Em um marco histórico para a saúde pública nacional, o Brasil celebra o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) com o avanço da produção de insulina glargina, um medicamento essencial e moderno, por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs). A iniciativa, liderada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz e a Biomm, garante o fornecimento contínuo e a segurança tecnológica para milhões de brasileiros.

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo gigante rumo à autossuficiência e à inovação em saúde. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta segunda-feira (17/11) a entrega do primeiro lote de 2,1 milhões de unidades de insulina glargina produzido com tecnologia transferida por meio de uma PDP, reforçando o estoque para o tratamento de pessoas com diabetes tipos 1 e 2.

A aquisição do medicamento, antes dependente do mercado externo, é resultado da PDP firmada entre o laboratório público Bio-Manguinhos (Fiocruz), a empresa brasileira Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee. O acordo prevê a transferência completa de tecnologia, incluindo, de forma inédita na América Latina, a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) na nova planta da Fiocruz no Ceará.

Um grande dia para o Sistema Único de Saúde e para a soberania do Brasil. Uma grande parceria que traz garantia e segurança para os pacientes que têm diabetes no país,” destacou o ministro Alexandre Padilha, ressaltando o uso do poder de compra do SUS para impulsionar o desenvolvimento industrial brasileiro.

  • Entrega inicial: 2.109.000 unidades de insulina glargina.

  • Previsão até o final do ano: Mais 4,7 milhões de unidades.

  • Investimento total (Novo PAC): R$ 510 milhões.

  • Capacidade final: Cerca de 70 milhões de unidades anuais.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, celebrou o marco, afirmando que “é a ciência e tecnologia a favor do fortalecimento do SUS e diminuindo a dependência do mercado externo”. A transferência de tecnologia para o Brasil é crucial, pois, ao final do processo, o país terá o domínio completo de todas as etapas de produção, desde o IFA até o produto acabado.

Avanço em tratamento para milhões

A insulina glargina é uma das formulações mais modernas, de ação prolongada por 24 horas, que exige aplicação única diária, oferecendo maior flexibilidade e qualidade de vida aos pacientes. No Brasil, cerca de 16,6 milhões de adultos convivem com diabetes, o que coloca o país como o sexto no ranking mundial de casos.

A garantia do fornecimento nacional deste biofármaco estratégico reforça a assistência integral que o SUS já oferece, que inclui diagnóstico, monitoramento, medicamentos orais e quatro tipos de insulina (NPH, Regular, e as análogas de ação rápida e prolongada).

Além da glargina, o Ministério da Saúde mantém uma PDP para a produção das insulinas NPH e Regular, com a expectativa de produzir 8 milhões de unidades até 2026, com um investimento de R$ 142 milhões.

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Impacto no mercado e a liderança da Biomm

Fábrica da Biomm no Brasil fica em Nova Lima, Minas Gerais (Fotos: Phillipe Guimarães / PhillsBr)

A produção nacional de medicamentos estratégicos, como a insulina glargina, não apenas garante a saúde da população, mas também gera emprego, impulsiona a economia nacional e consolida o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) como pilar de desenvolvimento.

O avanço na produção nacional de insulina glargina também impulsionou o desempenho da Biomm. O lucro bruto da empresa cresceu 129% no 3º trimestre de 2025 (3T25) em comparação com o mesmo período de 2024.

A insulina Glargilin, produzida pela companhia, ampliou sua participação no mercado total de insulina glargina de 27% para 39% no 3T25, um ganho de market share significativo antes mesmo do início do fornecimento através da PDP.

O resultado do terceiro trimestre demonstra a consistência de nossa estratégia e a eficiência na execução operacional. […] Esses números, somados aos ganhos de market share, reforçam a competitividade da companhia e o nosso compromisso com a geração de valor de longo prazo para o sistema de saúde brasileiro”, afirmou o CEO da Biomm, Heraldo Marchezini.

Com Assessorias

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