Dá para tomar cerveja sem engordar?

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Nutricionista alerta para consumo da bebida preferida dos brasileiros
Nutricionista alerta para consumo da bebida preferida dos brasileiros

Hoje é sexta-feira, dia de encontrar os amigos após o trabalho e tomar aquela cerveja gelada, certo?! O programa de boa parte dos brasileiros – e cariocas – ganha ainda mais força nesta primeira sexta-feira de agosto, Dia Internacional da Cerveja. Uma das bebidas mais populares e consumidas do mundo já conta com versões light, sem álcool e agora também ‘low carb’ (com menos carboidrato do que o normal).  Tudo com o objetivo de derrubar recomendações médicas de que a loira (ou morena) preferida dos brasileiros faz mal e engorda.

A indústria aposta na propaganda, garantindo que cervejas ‘low carb’ têm menos calorias e carboidratos em relação às tradicionais.  Mas a nutricionista Fernanda Faustino Ribeiro, pós-graduada em Nutrição Clínica, adverte: “Qualquer tipo de cerveja, se consumida em excesso, altera as taxas de cortisol, hormônio que controla o sistema imunológico e que, quando alterado, acaba degradando massa muscular e favorecendo o aumento de gordura abdominal.”

Já Daniel Wolff, sommelier de cervejas e diretor a rede de loja especializada em cervejas artesanais Mestre-Cervejeiro.com, garante que é mito a afirmação de que cerveja engorda. “Alguns estilos de cerveja são menos calóricos que outros, dependendo do processo de produção e do teor alcoólico. O impacto na cintura de quem está degustando vai depender também da quantidade ingerida”, ressalta.

Segundo ele, ao comparar com doses iguais, a cerveja geralmente tem menos calorias do que o vinho, a cachaça ou até mesmo o suco de laranja. “O ideal para quem evitar engordar é beber com moderação, dar preferência a estilos menos encorpados e com teor alcoólico mais baixo, além de optar por petiscos leves para acompanhar, como palmito com azeite e orégano, queijos brancos e rolinhos de peito de peru com rúcula”, destaca.

A moda das cervejas ‘low carb’ nas academias Segundo Fernanda, muitas pessoas que praticam exercícios físicos regularmente e mantêm uma dieta equilibrada com o objetivo de preservar a boa forma estão aderindo à moda das chamadas cervejas low carb. Um dos perigos, segundo a nutricionista, é que as pessoas, ao acreditarem nos benefícios apresentados nas propagandas e acharem que o produto não causa tantos danos quanto a versão tradicional, podem aumentar o consumo, o que é um grande erro. “É uma ilusão essa ideia de que se o paciente tomar a cerveja low carb, ele conseguirá, ainda assim, manter um corpo saudável e o bom rendimento nos treinamentos físicos. “Ainda que a cerveja seja rica em levedo de cerveja (vitaminas do complexo B) e melhore a imunidade, existem alimentos que desempenham a mesma função e são muito mais nutritivos. O consumo de vinho tinto (fonte de antocianinas e antioxidante) seria mais recomendável, mas com moderação”, destaca. Além disso, se for comparar a “low carb” com a cerveja tradicional, percebe-se que a diferença de calorias é irrelevante, além de o teor alcoólico ser muito parecido. “Se o paciente bebe muito no fim de semana, como ele terá disposição ou energia para malhar na segunda-feira, por exemplo?”, questiona. Para quem está num processo de reeducação alimentar, se hidrata e se alimenta adequadamente, não é recomendável o consumo de cerveja sendo ‘low carb’ ou não. Além disso, a nutricionista alerta que a combinação excessiva de cerveja com churrasco aumenta as taxas de ácido úrico, colesterol e triglicerídeos, podendo gerar também problemas hepáticos. De acordo com Fernanda, a manutenção da boa forma e da saúde é resultado de um processo integral de reeducação alimentar e da prática de exercícios físicos regulares. Por isso, é fundamental ter sempre moderação no consumo da bebida, independentemente do tipo de cerveja escolhido. O ideal, diz ela, é não beber todo final de semana. Mas se for beber, o consumo deve ser de no máximo dois copos em um dia da semana a cada 15 dias. E para quem busca emagrecer, ela diz que não existe segredo e reforça: “A melhor receita é fugir dos modismos, focar na reeducação alimentar e na prática de exercícios físicos. Esse é o caminho para quem deseja perder peso de forma saudável. Nutrição é, antes de tudo, saúde. A estética é uma consequência disso”. Curiosidades da queridinha dos brasileiros O sommelier de cervejas Daniel Wolff listou algumas curiosidades sobre a ‘queridinha’ dos brasileiros. Confira: – Cerveja em lata é pior que em garrafa (mentira) R. Geralmente, a lata costuma manter a cerveja fresca, conservando aromas e sabores, por um período de tempo maior. Isso porque, como o material é opaco, o líquido não sofre com a exposição ao sol. – Cerveja é sempre amarga (mentira) R. Existem três famílias de cervejas, desmembradas em mais de 100 diferentes estilos, alguns deles com chocolate, com frutas, como cereja, pêssego e framboesa. O que vai determinar o amargor da cerveja é a variedade do lúpulo e o tipo de torra do malte utilizado nela. Mas, no geral, temos disponíveis hoje cervejas que vão de extremamente adocicadas às com bastante amargor. – Cerveja artesanal é muito alcoólica (mentira) R. Depende do estilo. Há as mais alcoólicas e as menos alcoólicas, as mais amargas e as menos amargas, as mais e as menos encorpadas. Isso vai depender do estilo da cerveja. O fato de ela ser artesanal relaciona-se apenas aos processos de produção e à variedade e qualidade dos insumos nela utilizados. – Não existe diferença entre chope e cerveja (mentira) R. A origem do produto é de fato o mesmo. Mesmo processo de fabricação, mesmos insumos utilizados. Mas o armazenamento e o tipo de serviço são diferentes, o que interfere nas características da bebida. O chope, ‘Beer on tap’ – cerveja na torneira – ou ‘Draft Beer’ – expressão que denota a retirada do líquido do barril, por ser retirado direto da chopeira, costuma ser mais aerado, mais cremoso. A maioria das cervejas, diferente do chope, são pasteurizadas. Por isso, tendem a ser menos frescas e com sabores e aromas menos presentes. – Cerveja precisa de colarinho? (Verdade) R. Toda cerveja deve apresentar alguma quantidade espuma, que é um elemento fundamental para avaliar a saúde da bebida e ainda ajuda na preservação de sua temperatura. Se uma cerveja não tem espuma é porque não está bem carbonatada – tendo um defeito de fábrica -, houve algum problema no armazenamento ou ela não foi servida da maneira adequada. O tipo de espuma e a sua estabilidade variam de estilo para estilo. Alguns, principalmente os ingleses, têm pouca formação de espuma e ela permanece como uma fina camada. Já as belgas, por exemplo, têm uma formação bastante expressiva e a permanência no copo faz parte do visual. – Cerveja preta é só pra tomar no frio? (Mentira) R. O que vai dizer se uma cerveja é mais indicada para o frio são fatores como o corpo da cerveja — ou seja, o peso do líquido na boca — e teor alcoólico, que são duas características que passam uma sensação acolhedora. Existem cervejas claras, que, por serem alcoólicas e densas, são mais indicadas para o outono/ inverno. E cervejas escuras que trazem um leve amargor, são menos encorpadas e com menor teor alcoólico, que são perfeitas para as estações mais quentes. – O local de origem da água influencia no produto final? (Mentira) R. As características da água influenciam, sim, no produto final, ou seja, se ela é mole ou dura, a quantidade e os tipos de sais minerais presentes nela, o seu pH, etc. Contudo, a origem da água em nada influencia. Isso porque é possível trabalhar todos esses aspectos, modificando quimicamente a água que será utilizada na fabricação, deixando-a mais alcalina, por exemplo, favorecendo a produção de certos estilos de cerveja e, assim, influenciando produto final.

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