De acordo com dados do Ministério da Saúde, 14 em cada grupo de mil brasileiros são doadores de sangue no Sistema Único de Saúde (SUS), o que representa 1,4% da população. Esse índice está dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere que a taxa de doadores regulares esteja entre 1% e 3%.
No entanto, a conscientização ainda é essencial para manter e até aumentar esses números, garantindo estoques sanguíneos seguros e em níveis adequados em todo o país. Ainda mais no início do ano, que costuma trazer desafios adicionais para os bancos de sangue do país. Durante o verão, quando o número de doações cai e a demanda aumenta nos hospitais e emergências, em função das férias.
O principal hemocentro do estado, o Hemorio, está com seu estoque de sangue baixo. A unidade, que é responsável por abastecer as principais emergências do estado do Rio de Janeiro, incluindo unidades estaduais, municipais e federais, apresentou uma queda de 42% na coleta de bolsas de sangue na primeira semana de 2026.
As doações são essenciais, uma vez que o Hemorio abastece mais de 100 unidades públicas em todo o estado. Essas unidades precisam do sangue para fazer cirurgias de grande porte ou de alto risco e transfusões, além de abastecer o próprio hospital do Hemorio que atende a pacientes com doenças hematológicas, anemia falciforme, hemofilia e leucemia.
A unidade está em alerta devido à queda na doação de sangue. Precisamos arrecadar 300 bolsas de sangue por dia e, no último mês, chegamos a somente 174. Convocamos a população a comparecer à unidade para repor os estoques. Nos períodos de festas e férias escolares, as doações caem, mas precisamos da ajuda da população para reverter essa situação,” alerta Luiz Amorim, diretor-geral do Hemorio.
Chuvas de verão agravam queda em banco de sangue
No GSH Banco de Sangue Serum, no Rio de Janeiro, por exemplo, a redução no número de doações vem sendo agravada também pelas fortes chuvas de verão, que, muitas vezes, dificultam o deslocamento dos doadores. Esse movimento ocorre justamente quando os estoques precisam ser mantidos em níveis seguros para atender a uma demanda contínua por transfusões.
Além do impacto das férias, as chuvas típicas do verão também contribuem para a redução no comparecimento de doadores aos bancos de sangue, dificultando ainda mais a reposição dos estoques. Esse cenário acende um sinal de alerta para a manutenção do atendimento seguro a pacientes que dependem diariamente de transfusões.
Pacientes com doenças crônicas, como anemia falciforme, pessoas em tratamento oncológico, além de procedimentos cirúrgicos eletivos, emergências médicas e atendimentos hospitalares de urgência continuam demandando bolsas de sangue ao longo de todo o ano. Essas necessidades não diminuem durante o período de férias.
Janeiro reúne uma série de fatores que impactam diretamente os estoques, como viagens, mudança na rotina dos doadores e, especialmente neste período, o volume de chuvas. Por isso, reforçamos que a doação de sangue é um compromisso contínuo. A necessidade não entra em recesso”, destaca Laryssa Peres Leandro, líder de captação do GSH Banco de Sangue.
Estoques de sangue dos tipos O+ e O- atingem níveis críticos
Nesta sexta-feira (23), o GSH Banco de Sangue Serum emite um alerta urgente: os estoques de sangue dos tipos O positivo e O negativo atingiram um nível criticamente baixo e pede o apoio imediato da população para reverter essa situação, garantindo o atendimento equilibrado a emergências e cirurgias de alta complexidade.
Estamos em um momento preocupante. Precisamos da solidariedade dos doadores, especialmente daqueles com sangue O+ e O-”, apelou Mário Sampaio, líder de captação do GSH Banco de Sangue. Segundo ele, a queda no número de doações, especialmente neste período de férias escolares, pode afetar o atendimento a centenas de pacientes diariamente.
O sangue O negativo é considerado “doador universal”, pois pode ser transfundido em pacientes de qualquer tipo sanguíneo em situações de risco, quando não há tempo para testes de compatibilidade. Ele é indispensável em casos de acidentes graves, cirurgias de urgência, complicações obstétricas e no tratamento de doenças crônicas, como o câncer. Além disso, o Ministério da Saúde recomenda seu uso prioritário em recém-nascidos com até quatro meses de idade, tornando sua disponibilidade ainda mais fundamental.
Já o tipo O positivo é importante por ser o mais comum na população e atender a muitos pacientes. Ele pode ser transfundido com segurança em pessoas com fator Rh positivo, a maioria dos brasileiros, e é amplamente utilizado em atendimentos de urgência, cirurgias de grande porte e tratamentos contínuos, como os de pacientes oncológicos e pessoas com doenças hematológicas. Por essa alta demanda, seus estoques têm grande rotatividade e precisam de reposição constante. Embora o apelo seja para doadores O negativo, todos os tipos sanguíneos são necessários.
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Doação de sangue: deveres e direitos de quem pratica a ação
Hospital municipal em Acari faz campanha de doação
O Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio promove, nos dias 22 e 23 de janeiro, a terceira edição de sua campanha de doação de sangue. A ação é fruto da parceria da unidade com o Hemorio, responsável por fornecer hemoderivados para mais de 200 hospitais da rede pública do Rio de Janeiro, principalmente para emergências, e tem por objetivo reforçar os estoques de sangue num período do ano em que, tradicionalmente, as doações reduzem.
Com caráter preventivo, a campanha antecede o período carnavalesco, quando tradicionalmente há aumento na procura por atendimentos de urgência e emergência. O objetivo é garantir estoques adequados para suprir a demanda durante as festividades. A iniciativa busca reforçar os estoques do banco de sangue do estado do Rio de Janeiro e atender à demanda da rede pública de saúde, especialmente no período que antecede o carnaval.
A mobilização envolve profissionais da unidade, familiares de pacientes e moradores da região de Acari. Na edição anterior, realizada em agosto, cerca de 200 bolsas de sangue foram coletadas, volume suficiente para beneficiar aproximadamente 800 pessoas, já que cada doação pode atender até quatro pacientes.
A ação ocorre em um momento de alerta para o Hemorio, principal hemocentro do estado, responsável pelo abastecimento de mais de 100 hospitais públicos.
Segundo a instituição, a coleta de sangue caiu 42% na primeira semana de 2026, o que reforça a necessidade de ampliar as doações. — O sangue é um insumo essencial para o funcionamento dos hospitais. Ele é indispensável em cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos e em diversas situações críticas. Quando a população doa, contribui não apenas com um hospital, mas com todo o sistema de saúde”, afirma Roberto Rangel, presidente da RioSaúde.
Na última edição, a assistente social Ana Beatriz Domingos realizou a primeira doação de sangue aos 40 anos. “Sempre quis doar, mas antes não conseguia porque não atingia o peso mínimo. É uma sensação boa saber que um gesto simples pode salvar vidas. Quem puder doar, doe. É um ato de empatia e cidadania”, relata.
Os voluntários poderão comparecer das 10h às 16h no auditório da unidade, localizada na Avenida Pastor Martin Luther King Jr. 10.976, Acari (auditório, 2º andar) no segundo andar.
Universidade faz ação em polo na Tijuca
Ação que acontece das 10h às 15h no polo acadêmico tijucano da universidade, busca ampliar estoques para o Serviço Único da Saúde (SUS)
A UniCesumar, polo Tijuca Rua Barão de Mesquita, 159), promove na sexta-feira, dia 23 de janeiro, das 10h às 15h, a sua tradicional campanha de doação de sangue em parceria com o Hemorio. Aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral, a coleta solidária reforça o compromisso da instituição de ensino superior, com as boas práticas de responsabilidade social, promoção da saúde e incentivo a vida, além de estimular a ampliação dos estoques de sangue do Serviço Único da Saúde (SUS), na capital fluminense.
Sabemos que cada doação pode impactar diretamente a vida de diversas pessoas. Uma bolsa de sangue pode ajudar até quatro pacientes em situações de emergência, cirurgias ou tratamentos contra doenças graves. Por isso, ações como essa não apenas promovem solidariedade, mas também conscientizam sobre a importância de manter os bancos de sangue abastecidos”, afirma Mônica Cruz, coordenadora polo Tijuca da UniCesumar.
GSH Banco de Sangue Serum alerta para queda acentuada nas doações
Férias escolares e chuvas do período agravam queda nos estoques, enquanto a demanda por transfusões segue elevada
De acordo com o GSH Banco de Sangue Serum, todos os tipos sanguíneos são fundamentais e bem-vindos para manter o atendimento seguro aos hospitais, com maior necessidade, neste momento, para os tipos O-, O+, A- e A+, que apresentam estoques mais críticos.
As doações podem ser feitas nos seguintes endereços: Av. Marechal Floriano, 99, Centro, e no Casa Shopping – Barra, que funcionam todos os dias, das 7h às 18h, inclusive aos finais de semana e feriados. Já na unidade Nova Iguaçu fica na Av. Henrique Duque Estrada Meyer, Posse (Hospital Geral de Nova Iguaçu), o atendimento é das 7h30 às 18h, de segunda a sábado.
Transporte gratuito para doadores: a instituição disponibiliza transporte gratuito para grupos a partir de 4 pessoas, saindo de localidades específicas e de fácil acesso para a população (consultar os locais). Para agendamento e consulta, entrar em contato com 3 dias antecedência, no whats (21) 99695-7470.
Como doar
Doar sangue é um ato seguro e que salva vidas. Para ser um doador de sangue é necessário apresentar documento oficial de identidade com foto; ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 devem estar com autorização do responsável); estar bem de saúde; e pesar mais de 50 quilos. Não precisa estar de jejum. Mas é recomendado que a pessoa não tenha ingerido comida gordurosa nas últimas quatro horas. Outro fator importante é estar descansado.
Pessoas que fizeram tatuagem ou colocaram piercings devem aguardar seis meses para fazer a doação. E quem tem piercings em regiões de mucosa, a doação só pode ser feita um ano após a retirada do acessório. Quem teve covid-19 recentemente precisa aguardar 10 dias após a recuperação. Após 30 dias da doação, o voluntário pode pegar o resultado dos exames laboratoriais feitos com uma pequena amostra sanguínea retirada no ato da coleta.
Depois da coleta, os componentes sanguíneos são separados e até quatro pessoas podem ser beneficiadas com o ato voluntário. Em 24 horas após a doação, o organismo do doador começa a recompor algumas substâncias que foram retiradas, de forma que a coleta seguinte pode ser feita após oito semanas para homens e 12 para mulheres, pois o sangue já estará com os componentes reconstituídos.
Com Assessorias (atualizado em 23/01/26)






