Colesterol alto: quando devo fazer o exame de sangue?

Teste do perfil lipídico: saiba quando fazer ou não, como é feito e com que frequência deve ser realizado. Entenda as formas de tratamento e prevenção

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O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado anualmente em 8 de agosto, destaca a importância de conscientizar a população sobre os riscos associados a esta patologia crônica e suas consequências para o sistema circulatório e à saúde vascular. A data reforça a importância de manter as taxas de colesterol sob controle por meio da adoção de uma vida saudável e da realização de exames preventivos e de acompanhamento.

Manter esses cuidados na rotina é fundamental para a saúde, já que o colesterol alto é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças que ocupam o topo do ranking das que mais matam e incapacitam no país, como infarto agudo do miocárdio, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e trombose arterial, por exemplo.

Além disso, está diretamente relacionado a casos de hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. É importante ressaltar que obesidade, má alimentação, história familiar, tabagismo e sedentarismo e o processo natural de envelhecimento são os principais fatores associados a um perfil de colesterol inadequado.

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP) reforça que o acúmulo de gordura prejudica o fluxo sanguíneo e coloca a saúde vascular em risco. A única maneira de saber os níveis de colesterol é por meio de exames de sangue, tornando essencial a detecção precoce.

“Esperar pelos sinais e sintomas isquêmicos pode indicar um estágio avançado, especialmente porque essa doença é silenciosa e pode ser descoberta apenas quando já é tarde demais para reverter o quadro, tornando a prevenção ainda mais crítica. Não subestime a importância de cuidar da sua saúde vascular, pois a prevenção é a melhor forma de evitar problemas sérios no futuro”, alerta o presidente da SBACV-SP, Fabio Rossi.

Exame do perfil lipídico: como fazer?

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) alerta que o exame de perfil lipídico, que analisa os níveis de colesterol total e suas frações HDL, LDL, VLDL, Não-HDL, Total e Triglicerídeos, deve fazer parte da rotina da população, independentemente da existência de fatores de risco, porém sempre com indicação médica.

É importante controlar o tipo LDL, chamado de “mau colesterol”, mas também melhorar a taxa HDL, que é o bom colesterol. Quanto mais alto for esse marcador, menores são as chances do colesterol acumular nos vasos formando placas de gordura

Por isso, a identificação precoce de altos níveis de colesterol pode ser fundamental para a prevenção de doenças graves. Isso porque o desenvolvimento do colesterol alto é silencioso e pode ter causa genética, mas em muitos casos está ligado a hábitos inadequados de estilo de vida.

“É muito importante fazer o acompanhamento regular dessa taxa por meio de exame de sangue para que, caso esteja elevada, o médico possa sugerir mudanças na rotina do paciente ou mesmo recorrer à medicação a fim de reverter o quadro. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances do impacto negativo na saúde e do desenvolvimento de doenças, principalmente as cardiovasculares”, esclarece o médico Pedro Saddi, endocrinologista e patologista clínico da SBPC/ML.

Com que frequência devo fazer o exame?

A frequência para se fazer o exame de perfil lipídico deve ser definida pelo médico, mas pacientes fumantes, hipertensos, diabéticos, que já sofreram infarto, obesos ou que apresentam sobrepeso, com histórico familiar de doença cardíaca prematura ou de colesterol alto, portadores de doença cardíaca preexistente, de modo geral, realizar o exame com mais regularidade.

Como é feito o teste lipídico?

“O exame de perfil lipídico é um dos mais simples e eficazes que existem”, explica Saadi. “Retiramos uma amostra de sangue do paciente sem obrigatoriedade de jejum, mas o médico do paciente pode preferir orientar um jejum de 12 horas antes da coleta do sangue, sendo permitida somente a ingestão de água”.

Quando não devo fazer o exame?

Um ponto importante é que o colesterol não deve ser medido quando o paciente está doente ou fazendo uso de certos medicamentos, já que essas situações podem alterar o resultado. Gestantes também devem aguardar pelo menos seis semanas após o parto antes de realizar o procedimento.

Tratamento: quando usar medicamentos?

Já o diagnóstico de problemas circulatórios relacionados ao colesterol alto deve ser realizado por um médico especialista, que avaliará o quadro clínico do paciente. Dentre os exames comumente utilizados estão a medida do índice tornozelo-braço (ITB) e a ultrassonografia doppler para avaliação das artérias dos membros inferiores e das carótidas.

Segundo a SBACV-SP, o tratamento para problemas circulatórios causados pelo colesterol alto pode variar de acordo com a gravidade do caso e a localização da disfunção vascular. Inicialmente, o controle do colesterol pode ser realizado por meio de medicamentos, visando diminuir a progressão da placa aterosclerótica.

Em casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para tratar complicações decorrentes da formação dessas placas. Se o colesterol alto não for tratado adequadamente, podem ocorrer complicações em longo prazo, além do o AVC,  o infarto do miocárdio e isquemia crítica de membros inferiores.

A indicação de tratamento é individualizada, e não existe um valor de corte válido para todos. Em geral, a indicação de tratamento depende do perfil de risco do paciente. Aqueles com risco cardiovascular mais elevado vão necessitar de tratamento mesmo que sua concentração de colesterol não seja tão elevada. Já um indivíduo de baixo risco cardiovascular, só há necessidade de tratamento quando a concentração de colesterol está mais elevada.

“Para atuar preventivamente e tentar evitar a elevação do colesterol, então recomendamos um peso adequado, praticar atividade física regularmente, com ao menos 150 minutos por semana, cuidar da alimentação, ter uma dieta que seja saudável e não seja uma dieta rica em colesterol”, ressalta Saadi.

Segundo ele, como a maior parte do nosso colesterol é produzido pelo nosso próprio organismo, esses cuidados alcançam uma capacidade de redução de colesterol limitada. Por isso, os remédios serão necessários para a maior parte dos pacientes de maior risco cardiovascular.

“A medicação de primeira linha e a mais indicada ou a mais adotada é a classe das estatinas, que são medicações que reduzem a concentração de colesterol e reduzem o risco cardiovascular e o risco de mortalidade.”, explica o médico.

 

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