‘A Epidemia Que Ninguém Vê’: livro revela violência contra mulher

Fotógrafas mostram em livro o que muitos não veem ou não querem ver: a violência contra a mulher, agravada pela pandemia

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Desenvolvida desde 2008, a campanha ’16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas“, iniciada mundialmente em 25 de novembro para dar visibilidade às múltiplas e agravadas formas de discriminação e às violações de direitos, é marcada por uma série de atividades e ações no Brasil. Uma delas é o lançamento do livro ‘A Epidemia que Ninguém Vê: Violência contra Mulheres em Meio à Pandemia do Coronavírus’, pela Ícone Editora.

A proposta das autoras da obra – as fotógrafas Stella Pinheiro e Júlia Zulian – é apresentar uma linguagem diferenciada da abordagem puramente estatística e técnica sobre esse debate tão importante e igualmente recorrente. O ensaio fotográfico apresentado pelas autoras, promovendo a conscientização para um futuro menos violento, traz um outro olhar para o tema: o da imagem figurativa.

Ao apresentar esse ensaio, elas mostram o que muitos não veem ou não querem ver: a violência contra a mulher, agravada pela pandemia. As mulheres ficaram isoladas em casa e forçadas a passar mais tempo com seus algozes. Sem rede de apoio, muitas vezes em situação precária, com trabalhos domésticos pesados, filhos impossibilitados de frequentar a escola, renda reduzida ou inexistente e assoladas pelo medo e estresse promovido pela grave crise sanitária, a violência contra a mulher tomou conta do país. Existem relatos que em alguns estados o feminicíio cresceu 400%.

O livro, repleto de fotos que ilustram a angústia e o medo dessas mulheres, alerta também para o fato que a violência contra mulheres não é somente agressões físicas, mas também emocionais, sexuais e psicológicas. Fatores como a sobrecarga doméstica também influenciaram para que as vítimas se tornem mais vulneráveis e muitas delas não procuram a rede de apoio por temer pela própria vida e por proteção à vida dos filhos.

“O lar pode ser o lugar mais perigoso para uma mulher, afinal, é entre as paredes, escondidos do mundo, onde ninguém está vendo, que os agressores e feminicídas fazem suas vítimas”, ressaltam as autoras.

Para contextualizar e fundamentar o trabalho, as fotógrafas contaram com o apoio da Rede Somos Valentes, que desde 2019 tem como objetivo dar suporte a mulheres vítimas de violências.

Sobre as autoras

Júlia Zulian – Fotógrafa, graduada em Artes Visuais, bacharel em Arquitetura e Urbanismo e especialista em Arte, Crítica e Curadoria. Trabalha como diretora, roteirista, montadora e editora em projetos de Cinema, Videoarte e Publicidade. Produziu curtas-metragens, séries e videoclipes com mais de 40 seleções, premiações e exibições em plataformas de streaming, festivais e salas de cinemas nacionais e internacionais.

Stella Pinheiro Camara – Fotógrafa, formada em Artes e Design e Design de Interiores e atualmente estuda Arquitetura e Urbanismo pela Unip – Jundiaí. Como fotógrafa participou de festivais e em projetos como a exposição Fragmentos da fotografia na Pinacoteca de Jundiaí-SP (2020). Participou do Edital Ó Lá de Casa, com performance “Epidemia” 2020 e Aldir Blanc com projeto clipe “Nenhuma a menos”, “Entrevistas com PLPs” e “Rota das Cachoeiras”.

Serviço:

Livro: “A epidemia que ninguém vê: violência contra mulheres em meio à pandemia do coronavírus”
Autoras: Stella Pinheiro e Júlia Zulian
Editora: Ícone Editora
Páginas: 60
Preço: R$ 55,00
Onde encontrar: www.iconeeditora.com.br

 

 

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