Quem vive com dor de cabeça frequente sabe o quanto ela interfere na rotina. A cefaleia é um dos problemas neurológicos mais prevalentes do planeta: estima-se que 1,89 bilhão de pessoas convivam com cefaleia tensional, e cerca de 848 milhões com enxaqueca. A enxaqueca afeta cerca de 11,7% da população, e as cefaleias tensionais compõem quase 90% dos casos relatados globalmente.

A cefaleia é uma das queixas mais comuns em emergências médicas. Em estudos internacionais, até 4,5% dos atendimentos em pronto-socorro são motivados por dor de cabeça não traumática. Entre pacientes com enxaqueca crônica, quase todos (95%) buscaram atendimento de emergência ao longo de um ano.

Com respaldo crescente da literatura, a técnica tem conquistado cada vez mais espaço na prática médica. De acordo com a mestre e coordenadora do curso de fisioterapia Faculdade Anhanguera, Thais de Oliveira Tarabal Silva, a acupuntura tem um efeito analgésico comprovado. A técnica utiliza agulhas em pontos específicos do corpo para estimular o sistema nervoso e promover equilíbrio físico e emocional.

Durante a aplicação, o organismo libera substâncias como endorfina e serotonina, que ajudam a reduzir a dor e promovem sensação de bem-estar. É uma alternativa segura e complementar aos tratamentos convencionais”, explica a professora.

Confira alguns dos principais benefícios e curiosidades sobre a acupuntura:

  • Alívio natural da dor: a técnica estimula pontos que ajudam no controle de dores musculares, articulares e tensões crônicas.
  • Redução do estresse: a liberação de neurotransmissores traz relaxamento e melhora o humor.
  • Ajuda em casos de enxaqueca: estudos mostram que a acupuntura pode reduzir a frequência e a intensidade das crises.
  • Sem uso de medicamentos: o método utiliza apenas agulhas e não tem efeitos colaterais significativos quando realizado por profissionais capacitados.
  • Reconhecimento científico: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o uso da acupuntura para mais de 40 condições de saúde.

“A acupuntura é uma forma de cuidar do corpo e da mente ao mesmo tempo. Quando feita de maneira responsável, pode melhorar muito a qualidade de vida dos pacientes”, complementa a docente. A técnica faz parte de uma formação específica e está disponível em serviços de saúde que adotam práticas integrativas.

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Técnica milenar reduz frequência das dores e uso excessivo de medicamentos

Com base em evidências e nas experiências clínicas, a acupuntura se apresenta como uma opção segura, eficaz e integrada para pacientes com cefaleia persistente. Segundo especialistas, a técnica é capaz de reduzir a frequência das crises, diminuir o uso excessivo de medicamentos e tratar as causas da dor, não apenas os sintomas.

Ela atua no equilíbrio neurológico, reduzindo crises, diminuindo a dependência de medicamentos e oferecendo um suporte terapêutico sem drogas, tudo com controle clínico e foco nas causas, não apenas nos sintomas.

Quando conduzida por profissional qualificado, a técnica produz mais do que alívio pontual: ela estimula terminações nervosas e modula a circulação sanguínea, promovendo liberação de endorfinas e reduzindo a inflamação no sistema nervoso central.

A acupuntura age tentando equilibrar o padrão de desarmonia no qual o organismo se encontra. Para alcançar este objetivo, investigamos o histórico clínico, fatores desencadeantes, como alimentação e hábitos de vida, além de padrões individuais. Não tratamos apenas a dor, tratamos a pessoa”, explica o médico acupunturista George Ferreira.

Ainda segundo o especialista, a depender do caso, os efeitos podem ser percebidos nas primeiras sessões, especialmente na frequência e intensidade das dores. Estudos recentes mostram que a eletroacupuntura alcançou 85,9% de efetividade na redução dos dias com cefaleia crônica, sendo o método mais eficaz entre diferentes formas de acupuntura avaliadas em análise comparativa avançada.

As sessões duram entre 30 e 60 minutos, sem necessidade de repouso prolongado e com benefícios tanto no controle agudo quanto preventivo da dor. “Após algumas sessões o paciente já sente diferença na qualidade de vida. A meta não é só cessar crises, mas reduzir dependência de analgésicos e prevenir cronificação”, destaca o especialista.

Segundo ele, quando a acupuntura é feita por profissionais especializados com conhecimento anatômico e da fisiologia, o risco de complicações é quase inexistente. Ele reforça que o profissional pode identificar condições secundárias — como cefaleia por uso excessivo de medicação (MOH) ou desencadeadores hormonais — e atuar no manejo global do paciente.

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