Cresce uso de biossimilares contra câncer e doenças autoimunes

Este é um dos temas abordados em congresso que acontece esta semana na Bahia para discutir desafios nas operadoras de autogestão em saúde

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O uso de medicamentos biossimilares no Brasil ainda causa dúvidas entre médicos e especialistas, enquanto este tipo de medicamento tem crescido nos últimos 10 anos na Europa especialmente no tratamento de doenças autoimunes e de câncer. Este é um dos temas do 21º Congresso Internacional Unidas – Caminhos para Inovar, que ocorre entre os dias 7 e 9 de novembro, na Costa do Sauípe, na Bahia.

Professor de imunologia e biotecnologia da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, João Gonçalves vai relatar os desafios e os impactos do uso de biossimilares na Europa, particularmente, em Portugal.  Chefe da unidade de biotecnologia, biofarmacêutica e molecular do Instituto de Investigação Médica e Farmacêutica (iMed), ele é autor de mais de 90 artigos científicos e PhD em doenças infecciosas/imunologia pela Universidade de Harvard (EUA), ele

Os desafios orbitaram na esfera do efeito novidade: do ponto de vista da informação, da experiência de uso na vida real, das maneiras de utilização e da forma como a vigilância – sempre necessária – é enfatizada, ainda mais nos biossimilares”, explica.

O evento contará com a participação de especialistas internacionais, nacionais, gestores de planos de saúde, dirigentes e executivos de instituições públicas e privadas, médicos, enfermeiros, acadêmicos, formadores de opinião e prestadores de serviços. Este ano, 700 congressistas devem acompanhar as palestras.

Envelhecer com qualidade de vida

Serão necessários ao Brasil apenas 18 anos (de 2012 a 2030) para dobrar a população de idosos, de 10% para 20% – o que ocorreu na França ao longo de 145 anos a partir de 1850. E o que esse desafio impõe ao sistema de saúde no país? O médico Alexandre Kalache vai falar sobre envelhecer com qualidade de vida no painel Viver mais, mas com saúde: os desafios da longevidade no Brasil, que acontece no congresso.

As médicas Joana Abreu e Paula Silva abordarão o tema envelhecimento tendo Portugal como referência. Elas falarão sobre o serviço de saúde do país e sua evolução ao longo do tempo, focando nas principais áreas de intervenção: prevenção, tratamento e acompanhamento do beneficiário e de sua família até e morte, na visão prática do médico de família. Além disso, trarão as expectativas que se desenham para os próximos anos.

Entre outros nomes de destaque está ainda o  professor da Harvard Medical School e executivo da Cambridge Health Alliance, Robert Janett.

Operadoras de autogestão reduzem custos

O cenário atual da saúde é complexo: modelo de remuneração inadequado, aumento dos custos assistenciais, controle de crônicos e crescente demanda da judicialização. E compartilhar experiências exitosas das autogestões, que fazem uso da inovação para promover a qualidade da rede assistencial e das operadoras, promovendo não a redução de custos, mas, principalmente, a melhora da assistência prestada aos beneficiários, é a função do workshop “Iniciativas para redução de custos (cases operadoras)”.

O painel de cases das operadoras é formado por quatro palestrantes: a diretora-presidente da Fundação Sanepar, Cláudia Trindade, o diretor de Serviços Sociais da Fundação Sanepar de Assistência Social, Marcos César Todeschi, o advogado, Roberto Noal, e o diretor de operações em saúde da Abertta Saúde, empresa do Grupo ArcelorMittal, e vice-superintendente da UNIDAS-MG, Werner Dalla.

Marcos César Todeschi, que divide com Cláudia Trindade a palestra “Viva Mais! Programa de Saúde Preventiva da Fundação Sanepar”, irá apresentar dados da evolução do programa da Fundação, a partir de melhorias e da incorporação de inovações, com a finalidade de atender cada vez mais beneficiários e com mais qualidade, efetividade e resultados.

Segundo Todeschi, a saúde suplementar comprova que a adoção do modelo atual – centrado em tratar a doença – está ocasionando um aumento de custos que pode tornar todo o sistema inviável em poucos anos. “Esse é um tema muito caro para as autogestões, que precisam equilibrar a relação custo x valor da mensalidade de forma a permitir que seus clientes não sejam expulsos do plano por não terem condições de pagar a contribuição mensal, o que geraria uma anti-seleção de risco”, explica.

“Estamos em um momento de muitos desafios. A situação econômica, bem como de efetividade do setor como um todo, é totalmente desconfortável. Os beneficiários não se sentem satisfeitos e, por sua vez, os prestadores de serviços efetivos (médicos, hospitais, clínicas etc) encontram-se angustiados por não conseguir atender a expectativa de seus clientes. Por isso, a importância de desenhar novos modelos de atuação e novos produtos que vão se consolidar nos próximos anos”, finaliza Todeschi.

Tecnologia pode ajudar na autogestão

Os avanços em tecnologia aplicados à área de saúde apresentam reflexos positivos ao segmento, sejam eles por meio de tratamentos ou equipamentos, sobretudo na gestão do negócio. Para o advogado e bacharel em informática pela PUC-RS Roberto Noal, a transformação digital é fundamental para a redução de custos e deve ser usada a favor da mudança de cultura dos colaboradores e na automatização dos processos por meio da adoção de métodos ágeis de entrega.

“O cenário da saúde atual é complexo, com inflação alta, modelo de remuneração inadequado (Fee for Service) e crescente demanda da judicialização. Entretanto é um mercado que oportuniza iniciativas de inovação e transformação, a fim de garantir maior qualidade e assistência aos usuários”, explica Noal.

De acordo com ele, no caso da saúde suplementar e das autogestões, a tecnologia traz benefícios ainda mais contundentes. “Ela ajuda no equilíbrio da sustentabilidade financeira, na assertividade na tomada de decisões, no aprimoramento da gestão assistencial, no aumento da percepção de satisfação dos beneficiários, além de dotar a entidade de forte governança corporativa”, destaca.

Na palestra, Noal apontará alguns caminhos que vão ao encontro dos avanços da tecnologia no segmento, que, invariavelmente, passam pela gestão acurada das despesas; forte negociação com prestadores de serviços médicos; maior utilização da tecnologia da informação nos negócios e a importância de proporcionar programas de qualidade de vida e bem estar, como alternativas de combater os desafios atuais do setor, como por exemplo, o alto custo de materiais e medicamentos; despesas assistenciais crescentes; precificação dos serviços e produtos; novas tecnologias e terapias de tratamento; e o envelhecimento da população.

Ainda durante o Congresso acontecerá a 4ª Expo Unidas, na qual empresas fornecedoras expõem seus produtos e serviços desenvolvidos para atender o sistema de saúde brasileiro (equipamentos, soluções tecnológicas e ferramentas de gestão). Também haverá a entrega do Prêmio Saúde UNIDAS 2018 para os autores dos melhores trabalhos sobre a assistência à saúde de qualidade fundamentada nas práticas da autogestão em saúde.

Serviço
21º Congresso Internacional Unidas – Caminhos para Inovar

Painel: Iniciativas para redução de custos (cases operadoras)

7 de novembro, das 14h às 17h30

Local: Costa do Sauípe – Bahia

Mais informações: www.unidas.org.br/21congresso

 

 

 

 

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