Aprender é ótima opção para evitar ou postergar doenças do cérebro

Como cuidar da saúde cerebral para uma vida plena? Conheça os principais cuidados para ter um cérebro saudável

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cérebro é um órgão vital que desempenha papel fundamental em todas as nossas atividades diárias, desde as mais básicas até as mais complexas. Por sua importância vital, não poderia ser esquecido no vasto calendário da saúde. Então, neste 22 de julho, se comemora o Dia Mundial do Cérebro, uma iniciativa global que busca conscientizar as pessoas sobre a importância de cuidar da saúde cerebral e educar a sociedade sobre este importante órgão.

A data representa uma oportunidade para refletir sobre a necessidade de adotar medidas preventivas e adquirir conhecimento sobre a manutenção de uma mente saudável. “Ele é responsável por nossas emoções, memórias, habilidades cognitivas e coordenação dos movimentos. Portanto, cuidar da saúde cerebral é essencial para garantir uma vida plena e produtiva”, comenta Vanessa Milanese, diretora da Sociedade Brasileira de Neurologia (SBN).

Ainda segundo a especialista, muitas patologias que acometem este órgão não apresentam sintomas, como dores de cabeça, que podem não ser levadas tão a sério, o que resulta em diagnósticos tardios e complicações para tratamentos. “Vale lembrar que diagnósticos precoces salvam vidas, pois a partir deles é possível evitar que doenças se agravem, dando ao paciente boas chances de viver bem”, ressalta.

Marco Aurélio Borges, neurologista do Instituto de Neurologia de Goiânia, explica que uma forma simples de manter a saúde cerebral é permanecer aprendendo coisas novas. “Isso ocorre, de acordo com o médico, porque, quanto mais estimulamos o cérebro, mais ampliamos a quantidade de conexões realizadas entre os neurônios. E a atividade cerebral aumenta nossas chances de prevenir ou de retardar algumas doenças”, explica o dr. Marco Aurélio.

Ele cita como exemplos o aprendizado de um novo idioma e a realização de qualquer outra ação que resulte em aprendizado, para que o cérebro crie conexões, que são novas vias de execução das funções cerebrais.

Atividades físicas também estão entre as principais ações que promovem a saúde do cérebro. O neurologista destaca que, ao realizamos 150 minutos semanais de atividades físicas, o corpo libera o hormônio chamado irisina, que produz um efeito positivo sobre o sistema neurológico.

Além das ações já citadas, uma alimentação saudável compõe o conjunto de alternativas para a boa saúde cerebral. Uma alimentação balanceada, com pouco consumo de carnes vermelhas e mais ingestão de peixes e de grãos, ajudam a manter o cérebro em bom estado.

Medidas simples que podem promover a saúde cerebral

Para celebrar este que é um dos mais importantes órgãos do corpo humano, especialistas incentivam as pessoas de todas as idades a se engajarem em práticas que promovam a sua saúde cerebral. A SBN separou algumas medidas simples que podem fazer a diferença na qualidade de vida de qualquer pessoa.

Exercício físico regular – a prática de atividades físicas contribui para o fluxo sanguíneo adequado no cérebro, estimulando o crescimento de novas células nervosas e fortalecendo as conexões existentes.

Alimentação balanceada – uma dieta saudável e equilibrada, rica em nutrientes essenciais como ômega-3, vitaminas, minerais e antioxidantes, é benéfica para a saúde cerebral. Procurar incluir alimentos como peixes, nozes, frutas e vegetais pode ajudar a melhorar a função cerebral.

Sono com qualidade – o descanso adequado é crucial para a saúde cerebral. Durante o sono, o cérebro realiza processos de reparação e consolidação da memória. Certifique-se de ter uma rotina consistente e criar um ambiente propício para uma boa noite de descanso.

Estimulação mental – desafiar o cérebro regularmente é essencial para mantê-lo ativo e saudável. Envolver-se em atividades intelectualmente estimulantes, como leitura, jogos de quebra-cabeça, aprendizado de novas habilidades ou até mesmo aprender um novo idioma, pode ajudar a preservar a função cerebral.

Gerenciamento do estresse – o estresse crônico pode ter efeitos negativos no cérebro. Praticar técnicas de relaxamento, como meditação, ioga ou simplesmente reservar tempo para hobbies e atividades prazerosas, ajuda a reduzir o estresse e a promover a saúde cerebral.

 

Dia Mundial do Cérebro alerta para prevenção a doenças

O Dia Mundial do Cérebro também é uma data é propícia para difundir informações relevantes sobre o órgão e para, principalmente, alertar a população sobre como reconhecer e buscar a prevenção e a proteção de doenças que mais afetam o cérebro, entre elas, o acidente vascular cerebral, Alzheimer e o Parkinson.

A população, de forma geral, tem vivido mais, e isso tem acarretado o aparecimento de doenças típicas da idade. Entre os principais problemas que acometem os idosos estão as doenças neurodegenerativas, com destaque para Alzheimer, Parkinson e acidente vascular cerebral (AVC). Mas por que a prevalência desses males neurológicos são os que mais afetam o cérebro?

“O cérebro é a chave para o envelhecimento saudável. À medida que vamos envelhecendo, o órgão acompanha esse processo. Seja por causas genéticas ou ambientais, o envelhecimento pode gerar falhas que acabam afetando as funções cognitivas (de processamento das informações) e as motoras (de movimento e de equilíbrio), incapacitando parcial ou totalmente as pessoas”, explica Marco Aurélio Borges.

Conheça um pouco mais de cada uma delas:

Doença de Alzheimer

No Brasil, o Alzheimer é a doença neurodegenerativa de maior prevalência. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de pessoas têm a doença e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano.

A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno causado pelo acúmulo de fragmentos de proteínas, tóxicas, que se depositam dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Esse transtorno é progressivo e fatal e gera a deterioração cognitiva e da memória.

Os principais sintomas da doença são: falta de memória para acontecimentos recentes; dificuldade para acompanhar conversações ou pensamentos complexos; dificuldade para dirigir automóvel e encontrar caminhos conhecidos; dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais; irritabilidade, suspeição injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, tendência ao isolamento.

Doença de Parkinson 

Outra doença neurodegenerativa recorrente na população é o Parkinson. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 1% da população mundial com idade superior a 65 anos tem a doença. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas sofram com o problema.

Esse transtorno causa a degeneração das células responsáveis pela produção da dopamina, substância que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos.

Como resultado, os acometidos pelo Parkinson apresentam aumento gradual dos tremores (podendo afetar dedos ou as mãos; queixo ou cabeça; e pés), maior lentidão de movimentos, caminhar arrastado dos pés e postura inclinada para frente.

AVICENTE VASCULAR CEREBRAL

O acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico ocorre quando há ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro, resultando em sangramento no tecido cerebral ou nas áreas ao redor. Já o AVC isquêmico acontece quando há obstrução ou redução significativa do fluxo sanguíneo em um vaso cerebral, devido a um coágulo de sangue (trombo), que se forma no local ou é transportado de outra parte do corpo até o cérebro (tromboembolismo).

Confira aqui a campanha do ING do Dia Mundial do Cérebro

“Aproveite o Dia Mundial do Cérebro como uma oportunidade para refletir sobre a importância da saúde cerebral em sua vida e na vida daqueles que você ama. Juntos, comunidade médica e pacientes, podemos trabalhar para criar uma sociedade mais consciente e comprometida com a saúde mental e cerebral“, finaliza a Dra. Vanessa.

Curiosidade

Consumo de amêndoas ajuda na função cognitiva, diz estudo

Um estudo financiado pela Almond Board of California revelou que incluir amêndoas nas refeições pode ajudar a manter a função cognitiva durante a tarde. Pesquisadores da Purdue University conduziram um estudo de 12 semanas com 86 adultos com sobrepeso/obesidade.

Os participantes foram divididos em dois grupos, com dietas de restrição calórica para perda de peso. Um grupo consumiu uma dieta enriquecida com o superalimento, enquanto o outro grupo seguiu uma dieta sem nozes. Além disso, cada grupo recebeu um almoço rico em gordura (com amêndoas) ou um almoço rico em carboidratos (sem amêndoas).

Após o almoço, os participantes foram submetidos a testes de memória e atenção. Ambos os grupos experimentaram uma diminuição na atenção após o almoço, independentemente do conteúdo de macronutrientes. No entanto, o grupo que consumiu o almoço rico em gordura mostrou declínios significativamente menores na memória. Isso sugere que as amêndoas podem desempenhar um papel eficaz na manutenção da memória após as refeições.

Richard Mattes, da Purdue University, explicou que as oleaginosas podem moderar os níveis de açúcar no sangue após as refeições, o que pode explicar o seu benefício para a memória. Com 13 gramas de gorduras saudáveis e 4 gramas de fibras em cada porção de 28 gramas, juntamente com baixo teor de carboidratos, a semente ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e a retardar a digestão. Ao reduzir o impacto glicêmico dos carboidratos, elas contribuem para manter a concentração de glicose no sangue em níveis ideais para tarefas de memória.

Com informações da SBN e do ING

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