Quem foi que disse que homens não choram?

Em “Eu controlo como me sinto”, neurocientista explica o funcionamento da mente e como usar esse conhecimento a favor do bem-estar

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Como diz a letra da música da Anitta, “Boys Don’t Cry”, muitos homens se fazem de ‘durões’, mas, “quem diz que garotos não choram?”.  Sim, eles choram e precisam ser incentivados a falar mais sobre seus sentimentos, até para romper o ciclo da masculinidade tóxica que faz mal não só às mulheres quanto a eles próprios.

É sobre isso que a doutora em Neurociência e mestre Psicologia Experimental, Claudia Feitosa-Santana, vem pesquisando e trata em seu novo livro, lançado em 2022. Claudia, que estuda há mais de 20 anos o funcionamento da mente humana, diz que isso acontece por falta de desenvolvimento emocional para os meninos desde a infância.

Ela alerta também sobre a importância dos homens serem incentivados a falar mais sobre seus sentimentos desde jovens. Em seu livro “Eu controlo como me sinto” (Editora Planeta), ela revela que muitos garotos reprimem suas emoções pela falta do estímulo e desenvolvimento emocional desde a infância.

A pesquisadora explica que esse fator levam os homens a cometerem mais suicídios que as mulheres. Segundo dados da Organização Panamericana de Saúde (Opas/OMS), 12,6 a cada 100 mil homens morrem por suicídio. Em comparação com as mulheres, são 5,4 para cada 100 mil.

Segundo ela, a ciência pode ser uma grande aliada para quem busca controlar os próprios sentimentos e ter uma vida mais equilibrada. Em Eu controlo como me sinto, a pesquisadora ensina como, guiando o leitor por descobertas surpreendentes sobre o cérebro e os benefícios desse conhecimento para a vida cotidiana, mostrando como compreender os próprios sentimentos a fim de mudar comportamentos negativos e se libertar de mitos limitantes.

“Quanto melhor e mais conscientemente entendemos a nós e ao nosso lugar no mundo, mais fácil se torna o controle de como nos sentimos e, por consequência, maiores as chances de construir uma vida feliz. Essa compreensão é o cerne deste livro.”
– Monja Coen

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Como a ciência pode ajudar na construção de uma vida mais equilibrada

Dividido em nove capítulos, o livro aborda como compreender os próprios sentimentos são importantes para mudar comportamentos negativos e se libertar de mitos limitantes.

“Nossos estados são sempre temporários e, por isso, somos o verbo estar. O conjunto dos estados temporários forma quem nós somos”, afirma a neurocientista.

Na primeira lição do livro, Claudia explica que se nós estamos, e não somos, isso quer dizer que é possível modificar nosso estado, tendo em vista que ninguém nasce com circuitos neurais prontos. Você, por exemplo, não é triste, você está triste. E essa compreensão é o pontapé inicial para quem deseja alcançar um controle maior sobre si mesmo.

Ao longo do livro a neurocientista mergulha em conceitos que serão fundamentais para um conhecimento mais profundo da mente. Você sabe a diferença entre emoções e sentimentos? Sabe como mudar a forma como aquela pessoa irritante te afeta?

Passando por temas que envolvem a empatia e liderança, a autora apresenta o universo da mente de uma forma didática e inspiradora, nos lembrando de que a vida feliz é uma construção, ou seja, um projeto de longo prazo. E a leitura de “Eu controlo como me sinto” é um convite para encontrar na ciência a melhor forma de trilhar esse caminho.

Sobre a autora

Claudia Feitosa-Santana é neurocientista, estuda alguns aspectos da mente e do cérebro, da percepção às decisões. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (USP) e em Engenharia Civil pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Mestre em Psicologia Experimental e doutora em Neurociência e Comportamento pela USP. Possui pós-doutorado em Neurociências Integradas pela Universidade de Chicago.

Ficha técnica:


Título: Eu controlo como me sinto
Autora: Claudia Feitosa-Santana
Editora: Planeta
Páginas: 208
Preço: R$ 44,90
Onde encontrar: Amazon

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