Calor intenso que surge do nada, seguido de suor e desconforto. Essas são algumas características das ondas de calor, sintoma que atinge 80% das mulheres, segundo estudo publicado no Jornal da Sociedade da Menopausa. Esses sintomas ocorrem durante o climatério, período em que há a redução da produção de hormônios pelos ovários, que geralmente atinge mulheres entre 40 e 65 anos. Com a queda da produção de hormônios e o fim do ciclo menstrual, surge a menopausa.
A condição se manifesta durante o climatério, portanto, todos os sintomas experimentados neste período também pertencem à menopausa, conforme explica Guerino de Marta, médico ginecologista do Hospital Metropolitano do Vale do Aço. Além das ondas de calor, de acordo com a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), em um primeiro momento, a chegada da menopausa pode provocar alteração no humor, tontura, dor de cabeça e baixa libido.
Esta fase na vida da mulher também pode contribuir para o surgimento de sintomas como irritabilidade, falta de sono, piora da memória e falta de disposição. A menopausa ainda pode provocar o ressecamento da vagina, pele, cabelo e unhas, a diminuição da secreção vaginal – levando muitas vezes à dispareunia (dor genital que ocorre durante a relação sexual).
Mas essa fase, caracterizada pela mudança repentina na produção de hormônios pelos ovários, pode ocasionar danos mais graves à saúde e a qualidade de vida da mulher, com maior risco para o desenvolvimento de doenças como o câncer de mama, osteoporose, alzheimer, AVC (acidente vascular cerebral) e também a depressão.
Risco de antidepressivos e ansiolíticos na menopausa
“A menopausa é um período associado a múltiplas transformações físicas e mentais no organismo feminino. É neste momento que a menstruação é interrompida e os ovários passam por uma queda abrupta na produção dos hormônios – este fenômeno recebe o nome de falência ovariana. Essa mudança repentina pode ocasionar danos à saúde e a qualidade de vida da mulher e desencadear problemas sérios, tal como a depressão”, explica Walter Pace, professor doutor em Ginecologia e titular da Academia Mineira de Medicina.
Por tudo isso, a menopausa é uma fase que requer acompanhamento médico individualizado a fim de se evitar possíveis doenças e transtornos emocionais. No entanto, é comum mulheres procurarem tratamentos alternativos com base em antidepressivos e ansiolíticos para minimizar os impactos da depressão no período da menopausa. Walter Pace alerta sobre os riscos desses medicamentos para a saúde da mulher.
“Infelizmente, em vez de tratar a causa (queda dos hormônios), são utilizados medicamentos antidepressivos que causam dependência e uma série de efeitos colaterais, sendo que, muitas vezes, só com o tratamento hormonal as pacientes já melhoram. É de suma importância que se faça um diagnóstico diferencial com o seu médico de confiança para compreender o que de fato é uma doença psiquiátrica ou uma questão relacionada à carência hormonal”, comenta o médico.
É preciso identificar sinais e sintomas relacionados à menopausa e buscar acompanhamento médico específico para cada caso. Buscar um tratamento individualizado pode fazer a diferença aos primeiros sinais de sintomas da menopausa. Além disso, um estilo de vida saudável com a prática de atividade física, alimentação equilibrada e manter bons relacionamentos na vida pessoal podem colaborar para minimizar eventuais problemas.
Relação com a queda nos hormônios nos ovários
Os hormônios possuem funções específicas e são fundamentais para garantir a dinâmica das atividades biológicas do corpo, pois regulam o crescimento, influenciam a vida sexual e promovem o equilíbrio interno, além de outros benefícios. “Os hormônios não fazem mal à saúde, aliás, são substâncias produzidas pelo nosso corpo, essenciais à vida ou qualidade de vida. O que faz mal é a carência ou o excesso, ou seja, o desequilíbrio hormonal causado pela falência do ovário”, explica o Dr. Pace.
O término da menstruação está associado a uma diminuição na produção dos hormônios sexuais femininos, produzidos pelos ovários, sobretudo, o estrogênio, a testosterona e a progesterona. O declínio da produção desses hormônios pode acarretar episódios de depressão, falta de estímulo para conduzir situações do dia a dia e apatia.
Essas mudanças no organismo podem ser percebidas a curto, médio e longo prazos. Muitos especialistas explicam que alguns sintomas relevantes aparecem no período da transição para a menopausa e na pós-menopausa em geral.
A menopausa é a fase de vida em que ocorre a interrupção natural da menstruação, quando os hormônios femininos, como a progesterona e o estrogênio, não são mais produzidos pelos ovários. Esse período marca uma transição profunda na vida, quando elas deixam de menstruar e estar na idade reprodutiva, podendo, inclusive, vir acompanhada de
Diante disso, é fundamental que elas tenham conhecimento sobre a menopausa e busquem formas de tratamento adequadas e eficazes. A menopausa é um período associado a múltiplas transformações físicas e mentais no organismo feminino. É neste momento que a menstruação é interrompida e os ovários passam por uma queda abrupta na produção dos hormônios – este fenômeno recebe o nome de falência ovariana.
Menopausa causa Alzheimer e doenças cardíacas?
Estudos internacionais sugerem que há um maior risco de desenvolvimento do Alzheimer durante a menopausa. O mesmo ocorre em relação às doenças cardíacas, como infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral). O cérebro possui receptores do estrogênio, que consegue proteger o órgão, mantendo suas funções cognitivas. Com a queda do hormônio, pode ocorrer uma disfunção cognitiva.
No Dia Mundial da Menopausa, lembrado em 18 de outubro, Guerino de Marta, médico ginecologista do Hospital Metropolitano do Vale do Aço, indica como o corpo reage e o que fazer para cuidar da saúde durante o período.
“Com as alterações das taxas hormonais, as mulheres também podem enfrentar dificuldades para adormecer e permanecer dormindo, mudanças no humor, dores durante a relação sexual e ressecamento na bexiga e uretra”, alerta o profissional.
“A redução do estrogênio também significa a redução de um elemento que protege o cérebro, tornando as mulheres mais vulneráveis ao Alzheimer”, explica o especialista.
Além do cérebro, o estrogênio também é um protetor do coração. Isso porque ele estimula a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando o fluxo do sangue.
“Com a chegada da menopausa, o nível desse hormônio diminui, assim como a dilatação das veias, aumentando o risco de coagulação e desenvolvimento de algumas doenças cardiovasculares, entre infarto, hipertensão e AVC”, ressalta Guerino de Marta.
Os 5 principais sintomas da menopausa, segundo elas
Falta de energia, baixa libido, alteração de humor, insônia e ansiedade. Esses sintomas impactam cerca de 80% das mulheres durante a menopausa, conforme pesquisa realizada pela femtech Plenapausa com mais de 1000 mulheres.
O fato é que a junção de alguns sintomas atrapalham essas mulheres em suas rotinas – 46% das mulheres ouvidas, se sentem menos produtivas no trabalho, fora as alterações de humor, ansiedade, insônia e até depressão – e ter o conhecimento do que fazer para aliviar e viver melhor é fundamental.
A data alerta mulheres sobre as mudanças que acontecem com seus corpos na meia-idade e as incentiva a procurar um especialista para melhorar sua saúde e a qualidade de vida de modo geral.
A plataforma já ouviu mais de 5000 mulheres e os sintomas de desconforto relatados por elas durante a menopausa se mantém os mesmos. Mas, de acordo com a pesquisa, 46% das mulheres entrevistadas não estão fazendo nada para aliviar os sintomas, enquanto 28% usam alguma vitamina ou suplemento e 17% fazem uso de algum medicamento fitoterápico.
Tratamentos indicados
Nesta fase é fundamental que as mulheres busquem informações e tratamentos com o seu médico ginecologista, para que possam avaliar o seu diagnóstico e introduzir a forma mais eficaz de conforto e qualidade de vida.
A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) recomenda ações para minimizar os desconfortos causados pela menopausa:
1 – Pratique atividades físicas, principalmente exercícios aeróbicos e de fortalecimento da musculatura;
2 – Converse com o seu médico sobre o consumo diário de cálcio (uso de suplementos);
3 – Exercite seu cérebro em jogos de raciocínio e palavras cruzadas;
4 – Aprenda a ter bons hábitos de sono;
5 – Faça uma lista junto ao médico de prós e contras sobre a terapia de reposição hormonal.
Com Assessorias
[…] Menopausa e depressão: por que o problema atinge tantas mulheres? […]