O cenário da saúde pública no Rio de Janeiro ganhou um reforço histórico nesta quinta-feira (22). Em visita aos principais institutos federais de saúde na cidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, oficializou a entrega de novas alas, tecnologias de ponta e a contratação de milhares de profissionais. O pacote faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que está injetando R$ 170 milhões na rede federal fluminense para reduzir filas e humanizar o atendimento.

Para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS), as novidades significam esperança e dignidade. No Instituto Nacional de Câncer (Inca), a inauguração de uma nova ala pediátrica mudou o tom do tratamento oncológico. O espaço foi projetado para oferecer bem-estar a cerca de 80 crianças e adolescentes atendidos diariamente. Além do ambiente acolhedor, o Inca agora conta com cirurgia robótica, elevando a precisão de procedimentos complexos.

Inovação que vem do próprio corpo e do DNA

No Instituto Nacional de Cardiologia (INC), a medicina do futuro chegou ao presente. Com um investimento de R$ 25 milhões, foi inaugurado o serviço de sequenciamento genético para diagnóstico de doenças raras, com capacidade para realizar 20 mil exames.

Já no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), a grande novidade é o Centro de Atenção em Ortobiológicos, iniciativa pioneira no SUS, voltada ao desenvolvimento de terapias inovadoras e cirurgias minimamente invasivas para tratar doenças ortopédicas.

São procedimentos inovadores que vão consolidar novos tipos de tratamento, tornando o INTO uma referência para a população brasileira e também para o mundo no uso dessa nova tecnologia”, afirmou o o ministro Alexandre Padilha, em visita ao instituto.

Nova tecnologia pode evitar cirurgias de prótese

Com a novidade, a expectativa é que o Into tenha condições de ampliar o acesso a tratamentos que podem reduzir a necessidade de cirurgias de grande porte e acelerar a recuperação dos pacientes. A proposta é oferecer alternativas terapêuticas capazes de reduzir a dor, melhorar a mobilidade e, em muitos casos, adiar ou até evitar cirurgias de prótese. 
O novo Centro de Atenção em Ortobiológicos reúne ações de pesquisa, assistência e inovação, com foco em terapias ortobiológicas aplicadas a pacientes com doenças articulares, como a osteoartrite. A técnica utiliza substâncias do próprio organismo do paciente para acelerar cicatrizações e evitar o desgaste de tecidos.
É uma abordagem inovadora, com potencial para transformar a política de saúde pública em ortopedia no país. Os tratamentos ortobiológicos permitem ampliar o acesso dos pacientes, com menor custo e bons resultados clínicos, contribuindo para evitar o agravamento da osteoartrite e reduzir a necessidade de cirurgias mais complexas, como a prótese total do joelho”, afirma o diretor do Into, José Paulo Gabbi.
Com o avanço dos estudos, de acordo com o Into, a expectativa é que a proloterapia possa, futuramente, ser incorporada como alternativa terapêutica na rede pública de saúde, ampliando as opções de tratamento para pacientes com osteoartrite do joelho e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida.

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O foco no paciente: “Mais pessoas operadas com dignidade”

Reforço estrutural amplia capacidade cirúrgica e reduz tempo de espera no SUS

Mais do que máquinas e obras, o plano de requalificação foca na assistência direta. Durante a visita ao Into, o ministro Alexandre Padilha ressaltou que a meta é colocar os institutos em sua capacidade máxima de operação.

São mais leitos abertos, mais salas cirúrgicas funcionando e mais pessoas sendo operadas e acompanhadas com dignidade. No Rio de Janeiro, estamos retomando estruturas que ficaram represadas por anos e recolocando a rede federal como referência para o Brasil”, afirmou o ministro.

A meta para 2026 é ambiciosa: saltar de 7 mil cirurgias realizadas no último ano para mais de 12 mil procedimentos até o final de 2026, ampliando o acesso a procedimentos ortopédicos de alta complexidade e contribuindo diretamente para a redução do tempo de espera no SUS no Rio de Janeiro.

Para viabilizar esse crescimento, o Ministério da Saúde firmou um convênio com a Fiocruz para a contratação de 2.059 profissionais, garantindo que as equipes estejam completas para operar os novos leitos. O Into reforçou sua estrutura assistencial com a chegada de mais de 200 novos profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, contratados por meio de processo seletivo.

Com o reforço da equipe, o Instituto passa a operar em capacidade máxima. “Pela primeira vez, em 2026, o INTO vai utilizar 100% da sua capacidade, com todas as salas cirúrgicas e leitos de enfermaria em funcionamento. ”, concluiu o ministro da Saúde.

A retomada da rede federal no Rio

 

Os novos serviços nos institutos somam-se a um esforço maior de recuperação da rede federal no estado, que enfrentou anos de sucateamento. Um dos símbolos dessa “virada de página” é o Hospital Federal de Bonsucesso. Sob nova gestão, a unidade recebeu 2 mil novos profissionais e 218 novos leitos desde 2024.

Confira as principais entregas por unidade:

  • Into: Inauguração do Centro de Ortobiológicos, reabertura de 40 leitos de enfermaria e 5 salas cirúrgicas.

  • Inca: Nova pediatria oncológica, implantação de cirurgia robótica e previsão de 784 novos profissionais para 2026.

  • INC: Sequenciamento genético, Centro de Telessaúde, nova sala híbrida para procedimentos de alta complexidade e cirurgias aos sábados.

  • Hospital de Bonsucesso: Modernização da estrutura com novos aportes de R$ 31,7 milhões previstos para este ano.

Com essas ações, o programa Agora Tem Especialistas busca não apenas oferecer tecnologia de ponta, mas garantir que o paciente do Rio de Janeiro encontre no SUS um atendimento ágil e, acima de tudo, humano.

Com informações do Ministério da Saúde e Into

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