6 dicas para evitar que o chocolate atrapalhe seu sono

Psiquiatra alerta que abuso de chocolate na Páscoa pode interferir no sono e traz recomendações para dormir bem

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A Páscoa está chegando e com ela o consumo elevado de chocolate. Segundo um levantamento da Kantar, consultoria especializada em pesquisa de mercado, 7 milhões de lares se tornaram compradores de ovos de chocolate em 2022 e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviço e Turismo (CNC) prevê uma intenção de consumir durante o feriado maior que em 2020. Entretanto, muitos estudos revelam que o excesso de chocolate no organismo prejudica a saúde e tem grandes consequências para o sono de qualidade.

O chocolate é um dos doces preferidos do brasileiro, ainda mais durante a páscoa quando é uma das principais opções de presente e acaba sendo consumido em excesso pela maioria das pessoas, inclusive crianças, estando em ovos, bombons e sobremesas.

Um estudo da Betway revelou que 21,2% dos entrevistados ingere chocolate pelo menos uma vez ao dia e 52% deles afirmam que o mais comum é consumir chocolate em algum momento da semana, geralmente após uma grande refeição, para amenizar crises de ansiedade e durante a Tensão Pré Menstrual (TPM), mas é constatado que o excesso do doce no organismo causa impactos na saúde geral, inclusive ao sono.

A National Sleep Foundation, nos Estados Unidos, reforça que o chocolate pode sim afetar a qualidade do descanso noturno devido à grande quantidade de cafeína que traz em sua composição. O médico psiquiatra João Gallinaro, especializado em Medicina do Sono pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP,  recomenda moderação e intervalo de 5 horas entre consumo e a hora de ir para a cama.

“Tanto a cafeína como a telgromina, substâncias presentes na maioria dos chocolates, são estimulantes e quando associadas a uma grande quantidade de açúcares, que também compõem esses doces, podem elevar os níveis de energia fazendo com que seja ‘mais difícil’ pegar no sono, ocasionando uma piora na qualidade do descanso”, explica o especialista em sono.

A molécula da cafeína é parecida com a da adenosina, uma das responsáveis por irmos para a cama no horário adequado. “Quando acordamos, nosso cérebro começa a acumular essa substância, ao longo das atividades, fazendo com que a noite tenhamos vontade de dormir”, esclarece. “Por ser semelhante, a cafeína ocupa o lugar da adenosina e atrapalha o mecanismo e acúmulo de sono”, completa o médico.

Pessoas sensíveis à cafeína devem evitar o consumo excessivo de chocolate. “Isso porque o doce vai deixá-las trêmulas e agitadas, gerando dificuldades sobretudo quando ingerido próximo a hora de dormir”, salienta.

Uma das maneiras de minimizar os impactos do consumo exagerado do chocolate é equilibrar as quantidades. “Quanto menor for a quantidade ingerida durante a noite e maior for o intervalo entre a ingestão e a hora de ir para a cama, melhor”, recomenda o especialista. “O chocolate branco também pode ser uma opção para os apreciadores do doce, já que não contém cafeína em sua composição”, finaliza.

6 dicas para consumir chocolate sem afetar o sono:

Coma com moderação: “Não consuma grandes quantidades de chocolate próximo à hora de dormir”, orienta.

Fique de olho nos intervalos: “Ingerir chocolate de 5 a 6 horas antes de dormir minimiza os impactos no sono, fazendo com que seu descanso seja reparador”, aconselha o médico.

Opte por chocolates com pouca cafeína na composição: “O branco é uma ótima opção”, sugere João.

Tenha rotina: “Horários regulares para dormir e acordar, exposição à luz natural, exercícios para o corpo e a mente e não cochilar durante o dia cuidam do seu sono como um todo”, argumenta.

Evite outros estimulantes: “A associação do chocolate com o café, por exemplo, potencializa a energia”, elucida o especialista.

Cuidado com os eletrônicos: “A luz artificial diminui a produção de melatonina, por isso uso excessivo de computadores, tablets, TVs e celulares é prejudicial ao sono”, complementa João.

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