Viagens pela Amazônia, Egito e à curiosa ‘cidade das palavras’

Livro ‘Amazônia das Crianças’ é distribuído a escolas, ONGs e bibliotecas. Educadoras estreiam na literatura com obras leves e sensíveis

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Imagine conhecer as histórias e lendas da Amazônia pelo olhar aguçado das crianças que nela vivem? Ou um passeio lúdico à história antiga, lá no Egito, para entender a importância das boas ações e uma vida mais leve no nosso dia a dia? E o que você pensa de viajar até a cidade onde, curiosamente, as palavras nascem?

Pois é em meio a histórias que permeiam realidade e fantasia, enfatizando o amor pela natureza, a prática da boa convivência e o apreço pela escrita que é possível incentivar mais o hábito da leitura entre as crianças. Neste ‘Ler Faz Bem’, abrimos espaço para três obras voltadas ao universo infantil. Confira as dicas!

‘Amazônia das crianças’: como elas vivem na floresta?

Direto da Amazônia para ficar na história e na memória de milhões de brasileirinhos e brasileirinhas por meio da literatura. O livro do fotógrafo Araquém Alcântara, um dos precursores da fotografia de natureza no Brasil, faz parte do projeto Amazônia das Crianças, que retrata e dá voz a 15 meninos e meninas que vivem na maior floresta tropical do mundo, com relatos inspirados no cotidiano e nas lendas da região.

São dois livros: no primeiro, crianças indígenas, ribeirinhas, extrativistas, quilombolas, urbanas e beiradeiras narram suas histórias e, no segundo, essas experiências são desdobradas em conceitos históricos, sociais, econômicos e ecológicos para que os professores possam trabalhar esses temas em sala de aula e mostrar a importância de se preservar um lugar imprescindível para o planeta.

Além das imagens de Araquém Alcântara – que tem mais de 60 livros publicados sobre temas ambientais – a obra traz textos do jornalista Morris Kachani, do educador ambiental Zysman Neiman e ilustrações do artista Angelo Abu. Depois de disponibilizar o download gratuito do livro e do guia de navegação para professores, agora o livro físico será distribuído a escolas, ONGs e bibliotecas que atuam na educação infantil .

Essas instituições podem solicitar gratuitamente 5 kits do livro. Basta preencher um formulário no site do C6 Bank, banco que patrocinou a obra, em parceria com a Mastercard,,Cada kit contém um exemplar do livro Amazônia das Crianças e um do Guia de navegação.

A ação vai atender a pedidos de instituições do ensino fundamental (públicas ou privadas), ONGs com contraturno escolar ou com atividades educacionais ou bibliotecas (públicas ou privadas) que tenham, pelo menos, um ano de operação. O livro e o guia também podem ser baixados gratuitamente em pdf, ePub para Kindle e Google Play Livros e no site https://www.c6bank.com.br/c6-escola.

O objetivo é deixar um legado para as comunidades da região e fazer com que a Amazônia retratada no livro, em fotos e histórias, seja conhecida no país inteiro.

Aprendendo com os egípcios a ter o coração leve como uma pena

Dri Magdaleno é autora e ilustradora de seu primeiro livro (Foto: Divulgação)

De acordo com os povos que habitaram o Egito, localizado no nordeste da África, o coração deveria ser mais leve do que uma pena. Para eles, nós levamos conosco o fruto de ações já realizadas, sendo essencial a prática de bons atos para que o coração permaneça leve. Bonito isso, né?

Pois foi inspirado nessa percepção que a professora de História Dri Magdaleno acaba de lançar seu primeiro livro infantil“Meu coração é leve como uma pena: Aprendendo com os Egípcios”, publicado pela Editora Ogro, é inspirado na tradicional obra “O Livro dos Mortos”, que reúne escritos em papiro concebidos há cerca de 1500 a.C..

A ideia é trazer para o universo infantil a temática da valorização da vida, da natureza e da importância das boas ações, legado deixado pelo povo egípcio na Antiguidade. A educadora destaca a importância de brincar, pular, criar e ser feliz para guardar boas emoções no coração e aumentar a leveza na vida.

Para ela, o passado guarda uma fonte inesgotável e rica de conhecimentos ancestrais. Se as crianças de hoje voltarem a atenção para os povos antigos, terão mais sabedoria para lidar com os desafios do futuro.

Com uma linguagem acessível para crianças no processo de alfabetização e ilustrações coloridas e vibrantes, a autora destaca a atemporalidade dos ensinamentos egípcios e resgata valores de uma sociedade que inspirou tantas outras, séculos depois.

“Mostramos que é possível abordar assuntos referentes à História Antiga para crianças que estão começando no seu processo autônomo de leitura e escrita. Isso é o que a obra propõe: conhecer, criar, pensar e fazer sorrir”, afirma Adriana Magdaleno, que também assina a ilustração da obra.

Representação do Rio Nilo em guache. (Ilustração: Dri Magdaleno)

“Meu coração é leve como uma pena: Aprendendo com os Egípcios” reúne também a paixão de Dri Magdaleno por História e pelo trabalho com crianças, somados à luta de 29 anos pela educação pública brasileira.

Ela começou em 1995, quando começou a ministrar História para alunos do 6º ao 9º ano da Rede Municipal, onde atua até hoje. Em 2016, tornou-se professora da Sala de Leitura para crianças entre 4 e 9 anos.  Em 2021, ingressou na graduação de Pedagogia. Valeu, professora, por não perder a esperança na nossa Educação!

Eudice, a cidade onde as palavras nascem

Como nascem as palavras? A curiosidade de uma criança inspirou outra educadora que estreia no universo da literatura infantil. Carolina Delboni faz um convite a pequenos e grandes leitores para se divertirem com o nascimento das palavras em um lugar completamente novo: a cidade de Eudice. O nome dá título à obra que acaba de chegar às livrarias e também em versão digital.

“Fiquei pensando que para respondê-la eu precisava contemplar seu universo imaginário, mas ancorada na língua portuguesa, nas classes gramaticais. Da resposta nasceu Eudice, um livro que conta a história dessa cidade onde surgem as palavras, e que contempla o possível e impossível permitido na literatura infantil”, conta Carolina.

Ao explorar e extrapolar as palavras que estão no dicionário, as brincadeiras com as classes morfológicas brotam ao longo da leitura, fazendo diversas referências à brasilidade tão presente no texto e nas ilustrações.

Construído em rimas, a narrativa anuncia a cidade de Eudice, bem como a festa que acontece nesse vilarejo. Lá, as palavras que conhecemos nascem: algumas o fazem quando as estrelas faíscam no céu, outras simplesmente brotam ou até nascem do soluço.

O fato é que todas elas brilham. Para acompanhar, as imagens que dão vida à história foram desenvolvidas pela artista Lumina Pirilampus. Com ilustrações originais, criativas e repletas de elementos da cultura popular brasileira, a ilustradora exibe ao leitor toda a magia de Eudice.

Com ilustrações de Lumina Pirilampus, o lançamento da Editora Biruta tem 40 páginas e é voltado a crianças a partir de 6 anos. O livro pode ser adquirido por R$62,00

Com Assessorias

 

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