O Ministério da Saúde deu um passo decisivo nesta quinta-feira (14) para fortalecer a assistência de média e alta complexidade no Rio de Janeiro: a reabertura de 42 leitos no Hospital Federal da Lagoa (HFL), o que representa um aumento de 25% na capacidade de atendimento da unidade. Dos 42 leitos, 26 fazem parte da ala de internação que estava fechada há cinco anos.
As novas vagas são voltadas para atendimento pós-operatório e clínica médica. O investimento de R$ 20 milhões no HFL também contempla a modernização do sistema elétrico, nova climatização e melhorias na infraestrutura. A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas, focado em recuperar a rede federal após anos de sucateamento e reduzir as filas do SUS.
Só em 2025, tivemos um aumento de mais de 50% no número de cirurgias realizadas por essas unidades. Estamos devolvendo à população do Rio esses hospitais após o apagão enfrentado na gestão anterior”, afirmou Padilha.
A reativação dos leitos no HFL, que estavam desativados desde 2021, contempla seis vagas na Unidade de Pós-Operatório (UPO) e 20 de enfermaria. Segundo a diretora-geral da unidade, Lívia Menezes, essa entrega amplia diretamente a capacidade cirúrgica do hospital. Além disso, outros 16 leitos devem ser disponibilizados a partir do dia 18 de maio, totalizando 42 novas vagas voltadas ao atendimento da população fluminense.
A iniciativa visa garantir que os hospitais federais operem com 100% de sua capacidade, priorizando a redução do tempo de espera e a melhoria da infraestrutura hospitalar. O investimento total na reestruturação da unidade alcança a marca de R$ 20 milhões. O aporte de recursos humanos também permitiu a normalização do CTI Pediátrico, que anteriormente operava com apenas 60% de sua capacidade devido à falta de pessoal.
Reforço de pessoal e integração com a Fiocruz
Além dos leitos, foi anunciado o reforço de profissionais contratados através da parceria com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O projeto prevê que o HFL se torne a base do novo Instituto IFF/Fiocruz, transformando-se em referência nacional para a saúde da mulher, da criança e do adolescente, com expansão de UTIs neonatais e pediátricas e foco em doenças raras e oncologia.
Ainda no Rio, o ministro assinou a portaria de nomeação de mais de 300 novos servidores aprovados no Concurso Público Nacional Unificado. Os profissionais reforçarão institutos estratégicos como o Inca (Câncer), INC (Cardiologia) e INTO (Traumatologia e Ortopedia).
Integração com a Fiocruz
Reestruturação da rede federal foca na redução de filas e integração com a Fiocruz para otimizar o atendimento especializado no SUS
A nova fase do Hospital Federal da Lagoa é marcada pela integração gradual com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
A integração com a Fiocruz abre caminho para a valorização e o fortalecimento da estrutura desse hospital”, afirmou o ministro Padilha durante a visita técnica. O objetivo é potencializar os serviços especializados e fomentar sinergias em pesquisa e inovação.
A reestruturação não se limita ao HFL. O Governo Federal já investiu R$ 1,4 bilhão em toda a rede federal do Rio (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes e Servidores do Estado), resultando em um aumento de 27% no total de leitos ativos.
Visitas a hospitais na Baixada
A agenda do Ministério da Saúde nesta quinta-feira também se estendeu à Baixada Fluminense, com a inauguração do Complexo de Saúde São José e uma visita técnica ao Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, em Nilópolis.
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Mesquita: Visitou o Complexo de Saúde São José, que recebeu um aumento de 20% nos repasses federais para custeio, totalizando R$ 15,5 milhões previstos para 2026.
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Nilópolis: Realizou visita técnica ao Hospital e Maternidade Municipal Juscelino Kubitschek. O município terá um incremento expressivo no repasse federal para a saúde: R$ 44 milhões este ano, valor 140% superior ao destinado em 2022.
Com informações do Ministério da Saúde e da Agência Fiocruz






