Falta de medicamentos no SUS ou no plano de saúde: o que fazer?

Conferência Livre de Acesso a Medicamentos vai discutir e aprofundar a construção das políticas do SUS com profissionais de saúde e sociedade

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Você já precisou de um medicamento que estava em falta no SUS ou no seu plano de saúde? Seguir o tratamento corretamente é muito importante para a qualidade de vida do paciente e a falta de medicamentos no sistema de saúde pode impactar a vida de milhares de brasileiros. Mas o que fazer em caso de falta de medicamentos? Assista este vídeo até o final e saiba o que fazer neste tipo de situação.

No dia 18 de abril, acontece a Conferência Livre com o tema “Acesso a Medicamentos em Defesa da Vida”, uma iniciativa da Escola Nacional dos Farmacêuticos (ENFar), Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) Conselho Nacional de Saúde (CNS),  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), organizadores do Projeto Integra, e pela Frente Parlamentar em Defesa da Assistência Farmacêutica.

O evento vai discutir e aprofundar a construção das políticas do Sistema Único de Saúde (SUS) com os profissionais de saúde e com a sociedade. Buscando permitir a participação do maior número de pessoas, a conferência livre ocorrerá de forma híbrida, presencialmente em Brasília no Auditório Freitas Nobre no anexo IV da Câmara dos Deputados e de forma remota pelo YouTube do Instituto ENFar. Mais informações AQUI.  Inscreva-se, participe on-line e envie sua proposta.

Podem participar da conferência livre, pessoas que atuam no movimento sindical farmacêutico e de outras categorias ligadas a saúde, pessoas que atuam no controle social da saúde, usuários do SUS, gestores, trabalhadores da saúde do serviço público e do serviço privado, militantes da saúde, estudantes, academia e pesquisadores de todo Brasil. 

Durante a conferência livre serão realizadas duas mesas de debates. Uma vai discutir as estratégias de futuro para o acesso a medicamentos no Brasil e a outra o acesso a medicamentos como parte fundamental no processo de cuidado da população. 

Entre os palestrantes convidados está Priscila Torres, conselheira nacional de Saúde pela Biored, uma rede de associações de pacientes unidas em prol de medicamentos biotecnológicos seguros e de qualidade. A ativista participa da Mesa 2, que será realizada no período da tarde, com o tema ‘Acesso a medicamentos como parte fundamental no processo de cuidado da população’.

“Com grande honra e responsabilidade, vou colaborar e representar os pacientes brasileiros que convivem com doenças crônicas, nos debates da Conferência Livre de Acesso a Medicamentos. Se você é paciente e depende de medicamentos fornecidos no SUS é importante se informar sobre os desafios de acesso enfrentados na sua jornada de acesso”, diz ela.

Segundo o farmacêutico, Jorge Costa, um dos coordenadores do projeto integra e Assessor da Vice-Presidência de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, o debate em torno destes relevantes temas tem a intenção de melhorar e garantir o acesso aos medicamentos pela população brasileira. 

“Há pouco tempo, nós percebemos a triste realidade da forte dependência do Brasil à importação insumos e medicamentos. Cabe, neste momento, o debate sobre como o Brasil vai se preparar para produzir endogenamente esses medicamentos e não ficar dependente da importação ou da transferência de tecnologia das indústrias farmacêuticas no mundo,” apontou. 

“É uma grande oportunidade para ampliar o diálogo entre os diferentes setores da sociedade na busca da construção de um Sistema Único de Saúde universal, integral, com equidade e com efetivo controle social”, disse Fabio Basílio, presidente da Fenafar, destacando a importância que tem este momento para a sociedade brasileira. 

Para a coordenadora geral do Instituto ENFar, Silvana Nair Leite, o debate sobre o acesso aos medicamentos deve refletir a realidade dos diversos atores do processo. “Precisamos que nossos debates reflitam no cotidiano dos profissionais, mas também no cotidiano de quem utiliza o SUS, os medicamentos e as tecnologias. Pensar a assistência farmacêutica, significa também pensar a Política Nacional de Ciência e Tecnologia, e o desenvolvimento industrial do país,” destacou. 

Sobre as conferências livres de saúde

As Conferências Livres de Saúde são espaços de debate e participação social para construção das políticas do Sistema Único de Saúde (SUS). Promovidas pela sociedade civil, são parte integrante do processo da Conferência Nacional de Saúde, que acontece a cada quatro anos como previsto na Constituição Federal. 

As conferências livres de saúde são etapas preparatórias para a 17ª Conferência Nacional de Saúde que será realizada de 2 a 5 de julho de 2023, com o tema “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã vai ser outro dia”.

O objetivo é debater o tema ou eixos temáticos da 17ª CNS, que Conferência será precedida por etapas municipais, que já estão ocorrendo, entre novembro de 2022 e março de 2023, e etapas estaduais e do Distrito Federal, que serão realizadas de abril a maio de 2023. No caso, a temática desta conferência livre, integra os objetivos do 3º Eixo da 17ª CNS: Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia. 

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