Recentemente, um criminoso foi detido por estar perseguindo, há mais de 20 anos, a atriz Isis Valverde, oferecendo risco para si e sua família. Isis não foi a primeira famosa a se ver nessa situação.
Outros casos também já vieram à tona e nos leva a entender que as redes sociais nos aproximaram e facilitaram a comunicação, porém, o famoso “stalkeamento” virou uma tendência diante de tamanha exposição. Bisbilhotar tornou-se incrivelmente fácil.
As redes sociais – e a enorme vitrine que elas oferecem – permitem o completo anonimato enquanto se vasculha a vida do outro, seus relacionamentos, os lugares que frequenta, seu padrão de vida e, até mesmo, seus hábitos alimentares. Ou seja, uma “curiosidade” que se torna tóxica e criminosa.
Muitos vão justificar esse tipo de comportamento como sendo apenas uma situação comum, por pura curiosidade. Mas até onde essa curiosidade intensa faz bem para quem está bisbilhotando ou para quem está sendo bisbilhotado?
A grande verdade é que, ao percorrer as vidas alheias online, podemos nos deparar com a potencialização de instintos tóxicos ou de comparações prejudiciais, sensação de inferioridade e até mesmo elevação da ansiedade.
O que poderia ser uma simples atualização sobre as novidades pode se transformar em um ciclo de autocrítica e insatisfação. Isso se torna ainda pior quando envolve comportamentos compulsivos, como o stalking, que significa caçar. perseguir alguém – inclusive no mundo online.
Essa perseguição que foge da admiração, sai das telas e se torna real no dia-a-dia da vítima, é considerado um crime, pois reflete uma repetição de conduta que incomoda e fere o outro.
Linha entre curiosidade saudável e invasão de privacidade
Fato é que, acompanhar pelas redes alguém que se admira é normal, desde que seja feito com bom senso e a uma distância respeitosa, sem invadir o espaço do outro. No entanto, a linha entre curiosidade saudável e invasão de privacidade é sutil – e por este motivo, é vital refletirmos sobre os impactos emocionais desse hábito. O equilíbrio no uso das redes sociais requer autoconsciência e o aprendizado sobre como usá-las de forma consciente e construtiva.
O desafio de questionar nossos hábitos online, promove uma cultura de respeito e empatia, sobretudo com nós mesmos, além de auxiliar no reconhecimento do motivo de se estar vasculhando a vida do outro em detrimento de um cuidado e atenção com nossa própria vida. Vasculhar a vida do outro, fazendo disso um hábito a ponto de invadir a privacidade e “infenizar”, gerando medo, insegurança e limitando o direito de ir e vir do
cidadão, é crime e deve ser denunciado.
Por isso, é essencial reconhecer quando esse comportamento se torna prejudicial para a saúde emocional. Enfim, a situação envolvendo a atriz Isis Valverde é muito grave e mostra que os limites precisam ser respeitados. Famoso ou não, as pessoas possuem suas privacidades e não podem ser invadidas.
Essas atitudes disfuncionais, devem ser avaliadas e corrigir de imediato para que o stalker seja punido e a sua vítima protegida perante a sociedade e a lei. Afinal, ninguém merece viver no medo, vigiado e inseguro. Se perceber que alguém está invadindo sua privacidade, stalkeando sua vida e colocando um foco excessivo em suas atividades, ligue o sinal de alerta e busque uma rede de apoio e proteção.
A liberdade e a paz precisam andar juntas e quando, seja por qual motivação for, isso não acontece, existe o risco do desequilíbrio emocional de ambas as partes: de quem fere e de quem é ferido.




