Camila Pitanga e a pneumonia: não era apenas cansaço

Atriz fez até colonoscopia na tentativa de descobrir o que tinha. Ela precisou ficar internada para tratar ‘pneumonia assintomática’. Entenda

Camila Pitanga, de 46 anos, precisou ser hospitalizada para tratar sinais de uma pneumonia (Foto: Reprodução do Instagram)
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A atriz Camila Pitanga, de 46 anos, deu um susto nos seus mais de 3 milhões de seguidores do instagram na última terça-feira (26) ao postar uma imagem em que aparece abatida, em um leito de hospital. Ela contou que, recentemente, teve que ser internada devido a um quadro de ‘pneumonia assintomática’, sem os clássicos sinais da doença. A atriz já está de alta e passa bem.

“Um tempinho atrás comecei a me sentir extremamente cansada, imaginei ser um princípio de estafa devido a muito trabalho e questões pessoais que me demandavam bastante, longe de casa, saudade da família… O corpo não aguentou. Nas gravações, toda equipe atenta e querida, me pediram que fizesse exames pra garantir que era ‘apenas’ cansaço”, escreveu a atriz, na legenda da foto.

Camila contou que precisou se submeter a vários exames – até mesmo uma colonoscopia – até descobrir o diagnóstico. Mas não revelou detalhes do tratamento, nem quantos dias e onde ficou internada.

“Fiz vários exames importantes que aos poucos, apesar de algumas alterações, foram me tranquilizando conforme fomos descartando hipóteses. Chegamos, no último dia 9 de março, ao diagnóstico, uma pneumonia assintomática, ou seja sem aqueles sintomas mais esperados: febre, tosse ou alguma dificuldade na respiração. Importante dizer que a pneumonia está totalmente tratada!”, ressaltou.

Ela ainda aproveitou para falar da campanha Março Azul, para chamar a atenção para a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoces do câncer colorretal.

“A colonoscopia nesse caso é de extrema importância para detectar qualquer anormalidade, seja ela com sintomas ou não, por isso a necessidade do exame a partir dos 45 anos, dentro da sua rotina de cuidados. Fiz e seguirei fazendo”.

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O que é a pneumonia “assintomática”? 

A pneumonia é uma infecção nos pulmões causada por bactérias ou vírus. Entre os sintomas mais comuns estão tosse, dificuldade para respirar, dor no peito, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada e febre. Mas nem sempre a pneumonia apresenta seus sintomas clássicos.

A isso chamamos de “pneumonia assintomática” ou “pneumonia silenciosa”, como os médicos preferem chamar. Neste quadro de infecção pulmonar, geralmente o paciente não apresenta sintomas muito evidentes. Ao mascarar a doença, o diagnóstico acaba sendo tardio e pode colocar o paciente em risco.

O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem, como radiografias de tórax e tomografias, e análise das queixas do indivíduo. Testes laboratoriais, incluindo culturas de escarro e testes moleculares, são usados para descobrir o agente patogênico específico. O tratamento depende do microorganismo que causou a pneumonia e da gravidade de cada caso.

Nos casos que não são considerados graves, os médicos costumam prescrever antibióticos para serem tomados em casa, por via oral. Já nos mais graves, pode ser preciso internar o paciente e administrar antibióticos intravenosos. A duração do tratamento pode variar de 5 a 14 dias.

Pneumonia é uma das ‘doenças do outono’

A pneumonia é uma das doenças elencadas entre as chamadas ‘doenças do outono’, pois costuma se manifestar mais nesta época do ano. A médica pneumologista Maria Vera Cruz, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), explica que a baixa umidade durante os meses de outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por diversos vírus como rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.

“O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura, como é possível ver neste ano, saindo de um calor intenso de verão para uma frente fria que atinge o Brasil em uma mesma semana que o outono chega. O brusco resfriamento das vias aéreas aumenta o risco de infecções virais. O mesmo pode acontecer com o uso de ar condicionado, local onde pode haver ainda acúmulo de bactérias e outros agentes como legionella”.

Confira o relato de Camila Pitanga:

Com Assessorias e Portal Terra

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