A Doença Renal Crônica é silenciosa e caracterizada por uma lesão que ocorre nos rins, de forma progressiva, irreversível, definida por anormalidades estruturais ou funcionais persistentes (por mais de três meses). É a alteração da capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar as impurezas na urina.
Os rins são responsáveis por funções vitais, como filtrar as toxinas do sangue e controlar a pressão arterial. Quando não funcionam corretamente, podem levar a doença renal crônica, que se não for diagnosticada e tratada, pode levar à perda de até 90% da função renal, mesmo sem sintomas.
A DRC afeta principalmente os rins, mas pode prejudicar outros órgãos do corpo, como coração, além de poder ser tanto a causa quanto a consequência de outras doenças cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca. Além disso, a perda da função renal pode desencadear diversas complicações, entre elas a hiperpotassemia, o aumento dos níveis de potássio no sangue.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição atinge cerca de 10% da população mundial, podendo chegar a 36% em grupos de risco. Já no Brasil, estima-se que 6,7% dos adultos tenham a doença, número que triplica entre os idosos. Como os sintomas geralmente aparecem apenas em estágios mais avançados, exames preventivos são essenciais para um diagnóstico precoce e a adoção de medidas que evitem complicações mais graves.
Principais causas
As principais causas da DRC são a hipertensão arterial, o diabetes e a obesidade. Pessoas idosas também estão mais propensas a desenvolverem a doença renal crônica. Por isso é sempre importante acompanhar como está a pressão, o níveis de açúcar no sangue e principalmente, se já tem alguma doença alusiva e esses fatores, seguir corretamente as orientações do médico.
O exame mais característico para identificar a DRC é o que mede o aumento dos níveis de creatinina e a presença de proteínas na urina, que se chama proteinúria. Além disso, também a presença de sangue na urina ou outras alterações, que podem aparecer no ultrassom de rim.
Dia Mundial do Rim alerta para a incidência das doenças renais no Brasil
Nefrologista comenta sobre como essas patologias são silenciosas e perigosas
No Dia Mundial do Rim (13 de março), profissionais de saúde e instituições em todo o mundo reforçam um alerta importante: as doenças renais estão entre os problemas crônicos que mais crescem entre a população. No Brasil, os números chamam a atenção não só pela alta demanda de atendimentos, mas também pela relação direta com hábitos que podem ser prevenidos.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2023 foram registrados mais de 91 milhões de atendimentos relacionados a cálculos renais e insuficiência renal crônica no país, sendo cerca de 200 mil internações. Em 2024, o número de internações ultrapassou os 221 mil, com mais de 52 mil apenas no estado de São Paulo.
Os casos mais comuns incluem os cálculos renais (pedras nos rins) e a insuficiência renal crônica, um quadro em que os rins perdem a capacidade de filtrar o sangue e equilibrar os níveis de água, sais e minerais do organismo. Em muitos casos, esses problemas evoluem de forma silenciosa, sem sintomas perceptíveis nos estágios iniciais.
A boa notícia é que a maioria das doenças renais pode ser prevenida com atitudes simples. Manter-se hidratado, controlar a pressão arterial, evitar o consumo excessivo de sal, realizar exames regulares e adotar uma alimentação equilibrada são cuidados essenciais para proteger os rins ao longo da vida.
Além disso, é fundamental estar atento a sinais como inchaços, alterações na urina, cansaço excessivo e dores na região lombar. Ao identificar qualquer um desses sintomas, é recomendável buscar orientação médica e realizar exames laboratoriais que avaliem a função renal.
É essencial que a população compreenda que as doenças renais muitas vezes se desenvolvem de forma silenciosa. A prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença na qualidade de vida do paciente e na redução de complicações graves”, explica o nefrologista João Chang.
A conscientização é o primeiro passo para reduzir os impactos das doenças renais na saúde pública. Neste Dia Mundial do Rim, o apelo é claro: cuidar dos rins é cuidar da vida.
Com Assessorias