alzheimer

“Tenho problema de memória, será que pode ser um sinal de alerta?”, pergunto. O neurologista André Lima diz que isso depende de alguns fatores: idade, atividades sócias, doenças associadas, uso de medicações. A perda recente de memória pode ser indício da Doença de Alzheimer quando ocorre em pacientes com idade acima de 65 anos e quando esses esquecimentos complicarem a vida social desse paciente e seus familiares.

A população do Rio de Janeiro é uma das mais idosas no país,  o que acarreta também em uma grande quantidade de pessoas que sofre de demências como a Doença de Alzheimer. A família, às vezes, é a última a perceber que aquele “simples” esquecimento, no idoso, é um sintoma.  Segundo ele, nem todo esquecimento é Alzheimer, que pode ser confundido com muitas outras doenças.

Não existe um diagnóstico definitivo, apenas um diagnóstico de exclusão. É preciso excluir todas as outras doenças que causam o sintoma para poder afirmar que é Alzheimer, explica o neurologista.  “Uma dica é sempre observar mudanças de comportamento. Cuidados com higiene para evitar infecções, não entrar em conflitos, muito amor e paciência”, recomenda André Lima. Para prevenir o ideal é fazer atividades física e intelectual. Hoje, existem tratamentos medicamentoso e não medicamentosos.

“Conhecer como pensa, age, vive aquela pessoa, o que necessita e o que já tem de necessidades atendidas, o que se pode proporcionar para o seu bem estar geral, podem fazer toda a diferença na qualidade de vida desses indivíduos”, explica  Jerson Laks, diretor do Solar da Gávea. A instituição faz parte do complexo da Clínica da Gávea, em funcionamento há 53 anos e que atende atualmente 60 idosos, alguns deles com demência.

Dados do Brasil e mundo

Aproximadamente entre 50% a 60% da população idosa mundial sofrem com a doença. Só no Brasil são cerca de 1,6 milhão de pessoas e outras cinco milhões são impactadas diretamente por ela, entre os quais estão cuidadores, parentes e amigos. Esta é a causa mais comum de perda de memória. De acordo com a ONU, 75% dos doentes desconhecem que sofrem do mal.

De acordo com a Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes (Apaz), a cada três segundos , uma pessoa no mundo apresenta sintomas de demência. Em 2050, serão mais de 130 milhões de pessoas afetadas no mundo inteiro, mas, principalmente nos países de baixo e médio desenvolvimento.

Segundo Maria Aparecida Guimarães, presidente da Apaz, a doença é a maior causa de demência,  termo usado para descrever diferentes desordens do cérebro que afetam a memória, o pensamento, a linguagem, a capacidade de planejamento e de tomar decisões, o comportamento e as emoções. “A demência afeta pessoas de todas as classes sociais, econômicas e de todas as raças, sendo o envelhecimento o maior risco”, destaca.

 

Ações na Gávea, Baixada e Copacabana

Duas palestras vão marcar no Rio de Janeiro o dia 21 de setembro, quando se celebra o Dia Mundial do Alzheimer.  Para alertar para os cuidados e a prevenção, o professor-doutor da UFRJ, Jerson Laks, vai ministrar palestra sobre “O impacto da Doença de Alzheimer na pessoa e seus familiares” nesta quarta-feira, dia 20, às 17h, no Solar da Gávea (Estrada da Gávea 151), com entrada gratuita. As inscrições podem ser feitas pelo (21) 2274-7022 e as vagas são limitadas.

Já o neurologista André Lima fala a partir das 19h, no auditório do Rio Ville Shopping sobre os sintomas, o tratamento e sobre a dificuldade de fazer o diagnóstico do Alzheimer por causa semelhanças com outras doenças existentes e também sobre como a família e os cuidadores devem agir com o paciente. Ele é membro da Academia Brasileira de Neurologia e diretor da Clínica Neurovida. O Rio Ville Shopping fica na Av. Automóvel Clube, 2.384, Vilar dos Teles, em São João de Meriti). As inscrições também são gratuitas e limitadas e podem ser feitas pelo telefone (21) 2756-7886.

No domingo, dia 24 de setembro, a partir das 9h, vai haver distribuição de folhetos, cartilhas e outros materiais de esclarecimento sobre a doença na Praia de Copacabana, Posto 5.  O evento é promovido pela APAZ – Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer, Doenças Similares e Idosos Dependentes, como parte do mês Mundial da Conscientização da Doença de Alzheimer.

Dicas da Apaz para ajudar quem sofre de Alzheimer 

  • COMO FAMÍLIA: encaminhar o idoso que apresenta os primeiros sintomas imediatamente ao médico. Um diagnóstico precoce leva ao tratamento adequado e significa qualidade de vida.
  • COMO CUIDADOR: Cuidar de alguém que têm demência é uma tarefa árdua,mas pode ficar menos difícil se você se informar, se capacitar e frequentar grupos de apoio. E lembre-se de cuidar da sua saúde também!
  • COMO SOCIEDADE: As pessoas que vivem com demência e seus cuidadores precisam de apoio, não podem ficar isolados e nem sofrer preconceito e passar por constrangimentos. Faça a sua parte!
  • COMO INDIVÍDUO: Lembre-se que levar uma vida saudável pode ajudar a reduzir o risco de demência ao envelhecer. O que é bom para o coração também o é para o cérebro.Cuide regularmente de ambos com atividades física , mental, social e dieta balanceada .
  • COMO GOVERNO: Estabelecer um PLANO NACIONAL PARA AS DEMÊNCIAS deve ser prioridade de qualquer governo ( municipal, estadual e federal), para lidar com o crescente impacto da prevalência e do alto custo , cada vez maiores, das demências. O plano contribui para incentivar as pesquisas,para educação e conscientização dos profissionais de saúde, da população e dos responsáveis pelas políticas públicas , melhorando o acesso dos cidadãos ao diagnóstico, tratamento e qualidade de vida.

Fonte: Apaz, Clínica Neurovida e Solar da Gávea, com Redação

 

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