Enquanto os holofotes se voltam para as recentes sanções aplicadas a produtos de limpeza domésticos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) segue com atualizações fundamentais na área farmacêutica. Nesta segunda-feira (11), o órgão oficializou o registro de dois novos medicamentos que prometem transformar a qualidade de vida de pacientes com condições autoimunes e respiratórias graves: o Yesintek (Ustequinumabe) e o Densurko (Depemoquimabe).
O Yesintek (Ustequinumabe) chega ao mercado brasileiro como um medicamento biossimilar, tendo como referência o remédio Stelara. Isso significa que ele apresenta os mesmos padrões de segurança, eficácia e qualidade do produto biológico original, mas amplia a concorrência e as opções terapêuticas no sistema de saúde.
Ele é indicado para uma série de condições inflamatórias que afetam significativamente o dia a dia dos pacientes:
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Psoríase em placa: Opção para adultos e crianças acima de 6 anos que não responderam a tratamentos convencionais (como fototerapia ou metotrexato).
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Artrite Psoriásica: Pode ser usado isoladamente ou com outros fármacos para pacientes com resposta inadequada a tratamentos anteriores.
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Doença de Crohn e Colite Ulcerativa: Focado em adultos com quadros moderados a graves que sofrem com a perda de resposta ou intolerância às terapias tradicionais.
Tratamento semestral para asma e sinusite
A outra grande novidade é o Densurko (Depemoquimabe), voltado para o tratamento complementar da asma do tipo 2 (alérgica) e da rinossinusite crônica com pólipos nasais grave. O grande diferencial deste medicamento é a sua posologia: o esquema indicado é de apenas uma dose a cada seis meses.
Estudos clínicos apresentados à Anvisa demonstraram que o fármaco reduz drasticamente as exacerbações (crises graves) em pacientes adultos e adolescentes a partir de 12 anos que possuem excesso de eosinófilos no sangue — glóbulos brancos que, em níveis elevados, agravam a inflamação das vias aéreas.
No caso da rinossinusite, o remédio é uma alternativa para adultos que não conseguem controlar o crescimento de pólipos nasais mesmo após cirurgias ou uso de corticoides. As aprovações foram publicadas através da Resolução 1.896/2026 no Diário Oficial da União.
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