No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria Municipal de Saúde busca reforçar que é dever de toda a sociedade garantir os direitos a essas pessoas. No município do Rio, há 15 unidades de saúde que oferecem reabilitação aos pacientes, entre unidades municipais e contratualizadas, promovendo inclusão social e desenvolvimento de aptidões para o exercício de atividades diárias. A reabilitação é um processo de resgate à dignidade das pessoas com deficiência, que contribui para a reinserção social por meio de recursos médicos e terapêuticos.
A rede municipal de saúde conta com os Centros Especializados em Reabilitação, que são unidades habilitadas e com atuação multiprofissional em todas as modalidades de reabilitação – física, auditiva, visual e intelectual. A porta de entrada para o tratamento são as unidades de Atenção Primária (centros municipais de saúde e clínicas da família). O usuário é atendido em sua unidade de saúde de referência e encaminhado, conforme necessidade, pelo sistema de regulação, para um dos serviços especializados.
O atendimento de reabilitação desenvolve, de acordo com a singularidade de cada paciente, um conjunto de medidas que auxiliam a pessoa com deficiência a alcançar e manter um melhor nível de funcionalidade na interação com seu ambiente, maximizando seu potencial. Por exemplo, em unidades de reabilitação física, os pacientes amputados são preparados física e psicologicamente para receber a prótese que vai auxiliá-los a andar e se locomover.

Por lei, todas as pessoas que têm impedimento de longo prazo seja físico, mental, intelectual ou sensorial que impeça a sua participação plena na sociedade em condições de igualdade com outros são consideradas pessoas com deficiência. A principal função da reabilitação é proporcionar funcionalidade, autonomia e independência para as pessoas com deficiência, sejam elas temporárias ou permanentes.
Centro de Saúde na Zona Oeste promove capacitação à jovens surdos
Desde 2012, o Centro Municipal de Saúde (CMS) Professor Masao Goto, em Sulacap, passou a incorporar ao projeto Rede de Adolescentes e Jovens Promotores da Saúde (RAP da Saúde) um grupo de participantes com deficiência auditiva. A chegada desses jovens revolucionou a dinâmica do projeto e profissionais passaram a conhecer melhor o universo dessas pessoas, além de oferecer diversas atividades para os adolescentes, como capacitações, promoção de eventos, produção de vídeos, entre outros. Atualmente, tem nove jovens atuando no CMS e na Policlínica Manoel Guilherme da Silveira.
Desenvolvido há mais de 15 anos pela SMS, o RAP da Saúde é voltado a auxiliar jovens cariocas. Atuando na linha de frente dos territórios, como promotores de saúde em suas comunidades, os integrantes desenvolvem trabalhos que possibilitam acesso a informações sobre diferentes temas associados à saúde, entre eles prevenção à gravidez precoce, gentileza no namoro e paternidade consciente.
Além disso, a coordenação de Atenção Primária da Zona Oeste, com o propósito de garantir acesso, integralidade e longitudinalidade, oferece, desde 2022, um curso básico de LIBRAS aos profissionais da área, entendendo que a comunicação entre pessoas é uma ferramenta essencial para a garantia da assistência em saúde, segundo os princípios do SUS. Isso reduz riscos de possíveis agravamentos de condições de saúde, gerados pelos entraves da comunicação.
Fonte: SMS-Rio





