Acre, Maranhão, Rio Grande do Sul e Sergipe registraram incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento nas últimas semanas. O alerta faz parte do novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (24/9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o levantamento, referente à Semana Epidemiológica 37 (período de 13 a 19 de setembro), o cenário nacional geral ainda aponta para uma tendência de queda no longo prazo. No entanto, a alta localizada nestes quatro estados acende o sinal de atenção para os vírus respiratórios que estão em circulação, principalmente entre o público infantil e infanto-juvenil.
Principais vírus em circulação
Os pesquisadores do Programa de Computação Científica da Fiocruz (PROCC/Fiocruz) destacam que o avanço da SRAG nesses locais está associado a diferentes agentes virais:
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Rinovírus: É o principal responsável pelo aumento de casos nos estados em alerta, atingindo predominantemente crianças e adolescentes.
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Metapneumovírus: Apresenta alta expressiva junto ao rinovírus nos estados do Rio Grande do Sul e de Sergipe, também afetando os mais jovens.
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Covid-19: O Acre registrou um incremento nos casos graves causados pelo Sars-CoV-2, embora os níveis de incidência geral do vírus permaneçam relativamente baixos.
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Influenza B: Há sinal de retomada no crescimento das infecções no Rio Grande do Sul.
Além das unidades federativas, cinco outras regiões — Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Roraima e Santa Catarina — mantêm incidência em níveis de alerta ou risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo. Entre as capitais, Porto Alegre (RS) e Rio Branco (AC) são as duas únicas que apresentam nível de atividade em alerta ou risco com sinal de alta sustentada.
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Panorama epidemiológico de 2026
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, o rinovírus respondeu por 51,6% dos casos positivos de SRAG no país, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) com 20,4%, Influenza B com 6,7%, Influenza A com 3,9% e Sars-CoV-2 (Covid-19) com 3,2%.
No acumulado do ano de 2026, o Brasil já notificou 154.358 casos de SRAG. Desses, 53,9% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, tendo o VSR (40,8%) e o rinovírus (31,7%) como os mais recorrentes.
Em relação aos óbitos, foram registradas 6.866 mortes por SRAG em 2026. Entre os casos confirmados para infecção viral, a Influenza A lidera as causas de mortalidade (35,1%), seguida pelo rinovírus (23%), VSR (16,5%), Sars-CoV-2 (13,8%) e Influenza B (9,3%).

Crianças e idosos são os mais vulneráveis
A análise da Fiocruz reforça que o impacto das síndromes respiratórias varia conforme a faixa etária:
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Incidência de internamentos: É expressivamente mais elevada em crianças pequenas (até 2 anos de idade), impulsionada principalmente pelo VSR e pelo rinovírus.
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Mortalidade: Apresenta taxa mais alta entre idosos a partir de 65 anos, tendo como causas predominantes o VSR, o rinovírus e a Influenza A.
Recomendações e cuidados de prevenção
Para conter a proliferação dos vírus e proteger as populações mais vulneráveis, os especialistas da Fiocruz recomendam medidas básicas de etiqueta respiratória e prevenção:
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Etiqueta respiratória: Cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ou com o antebraço ao tossir e espirrar.
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Higiene das mãos: Lavar as mãos com frequência ou utilizar álcool em gel.
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Isolamento consciente: Pessoas com sintomas gripais ou de resfriado devem permanecer em isolamento domiciliar.
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Uso de máscaras: Caso precise sair de casa com sintomas, é indispensável utilizar uma máscara bem ajustada ao rosto.
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Vacinação: Manter a caderneta de vacinação atualizada contra a Gripe (Influenza) e a Covid-19.
Fonte: Fiocruz
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