Como ensinar os jovens a usar a tecnologia de forma ética e responsável

Psicóloga alerta para normalização do cyberbullying e da sexualização e traz 8 dicas para uma comunidade escolar mais consciente e segura

Bullying nas escolas: uma preocupação de todos (Foto: Freepik)
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Por Rosângela Sampaio*

Comportamentos como a adulteração de fotos para constranger colegas – como o episódio ocorrido esta semana no Rio de Janeiro – são multifacetados e podem ser influenciados por uma variedade de fatores psicológicos e sociais. Adolescentes estão em um estágio de desenvolvimento em que estão explorando sua identidade, testando limites e, às vezes, podem não compreender completamente as implicações de suas ações, especialmente no contexto digital.

Além disso, a pressão dos pares e a necessidade de aceitação social podem levar a comportamentos de risco ou antiéticos. O anonimato e a despersonalização proporcionados pela internet podem fazer com que jovens se sintam distantes das consequências de seus atos, reduzindo a empatia pelo alvo de suas ações e permitindo que se envolvam em atividades que provavelmente não realizariam face a face.

Outro aspecto a considerar é a cultura mais ampla em torno dos jovens, que pode incluir a normalização do cyberbullying e da sexualização. É vital que as escolas, os pais e a comunidade em geral trabalhem em conjunto para educar os jovens sobre a ética digital, as consequências legais e emocionais de suas ações e a importância do respeito mútuo.

Confira  8 dicas para promover uma comunidade escolar mais consciente e segura, onde a tecnologia é utilizada de forma ética e responsável:

1. Educação digital aprofundada: Incluir programas de conscientização sobre o uso ético e responsável da tecnologia, ressaltando as consequências legais e emocionais de atos como a disseminação de imagens íntimas sem consentimento.

2. Desenvolvimento de empatia: Realizar atividades e discussões que promovam a empatia e o respeito mútuo, ajudando os estudantes a entenderem o impacto de suas ações nos sentimentos e vidas dos outros.

3. Diálogo aberto: Encorajar pais e educadores a manterem um diálogo aberto sobre questões de privacidade, respeito e consentimento na era digital, e ensine aos adolescentes como reportar comportamentos inapropriados.

4. Promoção de habilidades sociais e emocionais: Integrar o ensino de habilidades sociais e emocionais no currículo escolar para melhorar a tomada de decisão e o comportamento ético dos estudantes.

5. Envolvimento dos pais: Incentivar o envolvimento dos pais na educação digital dos filhos, fornecendo recursos e orientações sobre como abordar esses tópicos em casa.

6. Políticas claras de uso de tecnologia: Assegurar que as escolas tenham políticas claras e consequências definidas para o uso inadequado da tecnologia, e que essas políticas sejam bem comunicadas a todos os estudantes.

7. Suporte às vítimas: Oferecer suporte adequado às vítimas de cyberbullying ou de crimes digitais, incluindo aconselhamento e acesso a recursos legais.

8. Fortalecimento da autoimagem: Trabalhar o fortalecimento da autoimagem e resiliência dos jovens, para que sejam menos vulneráveis às pressões sociais e mais confiantes em resistir a comportamentos prejudiciais.

*Psicóloga, pós-graduada em Psicologia e Saúde da Mulher, Fitoterapia e Prescrição de Fitoterápicos e Terapia Cognitivo Comportamental, Professional & Career Coaching. Instagram: @rosangelasampaiooficial

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