Fim de ano: como encarar as frustrações das metas não cumpridas?

Entenda os sintomas e confira estratégias para evitar sentimentos negativos durante as celebrações de dezembro. Como preservar a saúde mental durante as festas?

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O final do ano chegou e com ele, muitos motivos para celebrações, como festas, décimo-terceiro, férias, viagens e momentos em família. No entanto, também é uma época em que a síndrome de fim de ano pode trazer à tona sentimentos como depressão, estresse e ansiedade, apesar do clima de felicidade coletiva e renovação prometidos pelo novo ano.

Muitas pessoas ficam mais reflexivas sobre as resoluções definidas no fim do ano anterior. De acordo com a Universidade de Scranton, na Pensilvânia (EUA), apenas 8% das pessoas conseguem concretizar o que idealizaram. Junto com esses pensamentos podem vir sentimentos de tristeza, desânimo, frustração, melancolia, ansiedade e depressão.

Tatiane Paula, psicóloga clínica, fala sobre os sentimentos ruins gerados pelo final de ano. De acordo com a especialista, as festas desta época muitas vezes são marcadas por uma complexa dinâmica social, gerando pressões que podem afetar a saúde mental.

“É importante desenvolver estratégias psicológicas para enfrentar desafios sociais comuns nesse período. Criar uma abordagem equilibrada pode transformar as celebrações em experiências mais positivas”, destaca.

Alguns sentimentos podem indicar que a saúde mental está comprometida, como o aumento do estresse, ansiedade e mudanças nos padrões de sono, sinais que merecem atenção. Tatiane ressalta a importância de identificá-los e buscar apoio profissional quando necessário.

“Avaliar conquistas e metas não alcançadas é comum e as expectativas criadas pelas celebrações de fim de ano podem gerar ansiedade em relação aos desafios do próximo ano”, completa.

Para evitar gatilhos emocionais de memórias aversivas durante as celebrações, estratégias de enfrentamento, como a atenção plena, são recomendadas pela psicóloga, proporcionando uma base emocional sólida. As principais causas desses sentimentos incluem a avaliação do ano que passou, as pressões sociais relacionadas às celebrações de fim de ano e as preocupações com o futuro.

“Estabeleça limites claros, pratique o autocuidado e desenvolva uma comunicação assertiva para enfrentar situações sociais indesejadas. Estratégias de visualização positiva são indicadas como uma técnica eficaz para antecipar os encontros sociais, permitindo que os indivíduos foquem nos aspectos mais agradáveis e minimizem impactos emocionais negativos”, aconselha.

Para enfrentar os momentos que devemos estar obrigatoriamente, a especialista destaca a importância de ter metas realistas, priorizar o bem-estar físico e emocional e valorizar conquistas pessoais. “A rede de apoio social é crucial, compartilhando sentimentos com amigos, familiares ou profissionais”.

“A abordagem psicológica oferece ferramentas valiosas para lidar com desafios específicos das festas de final de ano. Reconhecer a singularidade de cada experiência e buscar ajuda profissional são elementos cruciais para promover o bem-estar emocional durante todo o ano”, conclui.

Como encarar as frustrações das resoluções não cumpridas?

A psicóloga clínica terapeuta cognitiva comportamental Carol Sampaio ressalta que a frustração ocorre, na maioria das vezes, quando a escolha de estabelecer metas é influenciada por pressões sociais, em vez de ser baseada em desejos autênticos do indivíduo.

“Isso torna ainda mais desafiador cumprir o que foi estabelecido e pode gerar uma sensação de vazio. Essa é a explicação para aquelas pessoas que, não se sentindo realizadas, acabam a cada ano criando resoluções ainda mais difíceis de serem alcançadas”, diz.

Ela acrescenta que existem também fatores subjetivos que dificultam a conquista dos objetivos, mesmo que estes estejam alinhados com os desejos mais íntimos e profundos. Ou seja, nem todos possuem recursos materiais e estruturais para realizar o que idealizaram.

“Não alcançar uma meta não significa que você não seja bom o suficiente. É importante entender o contexto em que isso aconteceu. Há sempre oportunidades para crescimento e mudança ao longo dos anos. O mais importante é manter uma mentalidade positiva e adaptável diante dos desafios”, reitera.

Como estabelecer boas resoluções de fim de ano?

  • Pense em objetivos de resolução possível: as metas devem ser desafiadoras, mas também alcançáveis. Se as metas são muito altas, elas podem levar a frustração e sobrecarga mental;
  • Não despeje todas as suas expectativas nas resoluções: não crie expectativas demais para não se decepcionar quando chegar no final do ano;
  • Defina planos de ação simples: além de enumerar o que você quer, determine como fará para alcançar o seu objetivo;
  • Reflita sobre a sua dificuldade de concretizar metas: se você estiver enfrentando dificuldades para encontrar a motivação necessária e perceber que algo está impedindo o seu desenvolvimento pessoal, considere a busca de auxílio psicológico, pode ser uma alternativa válida. Um profissional poderá ajudá-lo a investigar suas preocupações emocionais com o intuito de encontrar uma solução que o permita voltar a se conectar com sua energia e determinação.

Com Assessorias

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