Depressão: como ajudar e evitar que chegue ao suicídio

Especialistas prepararam algumas dicas para identificar quadro de depressão. Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito pelo sofrimento dela é uma delas

Prevenção ao suicídio
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Você já tentou ajudar uma pessoa com depressão em algum momento? Não é fácil, mas é possível. E muitas vezes, uma palavra de incentivo pode ajudar a reverter um quadro mais grave que poderia levar ao ato mais desesperado de quem sofre com o problema. Neste Setembro Amarelo, dedicado à ações de prevenção ao suicídio, o tema depressão volta à tona. E é neste contexto que especialistas do Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), ligado à Rede D´Or, no Rio de Janeiro, prepararam algumas dicas para combater o problema. Aceitar a queixa da pessoa e ter respeito pelo sofrimento dela é uma delas.

“É bastante difícil compreender o motivo que leva uma pessoa a cometer um suicídio, e outras em situações similares não o fazem. Contudo, precisamos levar em conta os fatores emocionais, psiquiátricos, religiosos e socioculturais. Os principais fatores de risco são história de suicídio na família ou de tentativas anteriores de suicídio, e história de transtorno mental. Além disso, perdas recentes podem motivar o ato. Um ponto de atenção é quando a pessoa fala repetidamente sobre o tema da morte ou sobre suicídio”, ressalta a psicóloga do Hospital Rios D’Or, Mariana Guedes.

A depressão já é considerada um dos principais desencadeadores do suicídio. Todos os anos, no mundo, mais de um milhão de pessoas tiram a própria vida, taxa superior às vítimas da Aids e a maioria dos tipos de câncer. Em 2020, a previsão de aumento é de 1,5 milhão de mortes por suicídio ao ano.  Por ser considerado ainda um tema “tabu”, as pessoas fogem do assunto e, por medo ou por desconhecimento não conseguem reconhecer sinais de que uma pessoa próxima está com ideias ou comportamento suicida.

O neurocientista Paulo Mattos, coordenador do Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), no Rio de Janeiro, afirma que a depressão é uma doença que pode afetar pessoas de diversas idades. “Por isso, é importante estar atento a certos sintomas, como fadiga ou perda de energia constante, baixa autoestima, distúrbio de sono (insônia ou sonolência excessiva), estado com o humor triste quase todos os dias, entre outros. O acompanhamento médico é essencial para a evolução do paciente, assim como a participação de amigos e familiares durante este processo”, ressalta.

Formas de ajudar quem está com depressão

  • Achar um lugar adequado, onde possa acontecer a conversa com uma privacidade razoável;
  • Acolher a dor e o sofrimento, escutando atentamente e com interesse o que a pessoa diz, com calma e sem julgamentos para facilitar a comunicação;
  • Expressar respeito pelas opiniões e pelos valores da pessoa;
  • Demonstrar preocupação, cuidado e afeto por ela;
  • Orientar e acompanhar a busca por profissionais.

Conheça outros fatores de risco:

– Comportamento retraído ou dificuldade para se relacionar com parentes e amigos;

– Alcoolismo;

– Ansiedade, pânico;

– Mudança na personalidade, irritabilidade, agressividade;

– Pessimismo, depressão;

– Mudança no hábito alimentar ou no padrão de sono;

– Sentimento de culpa, de se sentir sem valor;

– Perda recente importante (separação, divórcio, morte);

– Sentimentos de solidão, desesperança;

– Doença crônica limitante ou dolorosa.

Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA)

Tanto a depressão quanto a ansiedade são relativamente comuns e podem afetar a atenção e a memória. O aprendizado de crianças e adolescentes, por exemplo, fica comprometido na maioria dos casos. Entretanto, é preciso fazer um diagnóstico preciso entre dificuldades que são secundárias à depressão e dificuldades de aprendizado que, secundariamente, levam à depressão por conta do fracasso acadêmico. Este pode ser um diagnóstico muito difícil, e por isso, o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) se associou, em 2012, ao Centro de Neuropsicologia Aplicada (CNA), que se dedica ao diagnóstico de dificuldades de atenção, memória, linguagem e aprendizado desde 1992.

Lá, a equipe liderada pelo neurocientista Paulo Mattos realiza o exame neuropsicológico, que avalia o histórico de sintomas e o comportamento, além das funções intelectuais do paciente, que são: a memória, a linguagem, a percepção visual, a capacidade de planejamento e o controle de impulsos. “No exame, cada uma dessas funções é avaliada de modo objetivo e, depois, é realizado uma correlação de todas elas”, explica Mattos.

“No caso de queixas de desatenção, esquecimento, dificuldades de planejamento e até mesmo impulsividade, é fundamental distinguir se elas estão dentro do limite da normalidade ou se fazem parte de um problema que precisa de acompanhamento clínico. O exame neuropsicológico apresenta uma avaliação detalhada, auxiliando o profissional que está responsável pelo caso”, finaliza.

Além de pesquisas científicas, o CNA realiza atendimentos externos. A unidade fica na Rua Diniz Cordeiro, 30, Botafogo, no Rio de Janeiro

Fonte: Rio´s D´Or e CNA

 

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