O Brasil está diante de uma encruzilhada de saúde pública. Dados recentes que analisamos aqui no PORTAL VIDA E AÇÃO mostram que a obesidade não é mais uma preocupação do futuro, mas uma realidade urgente do presente. Atualmente, 24,3% da população adulta brasileira convivem com essa doença crônica, e quando somamos quem está com sobrepeso, chegamos a 37,1%.

No Brasil, onde a epidemia de obesidade cresce ano a ano, incluir a prática de exercícios diariamente ainda é um desafio. Em alusão ao Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo (10 de março), o incentivo a essa prática foi destacado nesta segunda-feira (9) pela jornalista Rosayne Macedo, editora do VIDA E AÇÃO no quadro de mesmo nome no programa Painel, apresentado por Jorge Ramos na Rádio Roquette Pinto (94,1 FM).

Quase 4 entre 10 brasileiros devem se alertar para a balança! Mas o que mais dói no coração de quem faz jornalismo de saúde é ver que esse desafio, como mostramos em nossa reportagem especial, começa “desde o berço””, dia a editora.

Hoje, 7% das crianças brasileiras de até 5 anos já apresentam peso elevado. Na adolescência, o índice dispara para 35,7%. “Estamos falando de jovens que já começam a vida com riscos aumentados para diabetes e hipertensão“, enfatiza.

‘Sedentarismo é um assassino silencioso’

Para entender esses números, precisamos olhar para o nosso comportamento. Os números do sedentarismo no Brasil também não são bons: cerca de 70% da nossa população é considerada inativa. Ou seja, 7 entre 10 não praticam atividade física regularmente como deveriam.

O sedentarismo é um ‘assassino silencioso’. Ele está por trás de milhares de mortes anuais por doenças cardiovasculares. O corpo humano foi desenhado para o movimento, mas a vida moderna — as telas, o transporte sentado e as facilidades tecnológicas — nos coloca em uma armadilha de imobilidade”, destaca Rosayne.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 150 minutos de atividade física moderada por semana. Se dividirmos isso, estamos falando de apenas 20 minutos por dia. Pode ser uma caminhada rápida até o ponto de ônibus, trocar o elevador pela escada ou até aquela faxina mais vigorosa em casa. O importante é não deixar o corpo parado!

Sabemos que mudar o estilo de vida não é fácil, e é por isso que o portal Vida e Ação se propõe a ser o seu parceiro nessa jornada. No nosso site, você encontra a série especial Peso Saudável. Nela, humanizamos o debate com histórias de quem decidiu virar o jogo e dicas práticas de especialistas que mostram que a perda de peso não deve ser uma punição, mas um ato de autocuidado.

Além disso, temos a nossa seção permanente Atividade Física. Aqui, desmistificamos aquela ideia de que exercício só vale se for sofrido ou dentro de uma academia cara. Movimento é vida, seja dançando na sala ou fazendo um alongamento ao acordar”, ressalta a jornalista.

E para quem gosta de um conteúdo mais focado em performance, bem-estar e dicas de treino, toda semana temos a coluna Fala Maromba, com o jornalista e personal trainner Luiz Fernando Lukas. Toda segunda-feira, Lukas traz uma visão muito bacana sobre como integrar o exercício na rotina sem neuras, ajudando a vencer aquela preguiça inicial que todo mundo sente.

O combate à obesidade e ao sedentarismo é uma luta diária contra a conveniência que nos adoece. Comece pequeno, mas comece hoje. Um passo a mais hoje é um problema de saúde a menos amanhã”, conclui Rosayne.

Veja mais sobre o desafio da obesidade no Brasil e o combate ao sedentarismo.

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5 dicas para incluir os exercícios na vida da família

Prática conjunta melhora a saúde, estimula hábitos saudáveis desde a infância e transforma os exercícios em momentos de convivência

Com agendas cheias e telas cada vez mais presentes no dia a dia, dividir momentos de qualidade em família nem sempre é fácil. Nesse contexto, a prática de atividades físicas em conjunto surge como uma alternativa simples e acessível. Mais do que cuidar do corpo, esse hábito melhora a qualidade de vida, fortalece vínculos e estimula comportamentos saudáveis desde a infância.

Além de melhorar o condicionamento e a saúde cardiovascular, a prática conjunta reduz o estresse, melhora o humor, fortalece os laços familiares, cria momentos de convivência e diálogo”, explica o coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Geovani Rodrigues da Silva.

Para quem deseja dar os primeiros passos, Geovani lista cinco dicas que podem ajudar a tornar esse processo mais leve, seguro e prazeroso. Confira:

1) Escolha atividades que incluam todas as idades

O primeiro passo é optar por exercícios que possam ser adaptados às diferentes faixas etárias da família. Caminhadas, passeios de bicicleta, jogos recreativos, danças e brincadeiras ao ar livre costumam funcionar bem, justamente por permitirem ajustes de intensidade.

Para crianças pequenas, o ideal é priorizar atividades lúdicas, em forma de brincadeira. Já adolescentes tendem a se engajar mais em desafios, esportes ou circuitos. Quando há idosos, exercícios de baixo impacto, como caminhadas e alongamentos, são os mais indicados.

2) Transforme o exercício em um momento divertido

Para manter todos motivados, especialmente crianças e adolescentes, a atividade física não deve ser encarada como obrigação. Variar as práticas, criar desafios simples e propor metas coletivas ajudam a aumentar o engajamento.

Quando o exercício vira brincadeira ou competição saudável, a adesão é muito maior. Permitir que cada membro da família participe das escolhas também contribui para o sentimento de pertencimento e compromisso.

3) Comece devagar e respeite os limites individuais

Outro cuidado essencial é respeitar as particularidades de cada pessoa. Iniciar de forma progressiva, evitar exageros e observar sinais de cansaço excessivo, dor ou desconforto são atitudes fundamentais para prevenir lesões.

Alongamento, hidratação e o uso de roupas e calçados adequados também fazem parte da prática segura. Pessoas sedentárias, idosos ou quem possui doenças crônicas devem buscar orientação profissional antes de iniciar atividades físicas.

4) Adapte a atividade física à rotina da família

Falta de tempo não precisa ser sinônimo de sedentarismo. Sessões de 20 a 30 minutos já são suficientes para gerar benefícios à saúde, pois o mais importante é a regularidade e o compromisso coletivo, e não necessariamente a duração do exercício.

5) Use a casa e os espaços públicos a seu favor

Não é preciso investir em equipamentos ou academias para se movimentar. Praças, parques, ruas tranquilas e até a sala de casa podem se transformar em ambientes para a prática.

Caminhadas, corridas leves, pega-pega, pular corda, dançar, subir escadas e fazer exercícios com o peso do próprio corpo são exemplos de atividades fáceis de incluir no dia a dia. O essencial é criar o hábito e aproveitar o tempo juntos.

Para o professor Geovani Rodrigues da Silva, a principal dica é mudar o olhar sobre o exercício. “Quando a atividade física é encarada como um momento de convivência, cuidado mútuo e diversão, ela acontece de forma natural”, afirma.

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