Pessoas com lúpus devem redobrar cuidados com ondas de calor

Reumatologista explica relação entre exposição ao sol e sintomas da doença autoimune. Personal trainer orienta sobre exercícios para quem tem lúpus

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O segundo mês do ano traz a campanha Fevereiro Roxo por incentivar a conscientização do lúpus, além de outras duas doenças crônicas – Alzheimer e fibromialgia.  Pacientes com doenças reumáticas, em especial o lúpus, precisam redobrar os cuidados com o calor intenso que vem atingindo todo o país.  Embora a doença não seja causada diretamente pelas altas temperaturas, algumas pessoas podem ter os sintomas agravados pelo calor.

O Lúpus acomete predominantemente mulheres. Autoimune, a condição pode manifestar sintomas em diferentes partes do corpo e requer um cuidado maior com relação à exposição ao sol, como explica a médica Carla Dionello, presidente da Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro (SRRJ).

“Os pacientes com Lúpus precisam ficar sempre atentos ao sol e às altas temperaturas. O sol pode ser responsável por desencadear uma reação imunológica, agravar os sintomas da doença e piorar o estado geral do paciente. Neste momento, com as ondas de calor, os cuidados devem ser redobrados”.

A especialista destaca ainda que as temperaturas mais altas podem causar erupções cutâneas (lesões de pele), fadiga, dores articulares e outros sintomas em pessoas com lúpus.

“O uso do protetor solar com FPS 30 ou superior deve ser diário para todos, mas principalmente para quem tem a doença. Além do produto, os pacientes devem usar barreiras físicas como bonés, chapéus, óculos de sol e roupas que não expõem a pele à luz solar”, completa.

Mas atenção: cada paciente é único e os sintomas e desencadeadores específicos podem variar. Por isso, é muito importante procurar o atendimento médico em caso de emergência ou intensificação dos sintomas.

“Além disso, se a tendência é que as temperaturas fiquem mais elevadas, portanto, paciente e médico precisam conversar para que este fator desencadeante afete o menos possível a qualidade de vida de quem tem lúpus”, finaliza a presidente da SRRJ.

pus e exercício físico: benefícios e atividades indicadas

Todo mundo sabe que o exercício é uma parte importante de cuidar de si mesmo e do seu bem-estar. Assim como todas as pessoas, sempre que possível, quem tem lúpus também precisa se exercitar regularmente ou se envolver em algum tipo de movimento.

“É muito importante reconhecer que o lúpus afeta todos de forma diferente e, portanto, nem todos com lúpus podem fazer uma ampla gama de exercícios, mas a maioria das pessoas com lúpus pode participar de alguma forma de atividade”, diz o personal trainer Lincoln Cavalcante, fundador da Neuro Performance EMS.

Conhecido por treinar celebridades e criador do método TOP10Rounds, ele explica que “a quantidade de atividade que o paciente pode gerenciar provavelmente flutuará como o seu lúpus, junto com a melhora da rotina”.

O especialista pontua alguns fatos sobre o papel da atividade física para quem tem lúpus.

  • Riscos e benefícios

Embora não haja cura para o lúpus, o estilo de vida faz toda diferença, e aos praticantes de atividade física tem mais benefícios dos que não praticam, para o controle dos sintomas e pela diminuição das crises. A atividade física ajuda como coadjuvante no processo anti inflamatório, diminuindo dores articulares e menos fadiga muscular como os principais ganhos em pessoas que possuem lúpus.

“Em relação aos riscos, devemos pensar no seguinte: o lúpus é uma doença inflamatória causada quando o sistema imunológico ataca seus próprios tecidos, podendo afetar articulações, pele, rins, células sanguíneas, cérebro, coração e pulmões. Se estiver em crise, a duração e intensidade do exercício deverá ser dosada, a fim de não sobrecarregar qualquer um desses órgãos. Portanto, o risco é maior pelo excesso da atividade física, e não pela realização”, ressalta Cavalcante.

  • Como a prática de exercícios pode ajudar no tratamento?

Os exercícios físicos em geral, aumentam a imunidade, e é o principal ponto que o praticante necessita, para melhora geral do estado de saúde, daquele que possui o lúpus, e deseja ter uma maior qualidade de vida.

Com a liberação de hormônios, de forma natural, com a prática esportiva, ou seja, de forma endógena (fisiológica), principalmente os que causam o bem estar e ajudam a relaxar como a dopamina e serotonina, são grandes coadjuvantes para potencializar a ação medicamentosa, podendo até diminuir a ingestão de remédios devido uma oferta natural de substâncias benéficas do próprio organismo.

Quais são as atividades mais indicadas?

Todo tipo de exercício é bem vindo, porém é claro, que toda progressão individual deve ser respeitada, e a prescrição individualizada de acordo com cada necessidade especial.

  • Há exercícios específicos para cada sintoma, ou podem ser feitos de forma geral?

lúpus pode apresentar diversos sintomas diferentes que podem ser desagradáveis. Não existe um tipo específico de exercício para o alívio dos sintomas do lúpus. O que existe, são as precauções para que os benefícios sejam maiores. Por exemplo:

– Treinar no sol não seria a condição ideal;

– A desidratação afeta ainda mais os que possuem os rins prejudicados com a doença;

– Exercício em extremo local gelado, não seria adequado para os que têm o pulmão afetado;

– Intensidade e volume elevado de exercício poderá reduzir a imunidade.

Portanto, o controle maior está nas precauções ambientais, intensidade e volume do treinamento.

Lúpus e a importância da nutrição

Lúpus é caracterizado como um distúrbio crônico que faz com que o organismo produza mais anticorpos que o necessário para manter o organismo em pleno funcionamento.

Os anticorpos em excesso passam a atacar o organismo e pode afetar articulações, pele, rins, células sanguíneas, cérebro, coração e pulmões.

  • Francisco Tostes, médico endocrinologista e sócio do Instituto Nutrindo Ideais, explica que o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar possui um papel muito importante.
  • “Mesmo que o Lúpus seja acompanhado por um reumatologista ou dermatologista, por se tratar de uma doença autoimune, o lúpus possui um caráter relacionado com a inflamação subclínica, e, dessa forma, a intervenção nutricional é benéfica”, afirma.

Com Assessorias

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