Sancionado nesta terça-feira (6) pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, o programa Agora Tem Especialistas inicia uma nova etapa para levar os cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS) às pessoas que mais precisam: o início do atendimento pelas carretas da iniciativa em todas as regiões do país.  Na sexta-feira (10), 28 unidades móveis de saúde da mulher vão iniciar a oferta de atendimento especializado para as pacientes da rede pública nos estados e municípios. 

A iniciativa visa reforçar a importância do Outubro Rosa, movimento que reforça a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama.  A oferta de atendimento especializado nas carretas integra um conjunto de ações do programa do governo federal, que mobiliza toda a estrutura de saúde do Brasil, a pública e a privada.  O programa, que visa reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, prevê o total de 150 carretas circulando por todo o Brasil até 2026. 

As Carretas da Saúde da Mulher, que já começam a rodar o país neste mês, têm como um dos principais focos a atenção integral à saúde da mulher. Nessas unidades será possível realizar mamografia, ultrassonografia, exames para detecção do câncer do colo do útero e, quando indicado, até biópsias — garantindo um atendimento completo e humanizado”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao lado de Lula, no Palácio do Planalto.

A iniciativa consolida o programa lançado pelo Governo Federal para reduzir o tempo de espera no SUS por consultas, exames e cirurgias. Para isso, o programa amplia o acesso da população a atendimento especializado de média e alta complexidade, mobilizando toda a rede de saúde, pública e privada, nos estados e municípios de todo o país. 

Município com o menor IDH do Estado do Rio recebe a carreta

Municípios com estrutura de saúde escassa, como Japeri, na Baixada Fluminense, que responde pelo menor Índice de Desenvolvimento Humano do estado do Rio de Janeiro), estão na rota das Carretas da Saúde, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, criado pelo governo federal para reduzir filas no Sistema Único de Saúde. A cidade de quase 100 mil habitantes foi a primeira no estado a receber o serviço, nesta sexta-feira (10).

Ao longo deste mês, cerca de 1,5 mil pacientes da rede pública do município, previamente agendadas, serão beneficiados com atendimentos especializados em uma das uma das carretas da saúde da mulher do Agora Tem Especialistas. A previsão é que sejam realizados cerca de 4,6 mil procedimentos, entre consultas, exames e biópsias, com foco especial nas mulheres, em alusão ao Outubro Rosa, mês de conscientização sobre câncer de mama e câncer de cólo do útero.

Quem usa o SUS sabe que o caminho do atendimento básico até o especializado pode demorar muito, e essa demora pode custar vidas, pois o tempo para diagnóstico é essencial para iniciar o tratamento. Esta carreta é focada na saúde da mulher, oferecendo desde a consulta até os exames complementares no mesmo local e momento, garantindo um diagnóstico rápido e o início do tratamento em menor tempo”, destacou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda de Negri.

Estruturada com equipamentos, insumos e equipes multiprofissionais, a carreta que chega à Japeri integra o total de 28 unidades móveis de saúde especializada, que, neste mês, ofertarão consultas, exames e biópsias para mais de 42,5 mil mulheres em regiões com vazios assistenciais em 21 estados brasileiros, além do Distrito Federal. Somente neste Outubro Rosa, serão realizados cerca de 130 mil procedimentos.

O Agora Tem Especialistas é mais que um programa. Ele representa a maior mobilização em defesa da saúde pública desde a pandemia. Hoje, iniciamos uma nova etapa com o lançamento das carretas que vão levar cuidado especializado até os lugares mais remotos do país, começando com foco na saúde das mulheres, que são prioridade da nossa gestão”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, que está como ministro em exercício.

Saiba por onde vão passar as “Carretas da Saúde da Mulher” em outubro

No Brasil, os primeiros atendimentos começaram nesta sexta-feira (10) em 15 unidades móveis que estão em cidades-polo na área de saúde ou locais de difícil acesso, com pouca oferta de serviços especializados.

Além de Japeri (RJ), elas estão distribuídas em 14 municípios de outros 12 estados: Humaitá (AM), Rio Branco (AC), Macapá (AP), Paulo Afonso (BA), Imperatriz (MA), Juiz de Fora (MG), Diamantina (MG), Campo Grande (MS), Lagarto (SE), Registro (SP), Palmas (TO), Senhor do Bonfim (BA), Garanhuns (PE) e Goiânia (GO).

Em 17 de outubro, mais 12 Carretas de Saúde da Mulher chegarão a outros municípios, reforçando a ação do Outubro Rosa em oito estados: Ceará, Pará, Piauí, Paraná, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Sul e Rondônia, além do Distrito Federal.  E no dia 24, mais uma carreta estará em funcionamento na cidade do Rio de Janeiro, na comunidade do Morro do Alemão.

Com o atendimento móvel dentro das carretas, o Ministério da Saúde leva serviços de saúde até onde a população está. Formadas por médicos, enfermeiros, técnicos, recepcionistas e agentes do cuidado, as equipes cuidam da saúde da população em:

  • locais remotos (a exemplo de Humaitá/AM, que fica no coração da Amazônia);
  • cidades do Agreste (como Lagarto/SE);
  • cidades-polo, que recebem moradores de outros municípios da região (como o Rio Branco/AC Paulo Afonso/BA e Juiz de Fora/MG)

Conheça os procedimentos ofertados nas carretas

Para prevenção e diagnóstico de câncer de mama, as carretas oferecem mamografia e ultrassonografia mamária bilateral; punção de mama por agulha grossa; biópsia/exérese de nódulo de mama; e exame anatomopatológico de mama.

Já os procedimentos para rastreamento de câncer de colo do útero, estão disponíveis colposcopia; biópsias e exames anatomopatológicos; procedimentos terapêuticos; entre outros. E para a saúde ginecológica de modo geral, as mulheres têm à disposição ultrassonografia transvaginal e pélvica.

O consultório ginecológico das carretas do Agora Tem Especialistas também conta com:

  • ambiente climatizado destinado à realização de atendimentos clínicos e procedimentos de diagnósticos;
  • sala de espera externa em tenda climatizada, com capacidade para, no mínimo, 60 pessoas sentadas simultaneamente,
  • TV de 42 polegadas, além de bebedouro com fornecimento de água potável.
  • As carretas têm, ainda, sala de pequenos procedimentos ambulatoriais, central de material esterilizado e sala de acolhimento e pré-exame.

Ações para aumentar a capacidade de atendimento do SUS

Realizada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AGSUS), a Carreta da Saúde da Mulher integra os dez eixos do Agora Tem Especialistas, que tem como estratégia central a mobilização de toda a estrutura de saúde do Brasil, a pública e a privada.

O objetivo é reduzir as desigualdades regionais em relação à assistência especializada. O investimento para a ação no Outubro Rosa é de R$ 18,9 milhões. Além das carretas, estão em andamento outras iniciativas que buscam aumentar a capacidade de o SUS atender a população.

Entre elas, destacam-se:

  • reforço de 320 novos médicos especialistas que já estão atendendo a rede pública em 156 municípios (mais profissionais devem atender pelo programa por meio de edital que está aberto);
  • realização de mutirões com mais de 65,5 mil consultas, exames e cirurgias realizados neste ano (novos mutirões estão previstos);
  • lançamento do Super Centro para Diagnóstico de Câncer e a aquisição de novos aceleradores lineares, equipamentos usados para tratar a doença (no total, 121 devem ser entregues até o final do próximo ano);
  • adesão de hospitais privados e filantrópicos para ampliar o atendimento na rede pública; entre outras ações.

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Hospitais privados e filantrópicos de 7 estados vão ampliar atendimento aos pacientes do SUS

Instituições em RS, CE, PE, RJ, MG, PA e PB reforçarão oferta de serviços de saúde em troca da quitação de dívidas. Objetivo é reduzir tempo de espera por atendimento

Dez hospitais privados e filantrópicos de sete estados brasileiros vão atender os pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas. As novas adesões ao programa do governo federal, que visa reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, foram anunciadas no dia 3 de outubro pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Belém (PA).  A medida amplia a oferta de serviços de saúde de média e alta complexidade para a rede pública.

As unidades estão localizadas nos estados do Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Sul. Entre os hospitais que anunciaram participação no Agora Tem Especialistas, três são privados: o Cinthia Charone, em Belém (PA); o Francisco Hospital e Maternidade/Neotin, em Niterói (RJ); e o Santa Terezinha, em Sousa (PB).

Os outros sete são filantrópicos: a Santa Casa de Recife e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), em Recife (PE); a Santa Casa de Sobral e a Santa Casa de Fortaleza, em Sobral (CE) e Fortaleza (CE); a Santa Casa de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS); a Beneficente Portuguesa, em Belém (PA); e o Instituto de Oncologia e Ciências Médicas/Feluma, em Belo Horizonte (MG).   

Troca de dívidas por mais atendimentos para o SUS 

Em contrapartida aos atendimentos prestados em áreas essenciais para o SUS – como oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia -, esses estabelecimentos de saúde receberão até R$ 2 bilhões por ano em créditos financeiros, usados para abatimento de dívidas federais, vencidas ou a vencer.   

Iniciativa inédita, a troca de dívidas federais por mais atendimentos para os pacientes da rede pública é um mecanismo inovador do Agora Tem Especialistas. Ela integra um conjunto de ações do programa, que mobiliza toda a estrutura de saúde do país, a pública e a privada.  

Para participarem, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, após avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende às demandas do SUS nos estados e municípios.   

Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, disponibilizada aos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais da rede pública de saúde.  Atualmente, o Ministério da Saúde analisa 190 manifestações de interesse dos hospitais privados e filantrópicos.

Um sonho de Lula virando lei e realidade

A sanção da lei que criou o Agora Tem Especialistas ocorre depois de a Medida Provisória 1.301/2025 ter sido aprovada por esmagadora maioria na Câmara dos Deputados e por unanimidade no Senado. Ao celebrar a norma, o ministro da Saúde Alexandre Padilha destacou a importância da iniciativa pela garantia de mais segurança jurídica e estabilidade para o programa. 

Para o ministro, esse é um novo ciclo de fortalecimento do SUS, que se reorganiza após a pandemia para atender com mais eficiência e equidade. “É o SUS pós-pandêmico sendo construído com cada vez mais força e atendendo a população brasileira. E é um sonho de tantos anos do presidente Lula virando lei e realidade”, afirmou.  

Para Alexandre Padilha, “a sanção da lei do Agora Tem Especialistas fortalece essa iniciativa, porque permite que a AGSUS, a agência do governo federal, possa contratar diretamente essas carretas, em parceria com estados e municípios que solicitarem o serviço.”

Ele também agradeceu aos hospitais que já aderiram a essa iniciativa, inédita no SUS, e que reforça a parceria e o compromisso em ampliar o atendimento especializado para a população que mais precisa.

Esse resultado é fruto de muito diálogo, responsabilidade e de uma negociação bem articulada com os gestores locais. É um trabalho construído de forma colaborativa e alinhada ao SUS, o que fortalece ainda mais a capacidade de resposta do sistema às necessidades da população”, afirmou o ministro Padilha. 

Fonte: Ministério da Saúde, atualizado em 13/10/25

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