Pesquisa avalia o impacto da pandemia na mobilidade dos idosos

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Se antes da pandemia cerca de um terço dos idosos no Brasil já apresentavam problema de mobilidade, como ficará esse cenário num momento em que boa parte dos idosos estão confinados em casa? As consequências sociais, psicológicas e físicas serão profundas e nesse momento invisíveis, dada a gravidade da situação da Covid-19.

O alerta é da fisioterapeuta Mônica Perracini, coordenadora do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional. Ela está à frente da Rede de Estudos em Mobilidade no Envelhecimento, projeto denominado de Remobilize, que avaliará o impacto da pandemia na mobilidade da pessoa idosa.

Mônica aponta ainda que é esperado que boa parte dos idosos diminua significativamente os níveis de atividade física durante a pandemia, o que pode acarretar em consequências negativas, como: declínio da força e da resistência muscular e comprometimento do equilíbrio corporal. O acompanhamento permitirá saber se os idosos irão conseguir retomar os níveis de mobilidade prévios a pandemia e ainda identificar possíveis consequências negativas, permitindo desenvolver ações preventivas e/ou de reabilitação.

O novo estudo contará com a participação de pesquisadores de universidades de diversos estados do Brasil e será conduzido por meio de questionários online e entrevistas por telefone. Pessoas acimas dos 60 anos, que terão dados coletados, serão avaliadas por profissionais em momentos distintos, como em três, seis e 12 meses após terem sido contatadas pela primeira vez.

A coordenadora do projeto justifica que a mobilidade dentro e fora de casa possibilita uma vida ativa, com propósito e significado na velhice, e com a pandemia diante do novo coronavírus, novos desafios estão surgindo para toda a sociedade, sobretudo para o público idoso.

As pessoas idosas estão sendo altamente afetadas. Não só porque têm maior risco de desenvolver as formas graves da Covid-19, mas também, pelas recomendações de distanciamento e isolamento social. A restrição da mobilidade nos espaços de vida, em particular fora de casa, leva a uma diminuição do nível de atividade física e resulta no comprometimento da capacidade funcional, dificulta o manejo das doenças crônicas e aumenta o risco de fragilidade”, argumenta a especialista.

Segundo a docente, a pesquisa visa identificar os impactos do isolamento social na trajetória da mobilidade ao longo dos 12 meses. Para ela, as pessoas idosas são muito diferentes entre si, com situações econômicas, de moradia e de suporte social distintas, e que com isso, os comportamentos em relação a pandemia podem ser influenciados em diversos aspectos de saúde física e mental.

Por fim, a especialista aponta que a mobilidade é um indicador da qualidade de vida na velhice e que mantê-la acima dos 60 anos de idade, é fundamental. Pessoas de todas as regiões do País, com 60 anos ou mais, podem participar. O acesso pode ser feito pelo celular ou computador por meio do https://pt.surveymonkey.com/r/Remobilize_Inicial

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