Folia saudável, sem ‘doença do beijo’ nem DSTs

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Da quase inocente doença do beijo a riscos de se contaminar por uma doença que ainda não tem cura.  O Carnaval  é um turbilhão de emoções e também de muitos perigos à saúde. Tradicionalmente, é o período do ano mais propício para os riscos de contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DST). Já um simples beijo pode causar doenças como a mononucleose e o herpes labial, que são transmitidas pela saliva.

A  mononucleose, também conhecida como ‘doença do beijo’ é benigna, podendo em alguns casos se apresentar em formas mais severas sendo os sintomas a febre, dor de garganta, aparecimento de gânglios submandibulares, dor articular e aumento do baço. Já o herpes tem como principal característica o aparecimento de lesões vesiculares ao redor dos lábios.

“No Carnaval, devido à descontração, o consumo elevado de álcool e a própria cultura da festa, as pessoas ficam mais propícias aos “relacionamentos rápidos” e ao sexo casual. Caso não usem o preservativo, se tornam vulneráveis a DSTs, como a tricomoníase, gonorreia, clamídia, sífilis, hepatite B, HPV e HIV. Todas elas são transmitidas pela relação sexual seja ela vaginal, anal e oral e até mesmo com o contato com o líquido seminal ou lubrificação vaginal”, explica o ginecologista do Hospital Caxias D’Or, João Marcello Guedes.

O médico urologista Rafael Buta, da Aliança Instituto de Oncologia, de Brasília, diz que, passado o período de folia são recorrentes no consultório episódios de gonorréia e a clamídia, que causam uretrite no homem e doença inflamatória pélvica na mulher. Além destas, o HPV, a Herpes e a sífilis são consideradas doenças comuns após o paciente ter relação sexual sem o uso de preservativo.

Na tricomoníase, gonorreia e clamídia o sintoma mais comum é o corrimento vaginal com odor, que pode estar associado à dor pélvica ou dor durante a relação. Já a sífilis pode causar o aparecimento de lesões genitais tipo úlcera indolores. A Hepatite B tem como principais sinais a dor abdominal, febre, mal-estar e aparecimento de coloração amarelada na pele (icterícia), enquanto que o HPV tem o aparecimento das verrugas genitais como o principal alerta, podendo ser responsável também pelos cânceres de colo de útero, vulva e vagina. Com sintomas iniciais inespecíficos como febre e mialgia, o HIV só é diagnosticado através da realização de testes sorológicos e moleculares.

As consequências das DSTs podem variar de acordo com a gravidade de cada doença. A gonorreia, por exemplo, pode causar uma inflamação na uretra, no canal urinário do homem ou no canal genital da mulher. Com o tempo são geradas cicatrizes que podem obstruir o fluxo urinário, podendo resultar até mesmo na infertilidade. A sífilis, se não tratada, pode espalhar-se pelo corpo e causar lesões neurológicas. Já o HPV é a principal causa de câncer de colo de útero nas mulheres e também está relacionado ao câncer do canal anal tanto no público masculino quanto no feminino.

Diagnóstico precoce e prevenção

Os especialistas são enfáticos: a camisinha deve ser a companheira indispensável nos dias de festa para que o Carnaval seja aproveitado com responsabilidade e segurança.  “O vírus HIV, causador da Aids, sífilis, hepatite B e C e o HPV são as doenças mais graves que podem ser adquiridas em relações sexuais sem preservativo e podem ser evitadas com este cuidado. A prevenção das doenças é feita com o sexo seguro, sexo apenas com preservativo”, enfatiza Rafael.

Segundo o médico, para a maioria das doenças, a proteção com a camisinha é bem eficaz. Entretanto, em casos de lesões, como HPV e outras doenças, que podem surgir em outras regiões além do pênis, como na virilha, região pubiana e na bolsa testicular, o preservativo não protege 100%.

Para curtir a folia com saúde, o diagnóstico prévio e conhecimento sobre qualquer doença também deve ser avaliado. “Um dos principais problemas não apenas no Carnaval é não identificar e não tratar corretamente estas doenças, e consequentemente, o paciente continuar transmitindo essas doenças para outros parceiros”, ressalta o urologista.

Qualquer ferida que surja na área genital pode indicar a incidência de alguma DST. No caso de aparecimento de ínguas, bolhas, feridas, coceira e odor diferente, o médico deve ser consultado imediatamente para o diagnóstico correto. “Qualquer lesão ou anormalidade na região genital que aparecer depois de uma relação sem proteção é indicativo de DST”, explica o médico. Ardência na hora de urinar e corrimentos também são sintomas sugestivos de doenças.

Biquíni molhado e Viagra demais

Considerada a temporada oficial da paquera, é durante o Carnaval também que muitos homens e mulheres passam o dia inteiro na folia e acabam esquecendo de ter cuidados básicos com a higiene íntima e o mau uso de estimulante sexual. No frisson da alegria, muitas mulheres esquecem de ter atenção com a higiene e podem colocar a saúde em risco, como por exemplo, ao passar o dia inteiro com o biquíni ou short molhados.

“O calor e a umidade da região são ingredientes para a proliferação de fungos e, sem saber, elas estão contribuindo diretamente para o surgimento da candidíase”,  ressalta a ginecologista Iara Linhares. Estima-se que a doença afetará quase 75% das mulheres em idade reprodutiva pelo menos uma vez na vida, é o que diz o Centers for Disease Control and Prevention.

Já os homens também merecem atenção e estão suscetíveis a um sério risco devido ao mau hábito de usar estimulantes sexuais, quase sempre sem necessidade ou indicação médica. “Na onda da azaração, eles não fazem ideia dos perigos que podem ocorrer pela utilização indiscriminada desses medicamentos”, afirma o urologista Eduardo Bertero. Hoje a disfunção erétil (famoso falhar na hora “H” ou brochar) é considerada o principal temor de 42% dos homens, segundo pesquisa recente da Sociedade Brasileira de Urologia.

Somado a esses pontos sensíveis, ainda temos o alto índice de relações sexuais desprotegidas. Sexo sem camisinha, mulheres/homens suscetíveis a candidíase e homens sujeitos as sérias consequências dos estimulantes. Isso sem falar no número ascendente de gravidez não planejada dos chamados “filhos do Carnaval”. Mas aí já é assunto para outro post…

Da Redação, com assessorias

 

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