Em tempos de acesso imediato a notícias, redes sociais e mensagens de trabalho, muitas pessoas sentem-se sobrecarregadas, ansiosas e mentalmente exaustas. Especialmente quando se trata de notícias relacionadas a temas pesados como guerras, crimes, abuso ou violência contra crianças etc.

O excesso de informação pode prejudicar a saúde mental e interferir na concentração, no sono e nas relações pessoais. Estamos vivendo um período em que somos constantemente bombardeados por informações, muitas vezes negativas ou conflitantes. Isso pode gerar estresse crônico, ansiedade e até sintomas depressivos.

Esse fenômeno de proliferação rápida e descontrolada de informações é conhecido como infodemia e afeta crianças, adolescentes e adultos, tornando fundamental criar limites e hábitos saudáveis no consumo de conteúdo.

Um estudo publicado em março de 2025 na revista científica International Journal of Innovative Research and Scientific Studies investigou a relação entre o uso de redes sociais, sobrecarga de informações e transtornos mentais (estresse, ansiedade e depressão) em estudantes universitários.

A pesquisa revelou que o uso excessivo de redes sociais e a sobrecarga de informações estão associados a níveis mais elevados de estresse, ansiedade e depressão. O estudo destaca a necessidade de abordagens para mitigar esses impactos adversos, enfatizando a importância de estratégias para reduzir a sobrecarga de informações e promover o bem-estar mental dos estudantes.

Veja dicas para reduzir o impacto do excesso de informação:

  • Estabelecer horários específicos e limitados para checar notícias e redes sociais.
  • Evitar o consumo de notícias antes de dormir.
  • Praticar atividades que promovam relaxamento, como exercícios físicos, leitura ou meditação.
  • Filtrar fontes confiáveis, evitando o compartilhamento de informações duvidosas.

Não se trata de se desconectar completamente, mas de aprender a consumir informação de forma consciente, preservando a saúde mental.

 

Arte, cultura e esporte como aliados da saúde mental

O Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, é um convite para refletirmos sobre novas formas de cuidar do bem-estar emocional. Todo mundo sabe que a terapia é essencial para quem não está bem mentalmente, e que o tratamento medicamentoso pode ser necessário em muitos casos.

Mas práticas ligadas a arte, cultura e esportes também podem ser grandes aliadas na prevenção e no enfrentamento de transtornos como ansiedade e depressão. Corpo e mente estão juntos na mesma pessoa, então quanto melhor trabalharmos nosso bem estar por meio de dança, atividade física, trabalhos manuais etc, isso vai ajudar a melhorar tanto a nossa parte física quanto a nossa saúde mental.

Participar de atividades culturais e criativas, como música, dança, teatro, literatura, desenho, pintura ou artesanato ajuda a reduzir o estresse, estimula a socialização e promove um senso de pertencimento. No esporte o movimento físico libera neurotransmissores ligados ao prazer e à motivação, fortalecendo a autoestima e, no caso dos coletivos, criando um senso de comunidade e até uma rede de apoio.

Incluir esses elementos no dia a dia é uma estratégia de autocuidado acessível e eficaz. Mais do que entretenimento, arte, cultura e esporte podem ser ferramentas de saúde pública. Temos nossas obrigações, mas precisamos também ter os nossos momentos de prazer, de relaxamento, de alegria. E, se isso é aliado a alguma atividade física, melhor ainda.

Não adianta só falar de medicação e de terapia, existe um passo antes que é ter realmente uma boa qualidade de vida com alimentação boa, sono adequado e hobbies, tudo isso torna a vida mais equilibrada e completa.

10 atividades acessíveis que ajudam a cuidar da saúde mental:

  1. Caminhar ao ar livre ouvindo música, podcast ou em silêncio, prestando atenção ao ambiente;
  2. Participar de aulas ou oficinas culturais gratuitas em centros culturais e comunitários;
  3. Entrar em um clube de leitura de alguma livraria, centro cultural ou montar o seu clube com amigos;
  4. Praticar yoga, alongamento ou meditação guiada com vídeos gratuitos na internet;
  5. Dançar em casa, sozinho, ou em grupo, em academias ou centros de convivência da sua cidade, como forma de liberar tensões;
  6. Visitar museus, exposições ou espaços culturais com entrada gratuita (grande parte tem um dia no mês ou na semana de entrada gratuita);
  7. Escrever em um diário ou praticar escrita criativa para organizar emoções;
  8. Jogar esportes coletivos em praças e quadras públicas (futebol, vôlei, basquete etc);
  9. Assistir a peças de teatro, saraus ou shows de música locais, fortalecendo a conexão cultural e com a sua comunidade;
  10. Criar algo manual, como desenho, artesanato (tricô, crochê, bordado, cerâmica, bijuterias etc) ou jardinagem, estimulando a concentração e a paciência. Se não tiver quintal, pratique a jardinagem em vasos ou floreiras.

 

 

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