Por mais que a carne seja um componente nutricional importante para o organismo, a ingestão em excesso pode ocasionar diversos problemas. A carne vermelha contém muita gordura saturada. Assim, estudos mostram que seu consumo excessivo eleva o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, ambos ligados à redução da saúde cerebral“, explica a médica nutróloga Marcella Garcez.
Consumir com frequência carnes vermelhas pode trazer problemas. Entre eles, renal, hepático e coronariana, como alterações nos níveis de colesterol e hipertensão, além de outros prejuízos para o sistema circulatório, rins e fígado, podendo facilitar também o desenvolvimento de câncer e tumores“, diz o professor Henrique Marques de Almeida Rolim.
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Alternativas e novos hábitos
O Dia Mundial sem Carne (20 de março) é uma data para incentivar as pessoas a consumirem menos carne e sensibilizar sobre as consequências das escolhas alimentares para a saúde, o meio ambiente e o bem-estar animal. A adoção de hábitos mais conscientes, como a inclusão de uma alimentação vegetariana, é uma forma de promover mudanças positivas.
Para quem quer iniciar o processo de uma vida sem carne, professora Maria Fernanda Galante orienta que é aconselhável seguir um processo gradual, retirando aos poucos das refeições e sem deixar de considerar outras fontes de minerais e vitaminas.
Para a especialista, o ovo é o grande coringa na transição, além da proteína de soja, de ervilha ou a chamada “nova carne”, de origem vegetal, e também produtos que podem fornecer um aporte proteico suficiente. Segundo ela, a busca pela alimentação a base de produtos orgânicos e naturais, é ainda um fator de favorecimento da juventude do corpo e contra o desenvolvimento de patologias.
Essa transição precisa ter o acompanhamento de um nutricionista, para uma plena adequação de calorias e fontes de macro e micronutrientes, fazer exames periódicos e realizar a suplementação quando necessário, principalmente, de ferro e vitamina B12, das quais a falta pode resultar em problemas, sobretudo anemia.
Carnes do futuro: cresce a procura por plant based
As carnes feitas a partir de plantas, popularmente conhecidas como “carnes do futuro”, e os “laticínios” de origem vegetal têm ganhado cada vez mais popularidade entre aqueles que desejam reduzir o consumo de ingredientes de origem animal. Bem como, aqueles que estão começando a adotar o vegetarianismo ou o veganismo como estilo de vida.
Esses produtos feitos a partir de plantas são especificamente desenvolvidos para tentar replicar o gosto, o aroma, a textura e a experiência geral de alimentos de origem animal. E, para muitas pessoas, é mais fácil optar por produtos com essas características como forma de reduzir o consumo de carnes e laticínios em vez de simplesmente abandonar toda a experiência dos alimentos de origem animal em troca de cozinhar alimentos vegetais in natura.
Segundo revisão publicada no final de julho no periódico cientifico Future Foods, as carnes e laticínios feitos a partir de plantas são alternativas mais saudáveis. Além de serem mais ambientalmente sustentáveis em relação aos alimentos de origem animal.
Mas é necessário sempre avaliar a tabela nutricional e a lista de ingredientes de cada alimento. Nesse sentido, tomando cuidado com o excesso de conservantes e ingredientes químicos que podem trazer problemas de saúde”, pondera Marcella, que é professora e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).
Em resumo, com todas essas informações, podemos concluir que adotar uma alimentação com menos carne oferece diversos benefícios. Assim, tanto para a saúde quanto para o meio ambiente. Então, não podemos ter uma vida de qualidade sem considerar a importância que o meio ambiente desempenha em nossas vidas. Afinal, ele é essencial para o nosso bem-estar e para as futuras gerações.
Reproduzido do portal Comida na Mesa





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