A cidade do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (7) a primeira morte por dengue em 2024. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, trata-se de um homem de 45 anos, que foi atendido na unidade de pronto atendimento (UPA) do Complexo da Maré.Com isso, sobe para três o número de vítimas fatais da doença no Estado do Rio de Janeiro – outros dois casos foram confirmados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) nas cidades de Mangaratiba e Itatiaia.

Além das mortes confirmadas, há 21 óbitos em investigação no estado. O município do Rio informou que três óbitos ocorridos em 2024 estão em investigação devido à suspeita de dengue. A capital fluminense está em estado de emergência desde segunda-feira (5) e já reconhece oficialmente que vive uma epidemia da doença desde a última sexta-feira (2).

A capital fluminense já confirmou 13.550 casos da doença em 2024, o que representa mais da metade dos casos de 2023 e quase o triplo de casos de 2022. São mais de 300 pessoas internadas com suspeita da doença, o maior número já registrado desde 1974. Já o estado, até 5 de fevereiro, data da última atualização do painel de dados da SES-RJ, foram registrados 25.136 casos prováveis de dengue no estado.

Em todo o Brasil já são mais de 50 óbitos confirmados e 273 óbitos em investigação, segundo o painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.  Até o momento, de acordo com ela, o Brasil atingiu a marca de 40 mortes confirmadas por causa da dengue, e outros 265 óbitos estão sendo investigados. Até agora, há mais de 390 mil casos prováveis em todo país. Minas Gerais é o estado com o maior número de casos (mais de 135.000), e o Distrito Federal conta com o maior coeficiente de incidência (número de casos por 100 mil habitantes).

Na cidade do Rio, as áreas da cidade com maior incidência da doença são as regiões de Campo Grande e Guaratiba, na zona oeste, com 476 casos para cada 100 mil habitantes. Para fortalecer a rede de atenção aos pacientes com suspeita de dengue, estão sendo inaugurados nesta semana dez polos de atendimento em diferentes áreas da cidade. Cinco já estão em funcionamento, em Curicica, Bangu, Del Castilho, Campo Grande e Santa Cruz.

O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, recomenda que todas as pessoas que tenham febre, dor no corpo e dor de cabeça procurem uma unidade de saúde para identificar se estão com dengue.

“O atendimento é muito importante para o tratamento e é oferecido em toda a rede de Atenção Primária, não só nos polos. Esta é a única maneira de evitar o agravamento do quadro”, destaca.

Com Agência Brasil e SMS-Rio

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