Prêmio Nobel de Química fala sobre câncer na Fiocruz

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Aaron

Durante sua pós-graduação na Faculdade de Medicina de Technion, ele descobriu um sistema que tem como uma de suas maiores funções o descarte de dejetos de proteínas do corpo. E por causa de sua descoberta ganhou o Prêmio Nobel de Química em 2004. Nesta sexta-feira, dia 11, a Fiocruz, no Rio de Janeiro, receberá Aaron Ciechanover para falar sobre sua descoberta com a medicina personalizada relacionada ao câncer.

“O sistema chamado de ubiquitina, identifica proteínas inúteis e modificadas. Estas são proteínas prejudiciais que devem ser, de maneira seletiva, removidas do corpo, mantendo todos os componentes saudáveis que continuam exercendo suas funções vitais. Esta descoberta está diretamente relacionada ao câncer, pois este é causado por proteínas modificadas, que se acumulam de forma anormal”, diz Aaron.

O laureado continuou seus estudos do sistema da ubiquitina e fez descobertas adicionais. Ao longo dos anos, se tornou claro que proteólises mediadas por ubiquitina desempenham um papel importante em muitos processos celulares, e anomalias neste sistema sustentam mecanismos patogênicos de diversas doenças, tais como certas malignidades e transtornos neurodegenerativos. Consequentemente, o sistema se tornou uma plataforma importante para o desenvolvimento de medicamentos.

A visita de Aaron à Fiocruz faz parte do Nobel Prize Inspiration Initiative, programa global organizado pela biofarmacêutica AstraZeneca que leva premiados pelo Nobel para universidades e centros de pesquisa a fim de inspirar e envolver jovens cientistas, comunidade científica e público em geral. Aaron Ciechanover ministrará palestras ainda na Universidade de São Paulo, Anvisa, Universidade de Brasília e Inca.

Para o presidente da AstraZeneca Brasil, Fraser Hall, apoiar essa ação é uma visão de futuro. “Nossa missão é desenvolver medicamentos que realmente façam a diferença na vida dos pacientes, e proporcionar o encontro de cientistas e pesquisadores faz parte dos nossos objetivos. Esperamos com isso engajar os jovens que optaram pelo caminho de construir os próximos passos da medicina e da ciência, bem como os jovens a dedicarem tempo na construção e conhecimento em prol de novas descobertas”, diz Fraser.

Fonte: AstraZeneca, com redação

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