Dia do Surdo: falta acesso a direitos e ainda sobra preconceito

No Dia Nacional do Surdo, pesquisa aponta falta de acessibilidade e de empatia como as principais queixas dos deficientes auditivos

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A surdez é a incapacidade parcial ou total de ouvir e compreender sons. Os fatores que provocam a deficiência podem ser predisposição genética, doenças ou traumas. A surdez atingirá uma em cada quatro pessoas até 2050, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Pesquisa nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destaca que 9% das pessoas entrevistadas nasceram com dificuldades auditivas enquanto 91% adquiriram ao longo da vida.

O mês de setembro é considerado pela comunidade surda como um momento de reafirmar lutas, comemorar conquistas importantes e conscientizar sobre acessibilidade. O Setembro Azul, como foi batizado, abriga várias datas importantes mundialmente. No Brasil, o Dia do Surdo é celebrado em 26 de setembro desde 2008. A escolha foi feita em alusão à fundação da primeira escola para surdos, em 1857, no Rio de Janeiro. O Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) ainda está em funcionamento e atende cerca de 600 pessoas.

Uma das maiores conquistas do público surdo-mudo é a Língua Brasileira de Sinais (Libras), legalmente reconhecida como meio de comunicação e expressão. É válido ressaltar que a Libras não se trata da simples gestualização da linha portuguesa já que a articulação inclui o saber visual-espacial ou cinésico-visual. No entanto, uma pesquisa realizada pelo TIM Ads apontou que a falta de intérpretes de libras em espaços públicos foi apontada por 17% como principal necessidade para acessibilidade plena. O índice é igual (17%) ao dos que sentem falta das legendas em mídias audiovisuais.

Falta respeito com as pessoas surdas

Para 16% dos que responderam, o que falta ainda são atitudes respeitosas e pacientes das pessoas. A percepção de que a discriminação contra a comunidade surda permanece igual foi a resposta de 26%, mas para 19% os casos estão diminuindo. Enquanto isso, 18% dos participantes disseram que sentem que a discriminação aumenta na nossa sociedade.

O ambiente de trabalho também foi alvo de questões. Para 17%, as pessoas com alguma deficiência auditiva não se sentem seguras para falar sobre o tema no trabalho, mesmo número dos que acreditam que até chegam a comentar, mas apenas com os mais próximos. Quando perguntados a respeito das iniciativas das empresas para a promoção de inclusão e acessibilidade, 35% julgam que são importantes e contribuem para uma sociedade igualitária.

A pesquisa teve a participação de 70 mil pessoas, com 15% afirmando ter alguma deficiência auditiva.  Do universo dos respondentes, 39% apontaram que os canais de comunicação da Tim estão preparados para o atendimento desse público. O TIM Ads é uma plataforma que ouve opiniões sobre os mais diversos temas da base de clientes pré-pagos da operadora, que afirma seguir práticas de ESG, conta com ações internas para a inclusão de seus colaboradores PCDs.

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