AGENDA POSITIVA

Crianças mais resilientes têm menos problemas comportamentais

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A Teoria de Darwin, de que os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, ganha sua versão nos estudos de saúde mental. Um trabalho que acaba de ser realizado com 4 mil crianças de 7 a 12 anos de escolas públicas no interior de Minas Gerais revela que em um país de tantas crises, incertezas e violência vivem melhor aquelas que possuem capacidade de superar adversidades.

O estudo mostrou que quanto mais resiliente for a criança menor a chance de desenvolver algum distúrbio comportamental que afete seu desempenho escolar e as suas habilidades de autocontrole, organização e regulação emocional. O estudo também mostra que crianças com o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) apresentam menores habilidades e um padrão próprio de resiliência.

O trabalho será apresentado pelo neurologista Marco Antônio Arruda, no no IV Congresso Internacional e XXIV Brasileiro da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (Abenepi), que será realizado de 9 a 12 de agosto, no Rio de Janeiro, no Windsor Barra (Av. Lúcio Costa, 2630 – Barra da Tijuca). O evento vai reunir mais de mil especialistas para discutir os avanços da neurociência e dos estudos científicos e clínicos no comportamento de crianças e jovens.

Estão programados 12 cursos, 36 conferências e 60 mesas redondas onde os participantes farão uma reflexão conjunta sobre os grandes desafios do momento, debatendo desde o alarmante crescimento do suicídio e automutilação entre adolescentes até as boas práticas promovidas internacionalmente no tratamento de distúrbio de déficit de atenção, dislexia e autismo.

Entre os temas selecionados estão, por exemplo, as mudanças em saúde mental trazidas pela Febre Amarela, Dengue e Chikungunya; a experiência Sueca na abordagem do autismo; novas evidências epidemiológicas para o TDAH; o debate sobre possíveis interfaces entre TDAH e epilepsia, entre outros. No campo da educação, as discussões vão desde ao debate sobre como o cérebro da criança aprende até a troca de conhecimentos.

Segundo o neuropediatra Jair de Moraes, presidente da comissão científica do congresso, a maior riqueza do evento é a transdisciplinaridade. “Este evento reúne profissionais diversos da área médica, educadores, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, todos dispostos a trocar conhecimento e a compartilhar seus desconfortos e descobertas sobre saúde mental na infância e adolescência. Vamos trazer estudos do Brasil, dos Estados Unidos, Suécia, Portugal e Argentina mostrando abordagens comportamentais e científicas junto aos pacientes”, disse ele.

A programação completa de cursos, mesas redondas e conferências pode ser acessada neste link. As conferências irão abordar os temas pelo viés da doença e da educação. As inscrições devem ser feitas no site http://inscricao.congressoabenepi2017.com.br/.

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