Conheça os ‘Segredos da Rainha’ que reina há 20 anos na Beija-Flor

À frente da escola de Nilópolis desde os 12 anos, Raissa de Oliveira fala sobre rotina de treinos e sua relação de amor com a comunidade

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Ela volta à Avenida Marquês de Sapucaí para brilhar nesse Desfile das Campeãs com o título de vice conquistado com justiça pela Beija-Flor. E promete sacudir as arquibancadas com seu gingado de mola e o corpão de causar inveja. Raissa de Oliveira, que em 2022 completa 20 anos na escola de Nilópolis, esbanja simpatia e um corpo de arrepiar a Avenida. Ela iniciou os preparativos no final do ano passado para o aguardado retorno à Passarela do Samba. Mas o que faz a moça para manter o corpão com tudo no lugar?

Treinos diários, aulas de dança e ensaios na quadra mais amada de Nilópolis toda quinta-feira sempre fizeram parte da rotina de Raíssa que começou a fazer ballet e jazz e aos 12 anos assumiu o posto de rainha. Entre 15 e 16 anos, ela começou a fazer musculação. Claro, sempre acompanhada de um profissional, já que iniciou os treinos quando ainda estava em fase de crescimento. 

Hoje, aos 31 anos, ela malha todos os dias às 6h da manhã na academia Lifefit de Nilópolis e intercala a musculação com treino funcional na areia. Porém, mesmo praticando exercícios há tantos anos, confessa:

“Sou a preguiçosa dos treinos. No período pré-Carnaval, eu faço exercícios mais intensos para obter o resultado esperado no dia do desfile e até gosto dos treinos de perna, como agachamento, cadeira extensora, glúteos. Mas, no geral, eu tenho preguiça (risos)”. 

‘Perdemos muitos sambistas na pandemia’

Estar à frente de um posto tão importante para a sua escola de coração é uma grande responsabilidade. Mais ainda após um período tão difícil, com os desfiles cancelados por dois anos seguidos. Agora, com o carnaval confirmado, Raissa afirma que estar na Avenida novamente foi um ato não só de vitória, mas também de resistência.

“Quando pisei na Sapucaí depois de 2 anos sem Carnaval eu estava comemorando principalmente a vida. Perdemos muitos sambistas na pandemia e o samba foi diretamente afetado. Então, naquele dia, eu me doei de forma especial. Pela escola, pelas famílias. Foi um desfile para comemorar a vida depois de perdas tão tristes”, lamenta.

E a Rainha da Beija-Flor tem mesmo que comemorar. Em 20 anos de escola, ela se sente orgulhosa por ter uma relação de muito respeito e carinho com a comunidade da Baixada Fluminense.

“As pessoas me conhecem há muito tempo e eu procuro me fazer o mais familiar possível, sendo muito gentil e educada com todos sempre. Eu gosto de ser povão, de lidar com o povo de perto, de chegar nos lugares e ser abraçada com carinho. As pessoas se sentem representadas vendo alguém que é da comunidade, é pé no chão e não perdeu os seus princípios. Eu e a comunidade nilopolitana temos uma história de amor mesmo”, revela.

Nascida e criada em Nilópolis, desde muito cedo Raíssa frequentava a quadra da Beija-Flor. Aos 12 anos já fazia parte da ala de passistas mirins da agremiação, quando ganhou um concurso para ser a nova rainha de bateria da agremiação.

Ao longo de 20 anos à frente da bateria, criou marcas próprias durante o seu reinado além do samba no pé e a identificação com a escola de Nilópolis, o respeito por ícones que a precederam, como Sônia Capeta, e a jogada de cabelo durante suas apresentações, o que rendeu o apelido/brincadeira de “Joelma do Samba”.

“Tem mais de 20 anos que eu jogo cabelo, desde que me entendo por gente (risos). Mas nunca acertei nenhum ritmista, não. Tem uma distância entre mim e eles que eu sei onde eu posso jogar. Eles também sabem da minha coreografia. Sou cria da escola, né? Até o meu o piscar de olhos eles já conhecem (risos) ”, disse ao G1.

 

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