e tensão.

Mesmo praticando meditação, Aline Campos demonstrou estar extremamente estressada, ansiosa e elétrica, o que foi notado pelo público e repercutiu nas redes sociais. A sua busca por calma através da meditação foi criticada por alguns espectadores, que consideraram visível seu desalinhamento emocional devido à pressão do jogo.

A rivalidade com a jornalista Ana Paula Renault marcou a curta trajetória de Aline na casa. As duas tiveram atritos marcantes, o que gerou momentos de alta tensão dentro da casa e repercutiu na internet. Uma fala sobre meditação virou assunto nas redes sociais durante o primeiro Sincerão do BBB 26.

Durante a dinâmica, Ana Paula atacou a postura “good vibes” de Aline, disparando: “Retiro de meditação é em outro lugar, aqui é BBB”. Essa frase foi um deboche direto à tentativa de Aline de manter a calma e a espiritualidade em um ambiente de conflito.

Aline defendeu-se, afirmando que a meditação faz parte de sua vida e que a “falta de coletividade” apontada pelos colegas não passava de uma interpretação errônea de suas ações, garantindo que não deixaria de ser quem era por estar no programa.

Larissa Manoela critica Ana Paula Renault em discussão com Aline Campos

A ironia de Ana Paula ganhou força na web, com internautas e até Larissa Manoela comentando sobre o embate entre a espiritualidade de Aline e a necessidade de conflito do reality.  Ao comentar o momento de tensão entre participantes, a atri sugeriu que algumas pessoas poderiam “meditar” para analisar melhor suas questões internas, em resposta a um comentário irônico feito por Ana Paula Renault ao criticar a prática dentro da casa por Aline Campos, eliminada no último dia 20.

A própria Aline reconheceu após a eliminação que seu estilo não se adaptou à intensidade do jogo. Após sua saída, ela comentou sobre a experiência e as críticas, destacando que a meditação é parte de sua rotina, mas que o reality show intensifica todas as emoções. Aline explicou que o autoconhecimento e a meditação não a impedem de sentir estresse ou reagir a afrontas, argumentando que o “zen” não exclui a necessidade de se impor diante de conflitos

Essa repercussão traz à tona uma dúvida comum entre quem ouve falar de meditação: afinal, é possível meditar sozinho, ou é preciso um guia?

Como fazer meditação autoguiada?

Segundo a instrutora de Yoga Karí Váss, da Ashiyana Brasil, situada na Chapada dos Veadeiros (GO), meditar sozinho é absolutamente possível e, com o tempo, faz parte do amadurecimento da prática. No início, a orientação de um professor ou a participação em grupos ajuda a aprender as bases, como postura, respiração e foco. Com a prática regular, a pessoa passa a reconhecer seus próprios estados mentais e pode conduzir a meditação por conta própria.

Karí explica que o maior desafio de quem tenta meditar hoje em dia não está na técnica em si, mas no excesso de estímulos que fragmentam a atenção, como telas, notificações e a rotina agitada, tornando mais difícil o recolhimento interior.

Para começar a meditar sozinho, a especialista indica quatro passos fundamentais:

Escolha um ambiente tranquilo
O primeiro passo é criar um espaço que favoreça o recolhimento. Não precisa ser silencioso de forma absoluta, mas deve transmitir conforto e sensação de segurança. “O ambiente funciona como um convite para o sistema nervoso desacelerar. Quando o corpo se sente seguro, a mente tende a acompanhar”, explica Karí.

Cuide da postura, sem rigidez
Manter a coluna ereta ajuda na atenção, mas sem tensão. A ideia não é forçar uma posição idealizada. “A postura serve para sustentar a presença, não para gerar desconforto. Se o corpo dói, a mente entra em estado de alerta”, orienta a instrutora.

Use a respiração como âncora
A respiração é o principal ponto de apoio da meditação. A recomendação é apenas observar o ar entrando e saindo, sem tentar controlar o ritmo. “A respiração é a ponte entre o corpo e a mente. Quando você a observa, o sistema nervoso começa a sair do modo de sobrevivência e entrar em estado de calma”, afirma Karí.

Abandone a ideia de certo ou errado
Um dos erros mais comuns é achar que meditar exige performance ou ausência total de pensamentos. “Não existe meditação perfeita. O foco é perceber um estado interno de presença e quietude, mesmo que os pensamentos ainda apareçam”, ressalta.

Respiração, atenção e constância estão entre os pilares da meditação (Fotos: Karí Váss, Ashiyana Brasil)

 

Segundo a especialista, a duração da prática também não precisa ser longa para gerar efeitos. Dez minutos diários já são suficientes para estimular novos caminhos neurais, reduzir ansiedade e estresse e aumentar a clareza mental. “A regularidade é mais importante do que o tempo. A prática frequente ativa o sistema nervoso responsável pela regeneração e pelo bem-estar”, diz.

Para quem está começando, vale explorar técnicas simples, como meditação focada na respiração, atenção plena (mindfulness) ou visualizações guiadas. “Apesar das diferenças, todas têm o mesmo objetivo, que é acalmar o sistema nervoso e trazer a atenção para o momento presente”, conclui.

 

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