HIV: por que é crucial detectar antes que os sintomas apareçam?

Vírus HIV pode ficar oculto por muitos anos e ‘matar’ sistema imunológico, deixando as pessoas vulneráveis a doenças como o câncer

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O HIV (vírus da imunodeficiência humana) que causa a AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) pode ficar oculto no corpo por muitos anos antes da manifestação dos sintomas. Enquanto isso, ele acaba matando parte do sistema imunológico. É por isso que é importante detectar o HIV antes que os sintomas apareçam.

“O problema com o HIV é que ele mata parte das células do sistema imunológico, chamadas células CD4. E isso faz com que as pessoas fiquem vulneráveis para contrair infecções, assim como cânceres. Ele pode ficar escondido no corpo em um estado latente por muitos anos. E é por isso que é tão difícil curar o HIV”, explica Stacey Rizza, especialista em doenças infecciosas e pesquisadora em HIV na Mayo Clinic.

Também é essencial fazer os exames de rotina para que as pessoas possam saber se estão infectadas e possam ser tratadas. “As pessoas podem se sentir bem, mas elas estão deixando o vírus matar parte do sistema imunológico. E quando o sistema imunológico fica enfraquecido, as pessoas contraem infecções e cânceres graves e significativos”, esclarece.

Segundo ela, estima-se que cerca de 13%  da sociedade que têm HIV não sabem que estão infectados. Houve uma redução para cerca de 8%, mas, isso ainda não é baixo o suficiente. “Muitas pessoas não sabem que têm HIV, e é por isso que a triagem de rotina é importante”, explica a Dra. Rizza.

O objetivo é diagnosticar as pessoas antes que elas desenvolvam a Aids, diagnosticar as pessoas quando o HIV estiver no estágio inicial, levar prontamente as pessoas para o tratamento antes que o sistema imunológico seja afetado, ou seja, antes que o vírus afete qualquer parte do corpo e antes que o vírus possa infectar outras pessoas.

“Se a pessoa iniciar o tratamento durante o HIV em algum ponto do espectro, e ela ficar estabilizada, o vírus é suprimido, e o sistema imunológico volta para o nível normal”, destaca a especialista.

Ela também enfatiza o cuidado para evitar a transmissão. “Gostaríamos de saber se todas as pessoas que têm HIV e que sabem do diagnóstico estão ligadas aos cuidados e estão fazendo tratamento para que elas possam ficar protegidas e diminuir os riscos de exposição e infecção de outras pessoas”, ressalta.

Tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível

Ainda que tenha ocorrido muito progresso em relação à luta contra o HIV/AIDS, ele ainda é comum ao redor do mundo. Mesmo que as pessoas com HIV possam aproveitar uma vida mais longeva e mais saudável neste momento, em virtude do aprimoramento dos tratamentos, os desafios para conter a epidemia contínua persistem.

Existe uma estimativa que indica que mais de 39 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com infeção provocada por HIVde acordo com a Organização Mundial da Saúde. A campanha Dezembro Vermelho – iniciada no Dia Mundial de Luta Contra a AIDS (1 de dezembro) –  promove a conscientização sobre HIV/AIDS e presta homenagem para as pessoas afetadas pela doença.

HIV pode ser transmitido pelo contato sexual, compartilhamento de agulhas infectadas, contato com sangue infectado, e a maneira menos comum, ele pode ser transmitido da mãe para a criança. Para ficar protegido do HIVpratique sexo seguro, não use drogas injetáveis, não compartilhe agulhas ou outros dispositivos para injeção de drogas e faça os exames.

Segundo a médica, as pessoas que suspeitarem de que ficaram expostas ao contato sexual, ao uso de agulha ou a incidentes no local de trabalho devem procurar uma equipe de cuidados de saúde ou visitar o departamento de emergência. PrEP é um medicamento usado para reduzir o risco de infecção por HIV nas pessoas que estão sob risco elevado.

Não existe cura universal para HIV/AIDS, mas os medicamentos podem ajudar a controlar e a interromper a piora. Esses tratamentos antivirais diminuíram as mortes por AIDS ao redor do mundo. A pesquisa e a expectativa pela cura continuam existindo, afirma a Dra. Rizza.

“A cada ano, observamos mais pessoas ficarem funcionalmente curadas do HIV, e isso significa que elas passaram por algum tipo de intervenção na qual não era mais necessário tomar pílulas, e o vírus permanece completamente suprimido”, diz a médica.

Segundo ela, na Mayo Clinic, especialistas estão fazendo pesquisa para curar o HIV, assim como diversos outros lugares ao redor do mundo. “Tudo isso é muito animador. Espero pelo dia no qual poderemos curar a maioria dos pacientes em vez de tratar a maioria dos pacientes”, finaliza.

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