Médico dorme no hospital e paciente morre sem atendimento

Médico pagou fiança de R$ 10 mil e está livre, mas pode ser preso por homicídio culposo e ter seu registro cassado pelo Cremerj

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O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu sindicância para apurar o caso do médico preso em flagrante quando dormia enquanto uma mulher morreu esperando por atendimento no último dia 30, no Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio.

“Todo o procedimento corre em sigilo, seguindo os ritos do Código de Processo Ético-Profissional. As punições previstas vão de advertência até cassação do registro profissional”, informou a assessoria do Cremerj.

O médico, cuja identidade não foi revelada, foi detido por policiais militares do 6° Batalhão (Tijuca) enquanto dormia no alojamento da unidade.  Acusado pela família da paciente de omissão de socorro, ele foi liberado na 20ª DP (Vila Isabel), depois de pagar uma fiança de R$ 10.000.

A Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado e ele pode responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), previsto no artigo 121 do Código Penal, cuja pena é de 1 a 3 anos de detenção. “A pena é aumentada em um terço se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício”, diz o documento.

A Assessoria de imprensa da PM afirmou que os policiais do 6° BPM atenderam, no início da madrugada, a um chamado de uma mulher alegando omissão de socorro a uma parente no hospital. Ao chegar na unidade, a equipe foi informada pela mulher que, por volta de 1h30, a paciente tinha feito exames e aguardava o retorno do médico.

Por volta das 4 horas da madrugada, ainda sem um novo atendimento, os policiais entraram no hospital para localizar o plantonista, que foi flagrado dormindo no alojamento. De acordo com os policiais, ele se recusou a levantar. Uma outra médica fez o atendimento e constatou a morte da vítima.

Hospitais federais em crise no Rio

Inaugurado em 1945, o Hospital Federal do Andaraí tem o maior número de atendimentos de emergência na rede federal no Rio, atualmente oferecendo 248 leitos, incluindo emergência, UTI adulto e diversas especialidades.

Ao lado dos hospitais federais da Lagoa, de Ipanema, de Bonsucesso, dos Servidores do Estado, e Cardoso Fontes (Jacarepaguá), a unidade do Andaraí enfrenta uma profunda crise.

Equipes temem que mais leitos sejam fechados na cidade. A redução do quadro de funcionários atingirá as seis unidades cariocas, onde a situação já é grave, segundo o Censo Público Hospitalar.

Com informações do Diário do Rio

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