Câncer de próstata não dá só em idosos: jovens também podem ter a doença

Nos últimos anos, houve um aumento de 5% no número de novos casos entre homens com idade entre 20 e 49 anos

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Estamos no mês da campanha Novembro Azul no Brasil e na semana dedicada ao Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata (17 de novembro). De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), são estimados 65.840 novos casos da doença em 2022. Em 2021, foram registradas 16.055 mortes em decorrência do câncer de próstata, o que equivale a 44 mortes por dia. Em São Paulo, 93,6% das internações ocorrem entre adultos e idosos de 55 anos ou mais. No Estado, o percentual de diagnóstico no estágio 1 é de 13,4%, número menor que a média nacional que é de 15,3%.

O câncer de próstata é o mais incidente no homem e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. No ano passado, 16.055 homens morreram em consequência da doença, o que corresponde a cerca de 44 mortes por dia.

Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença. A grande maioria dos homens classifica o câncer de próstata como uma doença da terceira idade. Mas um fator que vem preocupando especialistas é o crescimento da doença em um público mais jovem, de acordo com um estudo publicado pelo Observatório Oncológico, nos últimos anos, houve um aumento de 5% no número de novos casos entre homens com idade entre 20 e 49 anos.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Patologia falam mais sobre o desenvolvimento do câncer de próstata, a importância do diagnóstico precoce para o tratamento da doença, porque está crescendo o número de casos entre jovens e quais os sintomas característicos da doença. O diagnóstico precoce identifica o câncer em estágio inicial e aumenta a possibilidade de cura.

“As ações de conscientização têm o intuito de promoverem a educação populacional sobre sua saúde, além de estimularem a busca por cuidados preventivos e precoces, bem como a quebra de tabus, medo, preconceito e machismo por parte do homem em realizar exames preventivos”, diz Ricardo Vita, urologista da Starbem, healthtech de telemedicina, graduado pela Unifesp e Doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da USP. 

Cuidados com o câncer de próstata

Ricardo Vita, urologista da Starbem
(Divulgação Anunciattho Comunicação)

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são estimados 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano, entre 2020 e 2022. Em São Paulo, 93,6% das internações ocorrem entre adultos e idosos de 55 anos ou mais. No estado, o percentual de diagnóstico no estágio 1 é de 13,4%, número menor que a média nacional que é de 15,3%.

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, representando 29% dos diagnósticos da doença no país, e o segundo que mais mata, atrás do câncer de pulmão. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2021, foram mais de 47 mil óbitos em razão desse tipo de tumor. Em 2021, foram registradas 16.055 mortes em decorrência da doença, o que equivale a 44 mortes por dia.

“Mesmo sem sintomas é preciso que o homem faça os exames de detecção de PSA, uma substância produzida pela próstata e colhida através do sangue, e o digital retal, que ainda é essencial para a detecção de nódulos ou alterações – principalmente para homens acima de 50 anos ou que tenham risco aumentado, como obesos, homens negros ou que já possuam casos de câncer de próstata na família”, diz o médico.

Leia mais no Especial Novembro Azul
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