Pra tudo NÃO se acabar na quarta-feira, nem virar Cinzas

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“Carnaval é alegria popular. Direi mesmo, uma das raras alegrias que ainda sobram para a minha gente querida.  Peca-se muito no carnaval? Não sei o que pesa mais diante de Deus: se excessos, aqui e ali, cometidos por foliões, ou farisaísmo e falta de caridade por parte de quem se julga melhor e mais santo por não brincar o carnaval.  Brinque meu povo querido, minha gente queridíssima. É verdade que quarta-feira a luta recomeça, mas, aos menos, se pôs um pouco de sonho na realidade dura da vida!”. (Dom Hélder Câmara)
Pra muita gente, o Carnaval não foi assim de tanta alegria não. Teve quem passou em casa, pra não gastar dinheiro (a crise falou mais alto). Teve quem passou com seus doentes no hospital. Teve quem perdeu pessoas queridas. Afinal, Carnaval é um dia qualquer na vida da gente em que tudo pode acontecer. De bom e ruim. No Rio de Janeiro onde, segundo a prefeitura, mais de 6 milhões de pessoas foram para as ruas festejar, uma série de arrastões acabou com a alegria de jovens foliões, princípalmente num dos pedaços mais nobres da Zona Sul, o bairro de Ipanema. Os novos episódios de insegurança também repercutiram mal nacional e internacionalmente. E deixaram muitos pais feridos na alma ao ver seus filhos agredidos por bandidos.
Mas o que move a alegria exagerada da folia? Para muitos, parece que o mundo vai acabar na Quarta-Feira de Cinzas e é preciso correr para aproveitar ao máximo cada dia, cada hora. Seja quem vai pras ruas atrás dos blocos, seja quem vai para a Sapucaí assistir os desfiles ou desfilar por sua escola do coração, a experiência de alegria é quase sempre indescritível. É como se os quatro (ou cinco) dias de Carnaval compensassem todas as tristezas acumuladas de um ano inteiro. Carnaval é catarse coletiva, é sublimação dos males que nos afligem. Deixamos para pensar em tudo o que é real e palpável depois da quarta-feira! É quando o ano, oficialmente, começa.
E na sua vida? Como é esse Ano Novo que se descortina nesta quarta-feira? O que esperar dele? Como levar um pouco da alegria descomprometida do Carnaval para os outros dias do ano? Mas um pouco das fantasias, sonhos e ilusões do Carnaval podem transpassar esses dias e não acabar em purpurina dissipada em minúsculas partículas de emoção fragmentada. Podemos transformar nossos dias em dias mais felizes e pulsantes. Senão com a euforia do Carnaval, ao menos sem a dor do Pierrô apaixonado pela Colombina. Que possamos nos vestir mais de palhaços, malandros e colombinas – ou mesmo de unicórnios e mulheres maravilha (as preferidas desse Carnaval) – para encarar a divina comédia humana que é nossa vida real além da folia.
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