Ivete Sangalo é internada com pneumonia: entenda a doença

Doença é mais grave em crianças e idosos e pode ser tratada com antibióticos. Pneumologista dá 5 dicas para manter o pulmão saudável

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Depois de soltar os pulmões no Carnaval da Bahia, no auge de seus 30 anos de carreira, comemorados em grande estilo no fim de dezembro, no Maracanã, a cantora Ivete Sangalo deu um susto em seus milhões de fãs no Brasil ao aparecer no leito de um hospital de Salvador. Ela teve que ser internada por causa de uma pneumonia, mas garante que está bem e sob cuidados médicos. O diagnóstico veio após a suspeita de uma virose.

“Essa semana, terminada a maratona carnavalesca, assim como grande parte das pessoas, peguei uma virose. Na terça-feira, não me sentia confortável com uma tosse chata e muito repetitiva”, escreveu a cantora de 51 anos nas redes sociais.

“Hoje (quinta), a partir de aconselhamento médico, vim ao hospital e então veio a internação. Diagnóstico: pneumonia. Estou assistida e já me sentindo melhor”, explicou a cantora. Ela não poderá participar do Navio da Xuxa, um cruzeiro que ocorre até segunda-feira, 26, mas mandou uma mensagem para a amiga e apresentadora e também para tranquilizar os fãs. “Mandarei notícias, tá bem, certa de que serão sempre as melhores graças ao meu Deus maior. Amo vocês”.

Pneumonia é mais grave em crianças e idosos

pneumonia é uma inflamação aguda dos pulmões, que pode ser transmitida pelo ar, saliva, secreções ou transfusão de sangue. A doença pode ser provocada por bactérias, vírus, fungos ou pela inalação de produtos tóxicos. Pode ser difícil o diagnóstico da pneumonia, pois geralmente ela apresenta sintomas semelhantes a outras doenças, como tosse, dificuldade em respirar, dor no peito, mal-estar generalizado e febre.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a pneumonia é mais grave em crianças com menos de 5 anos, idosos, e pessoas com comorbidades ou imunodeficiências, independentemente da idade.  No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) registra, anualmente, mais de 600 mil internações por Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) e Influenza.

De acordo com o Ministério da Saúde, houve 44.523 mortes por pneumonia de janeiro a agosto de 2022. No mesmo período do ano anterior (2021) foram 31.027 óbitos. Levantamento do Every Breath Counts, parceria público-privada que apoia países de baixa e média renda, com o objetivo de reduzir mortes por pneumonia nos próximos anos, indica que, somente em 2019, a doença custou a vida de 2,5 milhões de pessoas. Entre elas, 672 mil crianças. Ou seja, mais de 20% das vítimas.

Prevenção com vacina e tratamento com antibióticos

A vacinação é uma das formas de prevenção da doença pneumocócica e, consequentemente, da pneumonia que pode ser causada pela evolução da infecção nos pulmões. Atualmente, existem as versões das vacinas pneumocócicas que podem proteger contra 10, 13 e 23 sorotipos.

A versão contendo 10 sorotipos está disponível gratuitamente no Programa Nacional de Imunizações (PNI). As versões 13 e 23-valente estão disponíveis gratuitamente apenas para populações especiais com deficiências de imunidade nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

Já o tratamento depende do micro-organismo causador da doença. Nas pneumonias bacterianas, devem-se usar antibióticos. Na maior parte das vezes, quando a pneumonia é causada por vírus, o tratamento inclui apenas medicamentos para aliviar os sintomas, como febre e dor, podendo ser necessários medicamentos antivirais nas formas graves da doença. Nas pneumonias causadas por fungos, utilizam-se medicamentos específicos.

Antibióticos tratam diferentes cepas de bactérias causadoras da doença e, o que muitas pessoas não sabem, é que existem tratamentos específicos quando a doença é adquirida no hospital, que podem ocorrer devido a microaspiração de bactérias que se instalam na orofaringe e vias respiratórias em pacientes muito vulneráveis. Os antibióticos hospitalares exercem uma função essencial no combate a essa pneumonia, incluindo bactérias mais resistentes ao tratamento.

Como cuidar da saúde dos pulmões

Protagonistas do sistema respiratório, os pulmões são órgãos essenciais e fundamentais para o corpo todo, afinal, são eles que realizam as trocas gasosas necessárias à vida. E, mesmo que se tenha uma vida sem tabagismo, é importante tomar cuidados para a saúde do pulmão, que depende de diversos aspectos, desde alimentação, atividade física e cuidados com a poluição. Então, o que é necessário para se ter um pulmão saudável?

“Parece simples, mas, o pulmão é um órgão complexo. Sua saúde depende de conseguir realizar o processo de expiração e inspiração de forma completa e contínua”, ressalta o médico pneumologista Elias Ribeiro. De acordo com ele, ter um pulmão saudável traz benefícios ao corpo todo, não apenas por ser um órgão que trabalha em conjunto com outros, mas, sobretudo, porque traz oxigênio para dentro, algo vital.

Entre os benefícios de um pulmão saudável estão melhorar a respiração, ter mais disposição para atividades do dia a dia, como subir escadas ou ruas íngremes, elevar a qualidade de vida e, obviamente, prevenir doenças e complicações. As principais são pneumonia, tuberculose, enfisema pulmonar e o câncer de pulmão. “Além disso, quando se tem alguma doença associada, evita-se uma comorbidade por conta do pulmão”, avalia o médico.

5 dicas para manter a saúde dos pulmões em dia

Elias Ribeiro aponta cinco dicas para manter a saúde do pulmão em dia. Veja:

1-Praticar exercícios físicos: essa dica vale para manter o corpo todo saudável. No caso do pulmão, combate obesidade e hipertensão, o que impacta e sobrecarrega menos a atividade pulmonar. O exercício também aumenta a frequência cardíaca e melhora a respiração, elevando a capacidade respiratória.

2-Alimentação saudável: uma dieta equilibrada aumenta a imunidade do corpo e fortalece o sistema imunológico. Assim, evita-se doenças infecciosas mais graves. Por isso, inclua no cardápio frutas, vegetais, proteínas e gorduras boas, preferindo o que for natural a alimentos industrializados e ultraprocessados.

3-Tome água: não é só porque a maior parte do corpo é composta de água que se deve ingerir líquido durante todo o dia. Sobretudo, porque, assim, é possível manter a consistência do muco e evitar problemas de respiração além de infecções. A hidratação ajuda ainda na realização de movimentos melhores, incluindo o da respiração.

4-Não fume: evitar o tabagismo é fundamental para se manter a saúde do pulmão. Qualquer tipo de fumo afeta, mais ou menos, os órgãos respiratórios. Além disso, ser um fumante passivo também prejudica seus pulmões. O ideal é ficar longe do cigarro mesmo!

5-Mantenha a limpeza dos ambientes: nem sempre a limpeza do dia a dia é capaz de retirar toda a poeira de camas, sofás, cadeiras, tapetes, ventiladores, condicionadores de ar, além dos pelos dos animais de estimação. Por isso, grandes limpezas periódicas contribuem para retirar tudo o que pode interferir na sua respiração. Ácaros e mofos desencadeiam doenças respiratórias

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