Ejaculação precoce atinge 1 a cada 3 homens acima dos 18 anos 

Entenda as causas da disfunção sexual que pode interferir no humor e na vida pessoal e social do homem e deve ser tratada de forma conjunta

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Diagnosticada em cerca de 30% dos pacientes já a partir dos 18 anos, a ejaculação precoce atinge 1 a cada 3 homens adultos no país interferindo nos relacionamentos e na vida social. Os casos podeter origem de fundo emocional e afetar pessoas com ansiedade, refletindo nas relações de trabalho, no humor e na família.  

A medicina classifica a ejaculação precoce quando o homem ejacula em até 1 minuto antes, durante ou após a penetração, mas o que deve ser levado mesmo em consideração para o diagnóstico é o tempo em que o casal chega ao orgasmo, mesmo que isso aconteça em 2 minutos, explica o membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), presidente da Latin American Society for Sexual Medicine (SLAMS) e membro internacional da American Urological Association (AUA), Fernando Facio.  

“O importante é o grau de insatisfação do casal que te procura. Às vezes, é preciso mais tempo para o orgasmo e, outra vezes, menos. Além de interferir na vida do homem em vários aspectos, há casos de tensão urinária e dores pélvicas. São fatores que fazem com que o ato sexual desencadeie estímulos para ejacular muito rápido, livrando o organismo da dor”, diz o médico.   

Segundo Facio, ao fazer a história clínica do paciente, o mais importante para o diagnóstico de ejaculação precoce está no que se permite ao homem verbalizar no consultório e, a partir daí, o médico verifica se o caso se enquadra ou não como uma disfunção sexual masculina. Se for classificado como ejaculação precoce, a palavra-chave para a condução do caso, de acordo com Facio, é o acolhimento. 

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“A partir das questões e queixas apresentadas no consultório, o diagnóstico será melhor elaborado se o médico tiver a acolhida em sua performance. Feito o diagnóstico, é importante o paciente entender que podemos trabalhar em conjunto, prescrevendo um medicamento para retardar a ejaculação, orientando para a busca por terapia, contando com o apoio da parceira ou do parceiro. Assim, o paciente se sente mais confortável e confiante para ter resultados positivos”, destaca.  

Além da medicação, o homem precisa de orientação para entender se pode, por si próprio, melhorar a capacidade de controlar a ansiedade ou se precisa de um profissional da área para ajudar, explica o médico.  

“Muitas vezes ele pensa que terá consulta única no terapeuta ou que é uma questão de hipersensibilidade no pênis. Ele precisa entender que pode ser de fundo emocional e receber um tratamento conjunto e contínuo. Assim, vai ganhando no dia a dia. O homem passa a ser o protagonista e o remédio, o coadjuvante”, observa.  

Por conta do Dia do Homem, celebrado no sábado (15/7), a farmacêutica FQM lançou a campanha Saúde a Dois, com o objetivo de trazer esclarecimentos importantes sobre a saúde sexual dos casais. Informações fornecidas por especialistas podem ser consultadas no portal. A iniciativa conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). 

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