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Mais metade dos homens têm medo de ser substituídos por ‘sex toys’

O Dia Mundial do Orgasmo (31 de julho) surgiu em 1999 na Inglaterra, quando sex shops britânicas que almejavam aumentar suas vendas e iniciar o debate sobre as dificuldades que muitas pessoas sentem ao atingir o ápice do prazer. Criada há 24 anos, a data vem sendo trabalhando comercialmente no Brasil nos últimos anos. E o tema está mais em pauta do que nunca.

Um exemplo é o mercado de produtos eróticos, que não para de crescer. Atualmente, consumidores têm à disposição uma nova geração de vibradores com tecnologia de ponta, em um segmento que está altamente aquecido. Dados do portal Mercado Erótico informam que, num período de três meses em 2020, aproximadamente um milhão de vibradores foram vendidos no Brasil.

Mas o uso de sex toys, ainda que cada vez mais popular entre os brasileiros, deixa muitos homens com receio de serem comparados ou substituídos por esses acessórios.  Uma pesquisa feita com 1,5 mil usuários do Ysos, app direcionado a encontros casuais e liberais, mostrou que 54% dos homens são resistentes aos brinquedos sexuais.

Boa parte deles alega que não gostaria de colocar sua performance em xeque em uma possível comparação. Para Mayumi Sato, CMO do Ysos, embora esses produtos sejam um complemento no sexo, não é raro encontrar homens com essa opinião.

“O que a gente percebe é que ainda é uma cultura falocêntrica, que limita as experiências sexuais uma vez que os envolvidos deixam de aproveitar novas maneiras de sentir prazer”.

Entre os perfis de homens, mulheres e casais,  55% dos respondentes já incrementaram o sexo com brinquedinhos. Como é o caso de Edu, que não é adepto de nenhum acessório quando está sozinho, mas não rejeita a opção quando está acompanhado.

“Nunca me senti inseguro com isso, mas acho que tem que saber usar. Tem muitas mulheres que adoram. Eu sempre indico o vibrador de ponto G e massageadores”, afirma.

Ponto para o Edu. Afinal, a pesquisa realizada pelo aplicativo Ysos também mostra que 60% das mulheres já tiveram dificuldade para atingir o ápice na relação sexual. E muitas vezes, um brinquedinho pode dar aquela força.

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Muitos preferem o ato sexual ‘em carne e osso’

A pesquisa revelou ainda que o uso de sex toys em relações com mais de duas pessoas é bastante comum. O casal Si* e Kris*, adepto dos relacionamentos liberais, frequentemente utiliza acessórios em seus encontros casuais.

“Sempre que os envolvidos aprovam a ideia nós usamos toys. Já usamos cintas, vibradores, algemas, géis, plugs, mas sem dúvida o que faz mais sucesso é a varinha mágica”, diz o marido Kris.

Mas essa preferência não é maioria entre os casais. TS* é um dos que prefere não misturar os brinquedinhos com o sexo de carne e osso. Ele e o namorado até chegaram a tentar, mas a situação não aconteceu como gostariam. Desde então, eles só usam acessórios quando estão sozinhos.

“A gente já tentou alguns brinquedos juntos, mas não curtimos. Acabou ficando uma situação incômoda e decidimos não tentarmos mais. Quando rola essa vontade de apimentar as coisas, preferimos buscar outro parceiro”, diz.

O  uso é livre, mas o cuidado é constante

A educadora sexual e antropóloga Loren Kaiza, que também é fundadora de um sexshop com foco em autocuidado e bem-estar, conta que já presenciou casais de clientes empolgados com um vibrador recém-adquirido e que o usariam em poucas horas.

Um dos pontos levantados pela educadora sexual é que a regra principal para o compartilhamento de objetos durante a transa é o uso de preservativos.

Ela cita estudo publicado em 2014, conduzido pela Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, que observou a presença do vírus HPV em vibradores de silicone. “Os resultados indicaram que 40% das amostras positivaram mesmo 24 horas após o uso e a limpeza”, ressalta.

Conscientes do risco e das medidas preventivas necessárias, Si* e Kris* têm sua própria regra de que cada um tem seus próprios toys e não há uma troca entre os objetos. “Se for rolar algum tipo de compartilhamento a regra é a mesma: o uso de preservativo sempre”, dizem.

Dicas de milhões

Para quem quer começar a curtir esses apetrechos cada vez mais famosos, Amanda Carvalho, da loja Brilho Proibido, especialista no assunto, dá algumas sugestões:

Anel Peniano com vibrador: provoca uma compressão na base do pênis enquanto massageia o clitóris durante a penetração. Imprescindível para aqueles homens que querem retardar a ejaculação e excitar a parceria.

Vibrador em cápsula: perfeito para quem quer se aventurar com mais de uma pessoa, pois ele pode ser controlado por um aplicativo de celular e interagir com diversos usuários, inclusive à longa distância. Já pensou, proporcionar prazer a alguém do outro lado do mundo?

Vibrador para casais (Letitia): indicado para o casal usar juntinho. Enquanto a parte menor se encaixa no canal vaginal, a maior fica por fora, no clitóris. Além de ser anatômico e permitir que o parceiro penetre junto.

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