Quem tem medo de agulha, seringa e injeção?

Enfermeira ensina como evitar estresse na hora da vacinação, uma medida importante nesses tempos de campanha contra a pólio e o sarampo

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Aicmofobia. Este é o nome dado ao medo extremo de seringas, agulhas,  injeções. Estima-se que 10% da população mundial sofram desse mal. Mas, mesmo quem não tem a fobia, costuma ficar inseguro no momento da picada. Quem é pai/mãe sabe! Crianças são mais suscetíveis, o que acaba criando uma grande situação de estresse para elas e para os pais na hora da vacinação.

A enfermeira Miriam Moura, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações e gerente de Enfermagem da rede Vaccini, de clínicas de vacinação, dá dicas simples e preciosas sobre como tranquilizar os pequenos para que a proteção ocorra sem traumas.

ANTES DA VACINAÇÃO

  1. Cuidado com o que você fala

– “Fale sempre da vacina como algo positivo, nunca a use como castigo ou ameaça para um mau comportamento. Ao contrário, reforce que vacinação protege de doenças muito graves”. Miriam lembra que a ida ao posto de saúde ou clínica de vacinação por si só pode ser bem estressante para a criança. Então, aqui vai uma dica prática: “Evite qualquer outro fator que possa gerar mais desconforto, como a fome, por exemplo”.

– Sempre que possível, tente tornar a data escolhida para a vacinação um dia feliz, que contemple alguma forma de lazer. Evite vacinar a criança em dias de muito estresse, muito corridos, o que concorre para gerar uma experiência ruim.

– Procure vestir a criança com roupas que deixem os braços e pernas livres, principalmente os menores de 2 anos. Esse cuidado facilita o acesso ao local da aplicação e requer menos manobras, além de aumentar a segurança do procedimento.

DURANTE A VACINAÇÃO

Muitos pais ficam nervosos na hora da vacinação dos filhos, principalmente de bebês. Por isso, a gerente de enfermagem da Vaccini destaca a importância do exemplo. “Um adulto nervoso, inseguro, com pena, vai transmitir nervosismo e insegurança. O contrário disso será sempre positivo para o filho”, analisa Miriam, que dá outras orientações:

– Siga corretamente as instruções da enfermagem sobre a melhor forma de segurar a criança. Isso vai variar conforme o local da aplicação.

– Quando for necessária a aplicação de mais de uma vacina no mesmo dia, pergunte se a equipe de enfermagem está habilitada para fazer a aplicação simultânea – uma injeção em cada perninha, por exemplo. Essa técnica abrevia o processo e, quando feita por profissional experiente, não oferece qualquer risco.

– Mães que ainda estejam amamentando podem vacinar seu bebê enquanto mamam no peito, sempre que o posicionamento da criança para a vacinação permitir.

 

APÓS A VACINAÇÃO

– A amamentação após a vacinação também surte um efeito tranquilizante. O leite materno relaxa o bebê.

– Fazer uma compressa fria no local da aplicação ajuda a amenizar a dor da picadinha. “Mas atenção: a compressa deve estar apenas bem fria e não congelada”, orienta Miriam.

– Em caso de dor muito intensa e contínua após a vacinação, solicite ao pediatra orientação sobre utilização de analgésico.

– Siga corretamente todas as instruções dadas pelo profissional que fez a vacinação.

OUTROS CUIDADOS

– Sempre peça para ver a caixinha da vacina para conferir o nome e a data de validade.

– Observe onde as vacinas estão armazenadas. Para que não percam  propriedades, elas devem estar guardadas em refrigeradores munidos de termômetro digital e a uma temperatura que pode variar entre a mínima de 2 e a máxima de 8 graus.

– Verifique se o profissional da aplicação higienizou as mãos com água e sabão ou com álcool 70. Ao contrário do que muitos pensam, não érecomendado e nem necessário o uso de luvas.

– Lembre-se de verificar se a carteira de vacinação foi atualizada com o nome da vacina e o número de lote.

– Atenção à data de retorno. Pequemos atrasos não interferem na imunização, mas o ideal é que o esquema de dose seja seguido corretamente!

“Com esses cuidados, o dia da vacinação fica muito mais tranquilo e pode até se transformar em um bom programa de família”, sugere Miriam Moura.

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