Poluição causa estragos à pele: como limpar corretamente?

Associado ao envelhecimento da pele e doenças inflamatórias, a poluição é uma preocupação crescente no universo dermatológico. Saiba o que realmente pode ser feito

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Sabemos que a exposição solar sem a devida proteção pode causar diversos danos à pele, mas recentemente um novo agente danoso tem sido estudado e virou uma grande preocupação mundial: a poluição. Neste Dia Nacional de Combate à Poluição (14 de agosto), especialistas chamam a atenção para o problema. Afinal, o sabonete comum pode remover todas as impurezas trazidas pela poluição, especialmente nas grandes cidades?

A dermatologista Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, afirma que diversos estudos epidemiológicos mostram um impacto da poluição na pele, principalmente por conta de partículas e micropartículas que causam diversos danos e inflamação. Esses processos podem levar ao aumento de doenças cutâneas inflamatórias como acne, dermatites e psoríase, degradação do colágeno e envelhecimento da pele.

“A grande questão é que a poluição libera metais pesados e tóxicos, que aderidos à pele, formam um grande contingente de radicais livres, com formação de espécies reativas de oxigênio, induzindo ao estresse oxidativo. Com isso, o corpo tenta se defender liberando mensageiros pró-inflamatórios em excesso, o que também traz como consequência o aumento do número de enzimas que degradam colágeno e elastina”, afirma.

Segundo ela, “as micropartículas – com o perdão da expressão – possuem ‘microparticularidades’ que assustam, sendo uma das mais conhecidas o PM 2.5, um material particulado de 2,5 micrômetros, algo realmente muito pequeno, 100 vezes menor que um fio de cabelo, mas com fortes agentes que se depositam na pele, causando danos à barreira cutânea, formação de radicais livres e envelhecimento celular”.

Esse micropoluente proveniente de diversas fontes, inclusive dos combustíveis, fumaças, indústrias e queimadas, gera a produção de radicais livres de carbono, de nitrogênio e de oxigênio, todos danosos à pele.

Segundo a dermatologista, o sabonete comum consegue eliminar as partículas maiores de poluição, no entanto as menores são capazes de adentrar os poros e causar danos. Por esse motivo, ela julga como fundamental incluir o uso de substâncias antioxidantes e antipoluição na rotina de beleza, especialmente no caso de pessoas que moram em grandes centros urbanos, metrópoles e megalópoles.

“Com relação aos antioxidantes, sua atuação clássica é combater o excesso de radicais livres – e isso é interessante para impedir os danos da poluição. São exemplos de antioxidantes clássicos a Vitamina C, Vitamina E, Resveratrol, Niacinamida (Vitamina B3) e Ácido Ferúlico”, recomenda.

Já o cosmético antipoluição – prossegue ela – pode ter diversos mecanismos e algumas substâncias antipoluição são incorporadas em filtros solares, justamente porque ajudam a formam um filme de proteção sobre a pele, impedindo a penetração das micropartículas.

Para limpar efetivamente a pele, a médica diz que é importante usar esfoliantes e tônicos (lembrando que a frequência varia de paciente para paciente).

“Essas etapas somam-se à limpeza e podem ajudar a reduzir a adesão dos poluentes. Complementar à limpeza, o uso de cremes de tratamentos anti-idade e antipoluição pode ser feito duas vezes ao dia, em formulações com Vitamina C e Niacinamida. A Vitamina C vai ajudar no reparo da pele, ao mesmo tempo em que estimula colágeno; enquanto a Niacinamida possui ação hidratante e estimuladora do fibroblasto”, diz a dermatologista.

“Nas clínicas, os procedimentos de limpeza de pele e microdermoabrasão podem ser feitos, desde que indicados pelo médico”, comenta.

Com Assessorias

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