Apenas 43% dos cariocas dormem as horas de sono recomendadas

Segundo especialistas, dormir mal pode ocasionar sérios problemas de saúde; estresse foi apontado como principal fator de insônia em levantamento do INER

Pesquisas apontam que aumentam distúrbios do sono entre os mais jovens (Foto: Reprodução da internet)
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Apenas 43% dos cariocas dormem o mínimo de horas recomendadas por noite (de 6h a 8h) – sendo que 15% dormem menos que 5h por noite. É o que revelou o levantamento “Hábitos e percepções do sono: um estudo contemporâneo do repouso”, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), com o objetivo de avaliar a relação da população com o sono, sua preparação e cuidados com os itens indispensáveis ao ato de dormir.

Sabe-se que a falta de sono adequado pode ter grande impacto na saúde. De acordo com um estudo publicado na revista científica NCBI, não dormir adequadamente pode impactar a concentração e a motivação, além de aumentar as chances de ansiedade e depressão.¹ Enquanto isso, o levantamento encomendado pelo INER mostrou que 46% dos cariocas entrevistados consideram o estresse como o principal fator para noites mal dormidas.

Outro aspecto que tem grande impacto na qualidade do sono é o uso de equipamentos eletrônicos antes de dormir – outro hábito bastante comum para os cariocas: 69% dos entrevistados afirmaram que usam o celular na cama.

“Uma boa noite de sono tem mais impacto em nossa rotina do que se imagina. Por isso, é importante ter atenção a todos os aspectos relacionados ao ato de dormir, desde os momentos que precedem o sono até a escolha adequada do colchão”, afirma Fabiana Manzano, diretora-executiva do INER.

Colchão: um novo espaço de entretenimento

Outro achado interessante está relacionado à mudança de status do colchão: de um item unicamente voltado para o ato de dormir para um espaço de entretenimento, função antes que era apenas do sofá. O levantamento apontou que 66% dos entrevistados assistem TV ou séries e 52% leem deitados em seu colchão. Jogar videogame, meditar e até fazer refeições foram outras atividades mencionadas pelos entrevistados.

Se, por um lado, isso pode indicar como o colchão vem ganhando espaço dentro dos lares brasileiros, por outro chama a atenção para a necessidade de maior cuidado com a escolha e manutenção do colchão. Apenas 44% dos entrevistados cariocas afirmaram saber que o colchão tem validade; ainda assim, 40% revelaram não fazer a troca no prazo de cinco anos, considerado adequado pelos especialistas. “É importante reforçar cinco anos não representam, necessariamente, um prazo máximo para troca do colchão, mas sim um período em que devem ser redobrados os cuidados com esse que é o principal produto relacionado com a qualidade do nosso sono”, ressalta Fabiana Manzano.

Sobre o INER

O Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER) foi criado em 1984 como uma iniciativa de um seleto grupo de fabricantes de colchões e de matérias-primas. Neste mesmo ano, foi responsável por desenvolver a primeira norma técnica para fabricação de colchões de espuma no Brasil e, em 2004, projetou a primeira norma técnica para colchões de mola. Por meio de seu certificado Pró-Espuma, que conta com rigorosas normas de qualidade, o INER já certificou mais de 31 milhões de colchões de espuma e mola e mais de 300 mil travesseiros e estofados.

Fonte: INER

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