Diante da tragédia, a sociedade civil organizada mais uma vez se mobiliza para ajudar especialmente as famílias em vulnerabilidade social. No Rio de Janeiro, o Consórcio Cristo Sustentável iniciou a campanha social “SOS Chuvas”, uma mobilização emergencial em apoio às famílias atingidas pelas fortes chuvas em diferentes regiões do estado, que enfrentam perdas materiais significativas e dificuldades de acesso a itens básicos.
A Paróquia São José da Lagoa (Avenida Borges de Medeiros, 2735), atua como ponto oficial de coleta de alimentos não perecíveis, itens de higiene pessoal, água, produtos de limpeza e colchonetes. A arrecadação já está em andamento e busca garantir apoio imediato à população atingida pelas fortes chuvas. A campanha também disponibiliza a opção de doações por meio de plataforma online.
Dentro dessa mobilização, o Consórcio realizou uma entrega emergencial nesta sexta-feira (27), na sede da Diocese de Nova Iguaçu. O espaço funciona como ponto estratégico de apoio e distribuição, de onde as doações são destinadas às famílias afetadas na Baixada Fluminense. Foram entregues 390 litros de água, 250 kits de limpeza. 1.000 escovas de dente, 20 cestas básicas e roupas
A mobilização segue ativa, com arrecadação permanente na Obra Social Leste Um – O Sol (Rua Corcovado, 213 – Jardim Botânico, Rio de Janeiro) e articulação de parceiros para ampliar o alcance das ações e contribuir com o processo de reconstrução da vida das famílias atingidas.
Ação da Cidadania faz campanha para atender municípios de MG e RJ
A Ação da Cidadania anunciou que está mobilizando sua campanha Emergências para levar ajuda às vítimas das fortes chuvas que atingem a região da Zona da Mata e Sul Fluminense, incluindo Paraty e Angra dos Reis. A ONG está com seu galpão aberto na Gamboa, região portuária do Rio, para receber doações, exceto roupas, que não estão sendo recebidas neste momento.
A organização está enviando 20 toneladas de donativos para Juiz de Fora e localidades vizinhas, e segue ampliando a resposta humanitária junto aos comitês que atuam na região. Há previsão de envio também para cidades que venham a ser acometidas por enchentes nesse período de chuvas.
Podem ser doados alimentos não perecíveis, água mineral, material de higiene pessoal e produtos de limpeza. Os donativos podem ser entregues na Rua da Gamboa 246, de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h. Doações financeiras podem ser realizadas pelo site www.acaodacidadania.org.br/emergencias ou pelo Pix: sos@acaodacidadania.org.br.
Desde 2021, quando a campanha Emergências foi criada, a Ação da Cidadania vem priorizando a distribuição de doações para regiões acometidas por catástrofes e desastres naturais. A iniciativa já levou suporte para cidades do Rio Grande do Sul, Roraima, Acre, Maranhão, Tocantins, Pará, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Paraná.
Shopping recebe doações para apoiar famílias afetadas na Baixada
O Shopping Nova Iguaçu iniciou na segunda-feira (23) uma campanha de arrecadação para apoiar os moradores da Baixada Fluminense que foram afetados pelas fortes chuvas do fim de semana anterior. A iniciativa mobiliza toda a comunidade a contribuir com alimentos não perecíveis, água potável, roupas e artigos de higiene.
O ponto de doação está instalado no Piso 2, ao lado do Rei do Mate, e estará disponível das 10h às 22h. Todo o material arrecadado será encaminhado à Assistência Social de Nova Iguaçu, que fará a triagem e distribuição dos itens às famílias impactadas. O shopping fica na (Av. Abílio Augusto Távora 1111, bairro da Luz.
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Mais de 80 ocorrências em diversos municípios do RJ
Cerca de 30 alertas alertas extremos de chuva, risco de inundações e deslizamentos foram enviados para os municípios mais afetados no estado do Rio. O Corpo de Bombeiros do Rio foi acionado para mais de 80 ocorrências relacionadas às chuvas desde quinta-feira (26), a maioria de inundações, alagamentos e deslizamentos.
Municípios da Costa Verde – Angra dos Reis, Paraty e Mangaratiba – e a cidade de Rio das Ostras, no litoral Norte Fluminense, receberam os avisos na tarde de quinta-feira (26). A corporação informou que permanece em alerta máximo, com equipes mobilizadas, viaturas operacionais, ambulâncias, embarcações, drones e aeronaves.
Nesse período, 65 estações de sirenes foram acionadas para aviso de chuva e 30 de mobilização de comunidades, até o momento, em Angra dos Reis, Mangaratiba, Bom Jardim, Barra Mansa, Magé, Barra do Piraí, Teresópolis e Duque de Caxias
Segundo dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden Nacional), do Cemaden Estadual e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Paraty registrou 230,5 mm, e Angra dos Reis, 219,2 mm no mesmo período.
O Cemaden-RJ alertou que é muito alto o risco hidrológico em Macaé, Rio das Ostras, Paraty, Mangaratiba, Angra dos Reis, Santo Antônio de Pádua e Bom Jardim, e alto em Barra Mansa, Cachoeiras de Macacu, Silva Jardim, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Porciúncula, Sumidouro, Sapucaia, São Sebastião do Alto e Campos dos Goytacazes.
Também é muito alto o risco geológico em Angra dos Reis e Mangaratiba e alto em Paraty, Nova Friburgo, Bom Jardim, Resende, Três Rios, Comendador Levy Gasparian e Macaé. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Civil, ainda são esperadas chuvas moderadas nas regiões da Baixada Fluminense, Baixada Litorânea, Serrana e Metropolitana. Para as demais regiões há previsão de chuvas fracas a moderadas.
Rio tem o fevereiro mais chuvoso em quase 30 anos
Capital registrou 350 mm até a manhã desta sexta-feira (27). Previsão indica mais chuva forte, com risco de alagamentos e deslizamentos.
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O município do Rio de Janeiro teve o fevereiro mais chuvoso em quase 30 anos. Segundo a meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, é o maior volume para o mês da série histórica do Alerta Rio, que começou a operar em 1997. Até as 8h desta sexta-feira (27), o acumulado chegava a 352 milímetros — e este número vai subir. O recorde, até então, era de fevereiro de 2020, que tinha somado 321,6 milímetros. Fevereiro de 2025 está no extremo oposto, tendo sido o mais seco da série, com apenas 0,6 milímetro.
Somente em 24 horas, entre 4h de quinta-feira (26) e 4h desta sexta, os maiores acumulados na capital foram em Campo Grande (104,2 mm), Santa Cruz (94,6 mm), Marambaia (92,8 mm), Guaratiba (90,4 mm) e Jardim Botânico (89,2 mm). O Sistema Alerta Rio informou que o tempo na capital fluminense segue instável devido à influência de um sistema de baixa pressão no litoral do estado.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo para a Região Sudeste. Há previsão de acumulado de chuva em áreas do Rio de Janeiro. Os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia também serão fortemente afetados. A chuva poderá passar de 100 milímetros (mm) em 24h, com risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.
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Desastres no Sudeste e cidades em calamidade pública
Órgãos do Sistema Federal de Proteção e Defesa Civil se reuniram nesta sexta-feira (27) para o detalhamento e alinhamento das ações de resposta aos desastres registrados no Sudeste e atualização das previsões futuras. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu, nesta sexta-feira (27), o estado de calamidade pública de Paraty (RJ).
A portaria com o reconhecimento será publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (2). A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) também reconheceu a situação de emergência nas cidades mineiras de Juiz de Fora, Ubá e Tobias Matoso.
O reconhecimento de situação de emergência ou estado de calamidade pública permite acesso a recursos federais. Para isso, estados e municípios atingidos por desastres devem também apresentar, por meio do S2iD – Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, planos de trabalho claros e metas de atuação.
Para ajudar nas ações de resposta ao desastre, dois técnicos da Sedec irão Paraty para auxiliar na elaboração dos planos de trabalho e, consequentemente, na liberação de recursos do MIDR para assistência humanitária e restabelecimento dos serviços essenciais. O passo a passo para solicitação de recursos está detalhado no portal do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).
Defesa Civil Alerta pelo celular
De acordo com o MIDR, os estados podem utilizar o Defesa Civil Alerta, implementado em todo o território nacional. O sistema utiliza a rede de telefonia celular para enviar mensagens de texto e avisos sonoros para celulares em áreas de risco elevado. Os alertas aparecem de forma destacada na tela dos aparelhos e podem tocar mesmo em modo silencioso.
Não é necessário cadastro prévio e o serviço é gratuito, com alcance de celulares compatíveis (Android e iOS lançados a partir de 2020) e cobertura de telefonia móvel com tecnologia 4G ou 5G. O recurso não depende de pacote de dados e funciona mesmo se o usuário estiver ou não conectado ao Wi-Fi.
A pasta explica que a ferramenta busca orientar as pessoas sobre as medidas de proteção a serem tomadas. Dessa forma, os alertas terão informações sobre o tipo de risco que está prestes a acontecer e instruções práticas. As definições de conteúdo e do momento de envio dos alertas são de responsabilidade dos órgãos de proteção e defesa civil locais e a ação é operacionalizada por meio da Interface de Divulgação de Alertas Públicos (Idap).
O objetivo do Defesa Civil Alerta é proporcionar maior segurança, sendo complementar aos demais mecanismos de alertas de emergência: SMS, TV por Assinatura, WhatsApp, Telegram e Google Public Alerts.
Com informações da Agência Brasil, G1 e Assessorias


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