Glórias, lutas e vitórias. Esta é a história do Vasco da Gama, pioneiro no Brasil e no mundo a se posicionar oficialmente contra o racismo e preconceito de classes. Em 1923, o clube conquistava seu primeiro título de campeão carioca com um time repleto de jogadores negros, pardos e operários e que ficou conhecido na história do futebol brasileiro como Camisas Negras.

Quase 100 anos depois, em 2021, o time foi mais uma vez pioneiro e lançou um manifesto em apoio à comunidade LGBTQIAP+. Além de reconhecer oficialmente o coletivo LGBT do clube, a equipe ainda entrou em campo com o uniforme que substituiu a faixa diagonal que cruza a camisa, com as cores do arco-íris.

Agora em 2023, com diversas ações, o clube mais uma vez se posiciona contra o preconceito e a discriminação. Na partida desta segunda-feira (26) contra o Cuiabá, válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2023, as bandeirinhas de escanteio serão uma das homenagens ao mês do Orgulho LGBTQIAP+.

Elas vão conter desenhos escolhidos por torcedores que participaram de uma votação no aplicativo Socios.com, a plataforma de engajamento e recompensas de fãs via blockchain, que criou o Fan Token oficial do Vasco ($VASCO) em setembro de 2022.

“Para nós é super importante poder também fazer parte desse movimento e, através de nossas comunidades, promover um esporte mais diverso e inclusivo. No Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+, a Socios.com e o Vasco estarão juntos dando voz a toda a comunidade e reforçando que o esporte é para todes”, declarou João Pedro Novochadlo, da Socios.com no Brasil.

Dois dias após a partida, 28 de junho, Dia Mundial do Orgulho LGBTQIAP+, a Socios.com vai disponibilizar o resgate de uma das bandeirinhas do jogo contra o Cuiabá para um detentor do Fan Token do clube e sorteará outra entre os torcedores que votaram na opção de desenho vencedora.

Para participar da campanha, votar no design da bandeirinha ou resgatar uma unidade da edição limitada que será colocada em leilão reverso na plataforma, será preciso cadastrar-se no aplicativo e ter pelo menos um Fan Token oficial do Vasco. O app da Socios.com está disponível para download na Apple Store e Google Play.

Desde a criação do Fan Token oficial do Vasco, muitos torcedores puderam resgatar experiências exclusivas com jogadores do time e participar de votações internas do clube, como a da escolha do design da bandeirinha. “A ideia é dar cada vez mais voz às comunidades e engajar os fãs e torcedores do esporte em uma construção conjunta com o clube, gerando senso de pertencimento e colaboração”, diz o executivo.

Vasco tem história de luta contra o racismo

Desde sua fundação, o Vasco da Gama sempre se posicionou contra todos os tipos de preconceitos, sendo o único grande carioca que não saiu da elite, e sim da região portuária do Rio de Janeiro.

Em 1923, o time estreou na primeira divisão do futebol carioca com um elenco repleto de jogadores suburbanos, muitos deles negros, analfabetos e trabalhadores braçais, conhecidos na história do futebol brasileiro como Camisas Negras.

Na época, o futebol era um esporte de elite e os outros clubes cariocas aceitavam apenas jogadores brancos, descendentes de ingleses e acadêmicos. Mesmo assim, o Vasco se consagrou campeão e provocou a ira da aristocracia do Rio de Janeiro.

Incomodados com o sucesso do Vasco, os rivais fundaram uma nova liga no ano seguinte, a Associação Metropolitana de Esportes Athleticos. E a condição para o Gigante da Colina participar era a exclusão de 12 jogadores que, segundo os cartolas, “não apresentavam condições sociais apropriadas para o convívio esportivo”.

A diretoria do Vasco, que já havia feito história tendo o primeiro presidente negro de um clube no Brasil em 1905 (Candido José de Araújo), se recusou a aceitar o pedido racista e elitista de exclusão de seus jogadores para fazer parte do grupo dos grandes clubes do Rio.

Além disso, publicou a memorável “Resposta Histórica”, uma resposta oficial do clube que denunciava o racismo da aristocracia carioca do início do século XX. O Gigante da Colina então passou a disputar partidas contra equipes menores do Rio de Janeiro, o que popularizou o time entre as massas cariocas.

A decisão fez o Vasco se popularizar no Rio de Janeiro e a identificação da torcida com o time ajudou o Vasco a trazer multidões aos estádios, o que obrigou os outros times da cidade a aceitarem o clube novamente em 1925.

E para não se curvar ao elitismo, o clube decidiu construir seu próprio estádio através de uma grande campanha de arrecadação de recursos. São Januário foi erguido em 1927 graças aos próprios vascaínos.

Nota da Redação: O Portal ViDA & Ação não é voltado para divulgação de notícias sobre clubes de futebol, nem entende nada desse assunto, mas não podia deixar essa pauta de fora do Especial Orgulho LGBTQIAPN+. Ainda mais com a história linda do Vasco da Gama contra o racismo e em defesa dos excluídos. Além do mais, nossa editora é vascaína e defende todas as liberdades. Vida longa ao Vascão da colina e suas muitas lutas e conquistas!!!

Fonte: Socios.com 

Leia mais

Orgulho LGBT começa com mais respeito e serviços no SUS
Depois de Pelé, câncer do intestino mata ídolo do Vasco
‘Vascaíno Sangue Bom’: campanha incentiva amantes do futebol a doarem sangue

 

 

Gostou desse conteúdo? Compartilhe em suas redes!
Shares:

Related Posts

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *